Se esta é a sua primeira vez neste blog leia na coluna da direita as instruções!
8 de ago. de 2008
"Mais pequeno"?
Será Marcos Uchôa que na narração da abertura da Olimpíada, na transmissão da Rede Globo, disse "mais pequeno"? Você ouviu?
Saída dos atletas mirins
Acordei mais cedo e saí de casa bem antes que de costume para conferir a saída dos atletas mirins do Colégio Progresso Centro. Vão representar Guarulhos no campeonato estadual de futsal em Sertãozinho. Muitos estão viajando pela primeira vez sem os pais. Tem no máximo 13 anos.
Se vencerem vão representar o Estado de São Paulo em Brasília, sob a liderança do técnico e professor Eduardo Vela.
Se vencerem vão representar o Estado de São Paulo em Brasília, sob a liderança do técnico e professor Eduardo Vela.
Abertura da Olimpíada
O mundo aguarda a abertura da Olimpíada de Pequim. Um espetáculo cujo os gastos atingem a cifra de 100 milhões de dólares.
7 de ago. de 2008
A Borboleta e a Pedra (logo mais)
Ontem pela manhã tive muitas inspirações. Escrevi os manifestos no blog e depois escrevi à mão uma historinha que provavelmente vai se tornar um livro infantil.
Assim que der vou transcrever aqui.
Trata-se de uma borboleta colorida e de uma pedra de suferfície endurecida, aliás, como toda pedra.
Para mim a história tem um significado todo especial, fala de uma situação da minha vida, mas a magia é que pode ter outras interpretações... Depende do leitor.
Assim que der vou transcrever aqui.
Trata-se de uma borboleta colorida e de uma pedra de suferfície endurecida, aliás, como toda pedra.
Para mim a história tem um significado todo especial, fala de uma situação da minha vida, mas a magia é que pode ter outras interpretações... Depende do leitor.
Belas Imagens
Minha irmã Andreza me enviou esse link. Parece que está tudo retocado no Photoshop, mas mesmo assim... Que imagens lindas!
Dicas
Vou escrever para uma revista uma matéria com "dicas para economizar". Quem quiser me dar alguma dica para escrever a matéria favor deixar nos comentários.
Sinais de Leitura
Recebi tantos comentários especiais...
Obrigada Daniel, Renata, Aline Alves e Idylla.
Cadinho Roco escreveu palavras que reproduzo aqui:
"Diante do seu encanto corri em busca do meu batimento cardíaco totalmente disparado em pista conferida por olhar castanho cabelos ao longo de sorriso cativante. Os minutos, estes tornaram-se perdidos, saí do tempo e fui ser fotografia."
Alguém que consegue ser tão poético em um mero comentário que dirá no próprio blog.
Retribuirei a visita.
Beijos de luz a você que me lê agora e a todos que escrevem sempre e me deixam sinais...
Obrigada Daniel, Renata, Aline Alves e Idylla.
Cadinho Roco escreveu palavras que reproduzo aqui:
"Diante do seu encanto corri em busca do meu batimento cardíaco totalmente disparado em pista conferida por olhar castanho cabelos ao longo de sorriso cativante. Os minutos, estes tornaram-se perdidos, saí do tempo e fui ser fotografia."
Alguém que consegue ser tão poético em um mero comentário que dirá no próprio blog.
Retribuirei a visita.
Beijos de luz a você que me lê agora e a todos que escrevem sempre e me deixam sinais...
6 de ago. de 2008
Relatório de Treino
Ontem corri 39min com a média de frequência cardíaca por minuto em 150.
Hoje fiz um treino mais leve para intercalar, 31 min com 130 batimentos por minuto de média.
Hoje fiz um treino mais leve para intercalar, 31 min com 130 batimentos por minuto de média.
Sem escola?
O blog da Família Shurman traz esse post relevante para uma reflexão sobre a Educação no Brasil.
Manifesto de uma Professora
Neste texto imaginei uma professora, uma mulher, apaixonada pelo que faz, sem o compromisso de crescer além da própria sala de aula. Que se contenta em ser notável para aquela classe de alunos e que sabe que mudará o mundo, ainda que mudando apenas aqueles poucos que passarem por ela. Porque quem muda o mínimo que seja, mudou o mundo. O mundo não é o mesmo quando algo mudou, ainda que minimamente.
Manisfesto de uma professora
Não chamem de batalha meu ofício
Não digam dele que há esforço
Pois o faço com tanta renúncia e com tanto amor
Que nem a mais bela das poesias
pode me trazer a mesma alegria
que encontro no trabalho.
Não façam dele um fardo,
Não queiram me dizer que sofro,
Porque amo.
Quem ama não lamenta,
Não abaixa a cabeça diante do destino.
Não se arrepende do feito de amor
E quer fazer outro, e outro e outro.
Não me incluam nesses sem coragem,
Nesses fracos e oprimidos
Porque temo me tornar assim em um futuro próximo,
Se o continuarem falando de mim.
Não me permitam fraquejar
Porque há sonho pendurado nas paredes da escola.
É muito fácil amar os despenteados,
os cabelos longos, arrepiados,
as tatuagens roxas que não deviam estar ali.
É muito fácil querer levá-los para casa,
dar banho, comida, ternura...
Ao invés disso os ensino a escrever
Na esperança de que possam
Escolher as letras e palavras certas
Para escreverem em linhas mais retas
A história de suas próprias vidas.
Aline Ahmad***
Manisfesto de uma professora
Não chamem de batalha meu ofício
Não digam dele que há esforço
Pois o faço com tanta renúncia e com tanto amor
Que nem a mais bela das poesias
pode me trazer a mesma alegria
que encontro no trabalho.
Não façam dele um fardo,
Não queiram me dizer que sofro,
Porque amo.
Quem ama não lamenta,
Não abaixa a cabeça diante do destino.
Não se arrepende do feito de amor
E quer fazer outro, e outro e outro.
Não me incluam nesses sem coragem,
Nesses fracos e oprimidos
Porque temo me tornar assim em um futuro próximo,
Se o continuarem falando de mim.
Não me permitam fraquejar
Porque há sonho pendurado nas paredes da escola.
É muito fácil amar os despenteados,
os cabelos longos, arrepiados,
as tatuagens roxas que não deviam estar ali.
É muito fácil querer levá-los para casa,
dar banho, comida, ternura...
Ao invés disso os ensino a escrever
Na esperança de que possam
Escolher as letras e palavras certas
Para escreverem em linhas mais retas
A história de suas próprias vidas.
Aline Ahmad***
Manifesto de um Professor
Este é um outro texto que escrevi me colocando no corpo de um professor que deixa a sua escola de periferia. Não é exatamente uma despedida, mas um até logo, de quem pretende alçar vôos mais altos na profissão para seguir de uma outra forma e voltar, quem sabe, podendo ajudar ainda mais. O professor é humano, se redime, se liberta na esperança de ser salvo. E pretende, com a própria salvação de si mesmo, salvar outros em um futuro próximo.
Manifesto de um professor
Hoje, quando virar meu rosto, sei dos rostos que ficam me esperando voltar.
Hoje, quando virar a esquina sei que deixo para tras o menino e a menina me pedindo bola p'ra jogar.
Hoje, sei que não sou mais o moço de esperanças sobre o que a boa educação pode realizar.
Perdi parte de mim no caminho.
Penso se o capitalismo me venceu ou se me faltou vontade de lutar.
Lembro das promessas que carrego no peito.
De querer um mundo mais justo, mais direito.
Promessas sem resposta.
Pedidos sem presentes.
Súplicas no olhar...
É isso que guardo na memória,
Ao lado do meu sonho adormecido.
Não o abandono.
Não o deixo.
Mesmo em meu momento mais covarde.
Mesmo em minha tristeza mais profunda.
Há um sonho caminhando ao meu lado.
E ele dorme.
Como se ignorasse o que passo.
Como se não visse o esforço que faço.
Fica lá.
Às vezes acorda e me olha, pelo canto do olhar.
Se tivesse rosto seria um rosto de criança.
[A esperança que não morre].
Se tivesse vida teria a alma de um professor.
[A batalha que recomeça a cada aula]
Alguém que se despede resgatando a coragem e vontade de voltar.
O sonho não acabou.
A criança-sonho apenas dorme.
Está VIVA!
Ainda que os olhares que suplicam fiquem só,
Virão outros.
Minha batalha continua de uma outra forma.
Não se trata mais de emprego, ou trabalho,
Agora é um legado, uma missão.
Encontro-me com a minha vocação indelével.
Quem é professor uma única vez o será para sempre,
Enquanto houver vontade de ser aprendiz...
Por tudo que aprendi aqui, obrigado!
Obrigado, pelas lições que me marcaram,
Pelas vidas que ficaram,
Pelos tardes de sol na cabeça que me bronzeavam a pele,
Pela estrutura que faltava,
Pela vontade que sobrava,
Pela laço que nos unia,
Pelo pensamento que compartilhávamos,
Pelos eventos, pelas danças,
Pela música tocando na quadra,
Pela merenda dos alunos,
Pelo professor carente de abraço,
Pelo estudante que sorri um sorriso faltando dente,
Pela coreografia, pelos campeonatos,
Pelos muitos semblantes de quem não vê banho há muito tempo,
Pelo cheiro do suor porque desodorante é luxo,
Pela entrega,
Pelo sangue misturado ao recomeçar sempre,
Pela proteção do traficante que valoriza quem somos,
Pela bala perdida que não perfurou aqueles que vieram para aula,
Pelos que sobraram,
Pelos que restam,
Pelos que ficam,
Fico com eles,
Ainda que meu corpo se vá quando virar a esquina.
Fico com eles,
Ainda que meu rosto se vire,
Para esconder minhas lágrimas.
Aline Ahmad***
Manifesto de um professor
Hoje, quando virar meu rosto, sei dos rostos que ficam me esperando voltar.
Hoje, quando virar a esquina sei que deixo para tras o menino e a menina me pedindo bola p'ra jogar.
Hoje, sei que não sou mais o moço de esperanças sobre o que a boa educação pode realizar.
Perdi parte de mim no caminho.
Penso se o capitalismo me venceu ou se me faltou vontade de lutar.
Lembro das promessas que carrego no peito.
De querer um mundo mais justo, mais direito.
Promessas sem resposta.
Pedidos sem presentes.
Súplicas no olhar...
É isso que guardo na memória,
Ao lado do meu sonho adormecido.
Não o abandono.
Não o deixo.
Mesmo em meu momento mais covarde.
Mesmo em minha tristeza mais profunda.
Há um sonho caminhando ao meu lado.
E ele dorme.
Como se ignorasse o que passo.
Como se não visse o esforço que faço.
Fica lá.
Às vezes acorda e me olha, pelo canto do olhar.
Se tivesse rosto seria um rosto de criança.
[A esperança que não morre].
Se tivesse vida teria a alma de um professor.
[A batalha que recomeça a cada aula]
Alguém que se despede resgatando a coragem e vontade de voltar.
O sonho não acabou.
A criança-sonho apenas dorme.
Está VIVA!
Ainda que os olhares que suplicam fiquem só,
Virão outros.
Minha batalha continua de uma outra forma.
Não se trata mais de emprego, ou trabalho,
Agora é um legado, uma missão.
Encontro-me com a minha vocação indelével.
Quem é professor uma única vez o será para sempre,
Enquanto houver vontade de ser aprendiz...
Por tudo que aprendi aqui, obrigado!
Obrigado, pelas lições que me marcaram,
Pelas vidas que ficaram,
Pelos tardes de sol na cabeça que me bronzeavam a pele,
Pela estrutura que faltava,
Pela vontade que sobrava,
Pela laço que nos unia,
Pelo pensamento que compartilhávamos,
Pelos eventos, pelas danças,
Pela música tocando na quadra,
Pela merenda dos alunos,
Pelo professor carente de abraço,
Pelo estudante que sorri um sorriso faltando dente,
Pela coreografia, pelos campeonatos,
Pelos muitos semblantes de quem não vê banho há muito tempo,
Pelo cheiro do suor porque desodorante é luxo,
Pela entrega,
Pelo sangue misturado ao recomeçar sempre,
Pela proteção do traficante que valoriza quem somos,
Pela bala perdida que não perfurou aqueles que vieram para aula,
Pelos que sobraram,
Pelos que restam,
Pelos que ficam,
Fico com eles,
Ainda que meu corpo se vá quando virar a esquina.
Fico com eles,
Ainda que meu rosto se vire,
Para esconder minhas lágrimas.
Aline Ahmad***
5 de ago. de 2008
Escondida no olhar
Hoje ele me pediu para escrever uma carta por ele. Abandonou um dos sonhos. Agora não é mais professor de escola de periferia. Não é mais funcionário público. Pela primeira vez na vida profissional. Sente-se abandonando os olhares que suplicam afeto, educação, atenção, para atender olhares de uma elite que paga melhor.
Uma das delícias de ser escritora é experimentar na pele do outro a vida que não se vive. Escrito em minhas palavras um poema que não é minha vida:
Tenho uma lágrima escondida no olhar.
Uma gota cristalina de dor pelo que não realizei.
Tenho uma música pronta a soar na voz
Uma promessa divina de uma esperança que ainda existe.
Este não é o fim de um começo qualquer,
Há destino diante de mim.
Este é o fim daquele início
Que recomeça sempre, enquanto guardar a esperança
E não deixar cair a lágrima escondida em meu olhar.
Uma das delícias de ser escritora é experimentar na pele do outro a vida que não se vive. Escrito em minhas palavras um poema que não é minha vida:
Tenho uma lágrima escondida no olhar.
Uma gota cristalina de dor pelo que não realizei.
Tenho uma música pronta a soar na voz
Uma promessa divina de uma esperança que ainda existe.
Este não é o fim de um começo qualquer,
Há destino diante de mim.
Este é o fim daquele início
Que recomeça sempre, enquanto guardar a esperança
E não deixar cair a lágrima escondida em meu olhar.
Blog de famosos, interessa?
O Querido Leitor divulgou uma lista de blog de famosos. Se alguém tiver curiosidade.
Orquestra dos Meninos
Adoro filmes inspirados em professores e que mostram um pouco da realidade escolar. Se for baseado em fatos reais, melhor ainda.
Espero que Orquestra dos Meninos seja um sucesso!
Espero que Orquestra dos Meninos seja um sucesso!
Últimos dias de viagem
A visão foi tão mágica que precisamos de alguns segundos apenas observando, na tentativa de fazer o corpo se acostumar com tanta beleza deslumbrando o olhar. Foi em vão... A gente jamais se acostuma com a natureza, tem sempre algo novo, a estréia eterna que faz com que cada pôr-do-sol seja único.
Já tinha anoitecido e descemos o morro de carro para jantar. Em um feriado conhecemos um restaurante japonês em Itaguá (Sushi Ya Sun) que havia nos deixado vontade de voltar. Lá, entre poucas mesas, há apenas uma em que é possível acomodar-se em almofadas no chão para degustar deliciosos sushis. Em especial o hot roll, o melhor que já comi, vem para a mesa tão quente que chega a queimar a boca. Neste dia fomos os últimos a ser atendidos, em seguida o restaurante fechou. O shushiman é muito talentoso, não deixa nada a dever aos melhores sushis de São Paulo.
O sábado, 26/07/08
Acordar naquele lugar é uma experiência merecida para qualquer alma. A paisagem fica ainda mais linda com o azul do céu contrastando com o azul do mar. Olharmos de longe, do alto, é como ter uma parcela da visão de Deus sobre os "mortais". Como se a vida acontecesse lá embaixo enquanto estivéssemos suspensos, além da vida, transcendendo os acontecimentos.
O café da manhã é servido um andar acima em uma sala de vidro. Mamão, pães, queijo, suco... Daniela, a dona do espaço, sempre separa um pedaço de mamão para os pássaros virem comer na varanda. Ouvindo o canto deles nos alimentamos para seguir o dia no paraíso.
O Du me levou para conhecer algumas praias e se martirizou ao observar ondas prontas para o surf. Só quem já ficou em pé sobre uma prancha no mar sabe o que significa perder um único dia sem esse deleite. Sou ainda aprendiz, não sinto a falta que ele sente de vivenciar esse ritual de "fazer amor" com as ondas, pela tamanha comunhão com a natureza que o esporte proporciona.
Em um cruzamento da estrada, entre uma praia e outra, ele viu ao longe o semblante dela, no carro que esperava para entrar em nossa pista. Ela é a amiga de quem tanto já tinha ouvido falar. A sua melhor amiga que foi morar na Espanha. Anos de amizade durante a faculdade. E o último encontro tinha sido justamente no dia em que saiu comigo pela primeira vez. Despediu-se dela rapidamente enquanto contava os detalhes sobre o término de um namoro e teve no encontro comigo uma das noites mais estreladas da vida. Conversamos naquele dia sob um céu de estrelas ocultas iluminados por uma lua clara. Mas isso é assunto para uma outra história. O fato é que tinha visto a amiga, Karina, logo ali. Anos depois. Tanto tempo sem vê-la.
"- Vamos seguir e tentar falar com ela!", falei logo. Ele abriu passagem e a seguimos por alguns quilômetros tentando chamar a atenção buzinando. Só quando fizemos tchau e ela enxergou pelo retrovisor é que emparelhamos e ela viu o amigo. Parou o carro, abraçou-o com força e me disse o quanto o ama. Salientando que é o único amigo homem que ela tem. Falei que dele também ela é única amiga mulher, pelo menos com esse nível de intimidade, para sorte minha. Combinamos um encontro mais tarde.
Acabamos indo, eu e ele, para o Félix tomar um pouco de Sol. Ventava. Coloquei a camiseta de manga comprida para me esquentar. Fiquei ouvindo o mar, conversando, olhando as pessoas que passavam. Ele ficou ao meu lado e se lamentou algumas vezes vendo os surfistas aproveitarem aquelas ondas sendo quase egoístas. A mesma onda não volta. Para cada surfista cada onda é um objeto exclusivo. Nunca será a mesma. A onda que se quebrou na areia não volta mais...
Almoçamos em um restaurante chamado Peixe com Banana. Já era bem tarde, final de tarde para ser mais exata, então nos recolhemos naquele pedaço de paraíso, no morro.
Saímos com o céu escuro e o tempo frio invadindo a região. Fomos para um pub que não me lembro o nome. Brindamos com vinho ao som de música ao vivo sob uma árvore na parte externa do lugar.
Quando estávamos para ir embora lembramos da Karina. Ela já devia estar indo dormir, mas concordou em nos encontrar. Precisavam colocar o assunto em dia. Fomos para um bar de poucas pessoas. Algumas jogavam bilhar. Lá nos estendemos pela madrugada como se não quiséssemos que aquele instante tivesse fim. O tempo passou enquanto estávamos rindo e contando histórias, inclusive a de como eu e o Du nos conhecemos. Karina ouvia. Também nos falou da Espanha e de tudo que viveu no velho mundo. Fomos embora embriagados de alegria... É, a alegria às vezes embriaga.
Domingo
Já começava a clarear o dia quando fomos dormir, pouco antes das 6h da manhã. Levantamos às 10h para o café. Voltamos o dormir. O dia lá fora por mais lindo que estivesse não era suficiente para vencer uma certa dor na cabeça. Evidência de quem tinha exagerado um pouco...
Depois de três horas e meia de viagem chegamos em casa. Já estávamos com saudade. Por mais paradisíaca que seja a viagem vai entender o que tem a nossa cama, que mantemos pela vida essa imensa vontade de voltar para ela...
Já tinha anoitecido e descemos o morro de carro para jantar. Em um feriado conhecemos um restaurante japonês em Itaguá (Sushi Ya Sun) que havia nos deixado vontade de voltar. Lá, entre poucas mesas, há apenas uma em que é possível acomodar-se em almofadas no chão para degustar deliciosos sushis. Em especial o hot roll, o melhor que já comi, vem para a mesa tão quente que chega a queimar a boca. Neste dia fomos os últimos a ser atendidos, em seguida o restaurante fechou. O shushiman é muito talentoso, não deixa nada a dever aos melhores sushis de São Paulo.
O sábado, 26/07/08
Acordar naquele lugar é uma experiência merecida para qualquer alma. A paisagem fica ainda mais linda com o azul do céu contrastando com o azul do mar. Olharmos de longe, do alto, é como ter uma parcela da visão de Deus sobre os "mortais". Como se a vida acontecesse lá embaixo enquanto estivéssemos suspensos, além da vida, transcendendo os acontecimentos.
O café da manhã é servido um andar acima em uma sala de vidro. Mamão, pães, queijo, suco... Daniela, a dona do espaço, sempre separa um pedaço de mamão para os pássaros virem comer na varanda. Ouvindo o canto deles nos alimentamos para seguir o dia no paraíso.
O Du me levou para conhecer algumas praias e se martirizou ao observar ondas prontas para o surf. Só quem já ficou em pé sobre uma prancha no mar sabe o que significa perder um único dia sem esse deleite. Sou ainda aprendiz, não sinto a falta que ele sente de vivenciar esse ritual de "fazer amor" com as ondas, pela tamanha comunhão com a natureza que o esporte proporciona.
Em um cruzamento da estrada, entre uma praia e outra, ele viu ao longe o semblante dela, no carro que esperava para entrar em nossa pista. Ela é a amiga de quem tanto já tinha ouvido falar. A sua melhor amiga que foi morar na Espanha. Anos de amizade durante a faculdade. E o último encontro tinha sido justamente no dia em que saiu comigo pela primeira vez. Despediu-se dela rapidamente enquanto contava os detalhes sobre o término de um namoro e teve no encontro comigo uma das noites mais estreladas da vida. Conversamos naquele dia sob um céu de estrelas ocultas iluminados por uma lua clara. Mas isso é assunto para uma outra história. O fato é que tinha visto a amiga, Karina, logo ali. Anos depois. Tanto tempo sem vê-la.
"- Vamos seguir e tentar falar com ela!", falei logo. Ele abriu passagem e a seguimos por alguns quilômetros tentando chamar a atenção buzinando. Só quando fizemos tchau e ela enxergou pelo retrovisor é que emparelhamos e ela viu o amigo. Parou o carro, abraçou-o com força e me disse o quanto o ama. Salientando que é o único amigo homem que ela tem. Falei que dele também ela é única amiga mulher, pelo menos com esse nível de intimidade, para sorte minha. Combinamos um encontro mais tarde.
Acabamos indo, eu e ele, para o Félix tomar um pouco de Sol. Ventava. Coloquei a camiseta de manga comprida para me esquentar. Fiquei ouvindo o mar, conversando, olhando as pessoas que passavam. Ele ficou ao meu lado e se lamentou algumas vezes vendo os surfistas aproveitarem aquelas ondas sendo quase egoístas. A mesma onda não volta. Para cada surfista cada onda é um objeto exclusivo. Nunca será a mesma. A onda que se quebrou na areia não volta mais...
Almoçamos em um restaurante chamado Peixe com Banana. Já era bem tarde, final de tarde para ser mais exata, então nos recolhemos naquele pedaço de paraíso, no morro.
Saímos com o céu escuro e o tempo frio invadindo a região. Fomos para um pub que não me lembro o nome. Brindamos com vinho ao som de música ao vivo sob uma árvore na parte externa do lugar.
Quando estávamos para ir embora lembramos da Karina. Ela já devia estar indo dormir, mas concordou em nos encontrar. Precisavam colocar o assunto em dia. Fomos para um bar de poucas pessoas. Algumas jogavam bilhar. Lá nos estendemos pela madrugada como se não quiséssemos que aquele instante tivesse fim. O tempo passou enquanto estávamos rindo e contando histórias, inclusive a de como eu e o Du nos conhecemos. Karina ouvia. Também nos falou da Espanha e de tudo que viveu no velho mundo. Fomos embora embriagados de alegria... É, a alegria às vezes embriaga.
Domingo
Já começava a clarear o dia quando fomos dormir, pouco antes das 6h da manhã. Levantamos às 10h para o café. Voltamos o dormir. O dia lá fora por mais lindo que estivesse não era suficiente para vencer uma certa dor na cabeça. Evidência de quem tinha exagerado um pouco...
Depois de três horas e meia de viagem chegamos em casa. Já estávamos com saudade. Por mais paradisíaca que seja a viagem vai entender o que tem a nossa cama, que mantemos pela vida essa imensa vontade de voltar para ela...
Pergunta que não quer calar
Será que são as poesias,
será que é a prosa,
ou é de mim que você gosta
quando vem me visitar?
será que é a prosa,
ou é de mim que você gosta
quando vem me visitar?
4 de ago. de 2008
Veneno
Sou tão pequena
Que minha voz fica serena
E meu timbre se aveluda
Quando falo com você
Sou tão pequena
Q' em meu olhar escondo a cena
E meu olho se desnuda
Quando olho p'ra você
Sou tão pequena
Que meu corpo todo acena
E minha alma fica muda
Quando encontro com você
Sou tão pequena
Que uma gota de você,
Me envenena.
Aline Ahmad***
Que minha voz fica serena
E meu timbre se aveluda
Quando falo com você
Sou tão pequena
Q' em meu olhar escondo a cena
E meu olho se desnuda
Quando olho p'ra você
Sou tão pequena
Que meu corpo todo acena
E minha alma fica muda
Quando encontro com você
Sou tão pequena
Que uma gota de você,
Me envenena.
Aline Ahmad***
Você pode dormir essa noite?
Você pode dormir essa noite,
Mesmo que a noite não durma?
E pode sonhar essa noite,
Mesmo que a noite não sonhe?
E pode me encontrar essa noite,
Mesmo que a noite não [me] encontre
momento ou hora para o anoitecer de nós dois?
Então, feche os olhos e sonhe com o nosso encontro...
Antes que a noite o faça dormir!
Aline Ahmad***
Mesmo que a noite não durma?
E pode sonhar essa noite,
Mesmo que a noite não sonhe?
E pode me encontrar essa noite,
Mesmo que a noite não [me] encontre
momento ou hora para o anoitecer de nós dois?
Então, feche os olhos e sonhe com o nosso encontro...
Antes que a noite o faça dormir!
Aline Ahmad***
Dilema Moral
Enquanto na política as pessoas se vendem em troca de cargos e dinheiro na favela é preciso se vender para o tráfico em troca de ter a própria vida. Sem dignidade, mas vivo. No caso dos políticos é "sem dignidade, mas rico".
Não quero generalizar. Digamos que seja o que aconteça na maior parte dos casos. Ainda tenho esperança de almas honestas seja na favela ou na política. O problema é quando a honestidade se contrapõe a vida... Não garanto que continuaria honesta se isso me custasse a minha própria vida... (Por isso chorei tanto assistindo ao filme "Era uma Vez...". Em filmes de Hollywood choro porque aqueles romances não existem. Neste filme chorei por aquela tragédia existe).
Na coluna de Contardo Calligaris na Follha de S. Paulo, na quinta passada, ele expôs um dilema moral do filme "Batman - O cavaleiro das trevas". Ainda não assisti, mas mesmo assim tentarei descrever em minhas palavras.
Dois navios, cada um com 200 passageiros. Ambos com material explosivo que será acionado em determinado horário. A única forma de se salvar é explodir o navio oposto antes do horário. Para viver é preciso matar os passageiros do outro navio. Para continuar digno e inocente os dois navios são explodidos e todos morrem, e ainda corre-se o risco de ser morrer por uma explosão acionada pelo outro navio. Fica a pergunta: Você prefere morrer inocente ou viver assassino?
Não quero generalizar. Digamos que seja o que aconteça na maior parte dos casos. Ainda tenho esperança de almas honestas seja na favela ou na política. O problema é quando a honestidade se contrapõe a vida... Não garanto que continuaria honesta se isso me custasse a minha própria vida... (Por isso chorei tanto assistindo ao filme "Era uma Vez...". Em filmes de Hollywood choro porque aqueles romances não existem. Neste filme chorei por aquela tragédia existe).
Na coluna de Contardo Calligaris na Follha de S. Paulo, na quinta passada, ele expôs um dilema moral do filme "Batman - O cavaleiro das trevas". Ainda não assisti, mas mesmo assim tentarei descrever em minhas palavras.
Dois navios, cada um com 200 passageiros. Ambos com material explosivo que será acionado em determinado horário. A única forma de se salvar é explodir o navio oposto antes do horário. Para viver é preciso matar os passageiros do outro navio. Para continuar digno e inocente os dois navios são explodidos e todos morrem, e ainda corre-se o risco de ser morrer por uma explosão acionada pelo outro navio. Fica a pergunta: Você prefere morrer inocente ou viver assassino?
Morgan Freeman
Puxa, Morgan Freeman sofreu um acidente de carro e seu estado de saúde é grave.
Embora a notícia seja desagradável lembrei que quero muito assistir ao filme Banquete de Amor. Tinha me esquecido.
Às vezes leio críticas ou assisto a traillers de filmes que me tocam depois eles se perdem na minha memória. Sei que por conta disso, é inevitável, já deixei de assistir a filmes indispensáveis que jamais saberei ao certo que significado teriam em minha vida.
Embora a notícia seja desagradável lembrei que quero muito assistir ao filme Banquete de Amor. Tinha me esquecido.
Às vezes leio críticas ou assisto a traillers de filmes que me tocam depois eles se perdem na minha memória. Sei que por conta disso, é inevitável, já deixei de assistir a filmes indispensáveis que jamais saberei ao certo que significado teriam em minha vida.
Sabina Escola Parque do Conhecimento
Estou encantada com a proposta deste Parque de Santo André. Quero levar os alunos do Progresso para lá.
Proposta da Rosana Hermann
Vou copiar o texto de hoje da Rosana Hermann no Querido Leitor:
"Proposta
Veja se você consegue.
Ficar 24 horas sem reclamar de tudo e sem ser agressivo. Nem irônico. Nem cínico.
Não precisa ser bonzinho, delicado. Não estamos falando de extremos.
Tente ser correto, justo, ponderado. Por um dia.
Só para meditar que reclamar, vicia. E que como um vício leva a outro, da reclamação vamos todos para a agressão.
Tente recuar e voltar a parar para pensar. Antes de falar, antes de julgar, antes de escrever.
Tente buscar em você o que realmente é sua essência.
Veja o que você se tornou.
Veja em que você se transformou.
Em geral os desequilibrios acontecem porque a pessoa que você é pode não ser a pessoa que você quer ser e nem a pessoa que você quer parecer.
Tente aceitar a proposta. Mesmo sabendo que ninguém gosta de olhar para si mesmo com olhos de mudança. Mas é que viver só entre queixas e agressões, cansa."
"Proposta
Veja se você consegue.
Ficar 24 horas sem reclamar de tudo e sem ser agressivo. Nem irônico. Nem cínico.
Não precisa ser bonzinho, delicado. Não estamos falando de extremos.
Tente ser correto, justo, ponderado. Por um dia.
Só para meditar que reclamar, vicia. E que como um vício leva a outro, da reclamação vamos todos para a agressão.
Tente recuar e voltar a parar para pensar. Antes de falar, antes de julgar, antes de escrever.
Tente buscar em você o que realmente é sua essência.
Veja o que você se tornou.
Veja em que você se transformou.
Em geral os desequilibrios acontecem porque a pessoa que você é pode não ser a pessoa que você quer ser e nem a pessoa que você quer parecer.
Tente aceitar a proposta. Mesmo sabendo que ninguém gosta de olhar para si mesmo com olhos de mudança. Mas é que viver só entre queixas e agressões, cansa."
3 de ago. de 2008
Noite de Sexta - 25/07/2008
Saímos da Almada com um aperto no coração. Era lá que queríamos ficar...
Fomos parando em alguns lugares da estrada. Conhecemos pousadas bacanas. uma estava lotada, outra ninguém apareceu para nos atender até que chegamos em Ubatuba e o Du teve a idéia de subir o morro do Itaguá. Já estava escuro, ele não conhecia bem aquele caminho, estrada de terra, mas suspeitava que houvesse uma pousada por ali. Tinha uma pequena placa que indicava e paramos em frente uma casa. Perguntamos um ao outro se seria ali o local. Estávamos em dúvida se era uma casa e um homem saiu na porta.
- Estamos procurando um lugar para dormir.
O homem respondeu que tinham acomodação e nos convidou a conhecer. Assim que descemos do carro atravessamos a lateral da casa e ao fundo nos deparamos com uma vista maravilhosa em que as luzes da beira da praia se confundiam com um céu estrelado. A porta da acomodação era de vidro, logo de frente para essa paisagem incrível e iluminada entre a natureza de plantas e flores ao redor. Ficamos extasiados em encontrar aquele paradeiro: Pousada Ubatuba do Alto
Aquela visão foi tão mágica que...
(continua depois)
Fomos parando em alguns lugares da estrada. Conhecemos pousadas bacanas. uma estava lotada, outra ninguém apareceu para nos atender até que chegamos em Ubatuba e o Du teve a idéia de subir o morro do Itaguá. Já estava escuro, ele não conhecia bem aquele caminho, estrada de terra, mas suspeitava que houvesse uma pousada por ali. Tinha uma pequena placa que indicava e paramos em frente uma casa. Perguntamos um ao outro se seria ali o local. Estávamos em dúvida se era uma casa e um homem saiu na porta.
- Estamos procurando um lugar para dormir.
O homem respondeu que tinham acomodação e nos convidou a conhecer. Assim que descemos do carro atravessamos a lateral da casa e ao fundo nos deparamos com uma vista maravilhosa em que as luzes da beira da praia se confundiam com um céu estrelado. A porta da acomodação era de vidro, logo de frente para essa paisagem incrível e iluminada entre a natureza de plantas e flores ao redor. Ficamos extasiados em encontrar aquele paradeiro: Pousada Ubatuba do Alto
Aquela visão foi tão mágica que...
(continua depois)
Vereador sem teto
Hoje fui à feira acompanhar a família. Deu a louca e todo mundo resolveu ir comer pastel.
Na barraca do caldo de cana tinha um banner com foto de um vereador, para minha surpresa se tratava do homem simples que nos servia. Na foto ele estava bem trajado, penteado, mas pessoalmente era notável que tinha poucos dentes na boca, talvez apenas 4 ou 5. Perguntei: "É você o vereador?" ele assentiu e acrescentou que que está fazendo toda a campanha sozinho, sem ajuda de ninguém, tudo do próprio bolso, e ainda que não aceita ajuda em troca de favor, quer chegar ao poder sozinho. Até cogitei votar nele, por sua simplicidade, gosto das pessoas simples. Quis saber seus planos como vereador e ele respondeu:
"Projeto todo mundo tem, fazer que é bom ninguém faz".
Eu estava entendendo isso como uma justificativa por não ter projeto algum. Mas em seguida ele continuou: "Quero ajudar os moradores de rua, porque moro na rua há 35 anos!" Fiquei impressionada e brinquei duvidando que fosse verdade. Ele fez questão de dizer a rua que dorme todos os dias. É perto da minha casa.
Talvez eu já tenha chorado ao vê-lo dormir...
Na barraca do caldo de cana tinha um banner com foto de um vereador, para minha surpresa se tratava do homem simples que nos servia. Na foto ele estava bem trajado, penteado, mas pessoalmente era notável que tinha poucos dentes na boca, talvez apenas 4 ou 5. Perguntei: "É você o vereador?" ele assentiu e acrescentou que que está fazendo toda a campanha sozinho, sem ajuda de ninguém, tudo do próprio bolso, e ainda que não aceita ajuda em troca de favor, quer chegar ao poder sozinho. Até cogitei votar nele, por sua simplicidade, gosto das pessoas simples. Quis saber seus planos como vereador e ele respondeu:
"Projeto todo mundo tem, fazer que é bom ninguém faz".
Eu estava entendendo isso como uma justificativa por não ter projeto algum. Mas em seguida ele continuou: "Quero ajudar os moradores de rua, porque moro na rua há 35 anos!" Fiquei impressionada e brinquei duvidando que fosse verdade. Ele fez questão de dizer a rua que dorme todos os dias. É perto da minha casa.
Talvez eu já tenha chorado ao vê-lo dormir...
2 de ago. de 2008
Che Guevara
Hoje encontrei esse trecho de um discurso de Che Guevara aos jovens:
"Os jovens... e eu me vejo como um... nós precisamos estudar e estudar pesado. Nós não devemos dizer que meus olhos ardem ou que eu não gosto de ler, que eu fico cansado, que não há óculos, que eu tenho muita vigia, que as crianças não me deixam dormir... Todas essas coisas que as pessoas levantam. Nós precisamos estudar por todos os meios."
Pensei em adesivar os dizeres em alguma parede do colégio. Faltam referências aos jovens.
*fonte
"Os jovens... e eu me vejo como um... nós precisamos estudar e estudar pesado. Nós não devemos dizer que meus olhos ardem ou que eu não gosto de ler, que eu fico cansado, que não há óculos, que eu tenho muita vigia, que as crianças não me deixam dormir... Todas essas coisas que as pessoas levantam. Nós precisamos estudar por todos os meios."
Pensei em adesivar os dizeres em alguma parede do colégio. Faltam referências aos jovens.
*fonte
1 de ago. de 2008
Discurso histórico
Vejo o mundo torcer por Barack Obama e isso me toca.
Não sou grande conhecedora política, minha opinião não é motivada pela razão, mas pela emoção em ver este homem comover o planeta.
Hoje uma matéria do Jornal Nacional mostrou alguns manifestantes que cobravam de Obama atitudes favoráveis a comunidade negra. Lembrei-me de outra matéria que assisti há poucos dias e que considero memorável.
Barack Obama discursa para 200 mil pessoas em Berlim.
P.S.: Além de tudo ele é um orador incrível, uma voz, uma expressão verbal... Invejável!
Não sou grande conhecedora política, minha opinião não é motivada pela razão, mas pela emoção em ver este homem comover o planeta.
Hoje uma matéria do Jornal Nacional mostrou alguns manifestantes que cobravam de Obama atitudes favoráveis a comunidade negra. Lembrei-me de outra matéria que assisti há poucos dias e que considero memorável.
Barack Obama discursa para 200 mil pessoas em Berlim.
P.S.: Além de tudo ele é um orador incrível, uma voz, uma expressão verbal... Invejável!
Degustação
Aline Alves é uma doce leitora deste blog. O blog dela está entre os meus blogs de amigos.
Recentemente criou um outro blog suculento com alguns amigos, o Prato de Hoje, todo alusivo a delícias alimentícias. Vale a pena degustar!
Recentemente criou um outro blog suculento com alguns amigos, o Prato de Hoje, todo alusivo a delícias alimentícias. Vale a pena degustar!
Coisas que iluminam o dia
Recebi há pouco:
"Oi Aline, visitei sua página e fiquei encantada (...) vc não me conhece eu trabalhei c/ sua mãe no colégio João Crispiniano em 1990, sempre fui fã de sua mãe adorava escutar ela contar da sua paixão a família suas 3 menininhas na época tão pequenas e do seu pai, sempre tão apaixonada seus olhos brilhavam quando falava dele, assisti um programa um dia desses, e vi que ela continua a mesma apaixonada de sempre, não sei se ela vai lembrar de mim, eu estava grávida na época e ela sempre me dava carona, mande um grande beijo p/ ela, e quanto a vc, parabéns, além de ser uma linda mulher é muito inteligente, adorei ler suas histórias de Paraty, amo aquele lugar estive lá tb em julho.bjs"
Li a mensagem para minha mãe, depois para o meu pai. Ele ficou todo orgulhoso e feliz, vangloriou-se emocionado por ter uma mulher que sempre o valorizou diante dos outros.
Existe uma linda história de romance em minha família.
P.S.: Muito obrigad apor sua mensagem, Fátima!
"Oi Aline, visitei sua página e fiquei encantada (...) vc não me conhece eu trabalhei c/ sua mãe no colégio João Crispiniano em 1990, sempre fui fã de sua mãe adorava escutar ela contar da sua paixão a família suas 3 menininhas na época tão pequenas e do seu pai, sempre tão apaixonada seus olhos brilhavam quando falava dele, assisti um programa um dia desses, e vi que ela continua a mesma apaixonada de sempre, não sei se ela vai lembrar de mim, eu estava grávida na época e ela sempre me dava carona, mande um grande beijo p/ ela, e quanto a vc, parabéns, além de ser uma linda mulher é muito inteligente, adorei ler suas histórias de Paraty, amo aquele lugar estive lá tb em julho.bjs"
Li a mensagem para minha mãe, depois para o meu pai. Ele ficou todo orgulhoso e feliz, vangloriou-se emocionado por ter uma mulher que sempre o valorizou diante dos outros.
Existe uma linda história de romance em minha família.
P.S.: Muito obrigad apor sua mensagem, Fátima!
Contos curtos, talento longo
Através do blog Querido Leitor soube deste site.
Achei a idéia de Samir Mesquita incrível!
Contos curtos de um talento longo.
Achei a idéia de Samir Mesquita incrível!
Contos curtos de um talento longo.
Frase de hoje
Rosana Hermann indicou essa frase:
"O que a lagarta chama de fim do mundo, o Mestre chama de borboleta."
*veio escrita em um e-mail de Rosana Cumpri.
"O que a lagarta chama de fim do mundo, o Mestre chama de borboleta."
*veio escrita em um e-mail de Rosana Cumpri.
Não posso mais
Hoje tive uma crise de choro.
Ontem ao voltar do cinema vi duas pessoas dormindo na rua. Na minha rua.
Eu não estou conseguindo mais viver nesse mundo sem ter umas catarses emocionais.
A TV mostrou um homem colocando a arma na cabeça de uma mulher grávida. Minha mãe falou: "Terminou tudo bem, mataram o homem!"*
Eu não estou conseguindo viver em um mundo em que tudo está bem e um ser humano morreu. Isso se tornou natural. Não questiono o que aconteceu no sentido de que tudo realmente acabou merecidamente bem para a mulher grávida, graças a Deus ela foi poupada. É que para mim a morte de todo ser humano é uma perda...
Questiono a minha vida. Eu me revolto. Acho que sou uma "patricinha" que não tem feito nada...
Não consigo expressar minha indignação sem sentir-me intensamente fútil, vazia.
Palavras ao vento enquanto meu sentimento derrama lágrimas apáticas.
_________________________
*Atualização: Foi noticiado mais tarde que o homem atirou na própria cabeça.
Ontem ao voltar do cinema vi duas pessoas dormindo na rua. Na minha rua.
Eu não estou conseguindo mais viver nesse mundo sem ter umas catarses emocionais.
A TV mostrou um homem colocando a arma na cabeça de uma mulher grávida. Minha mãe falou: "Terminou tudo bem, mataram o homem!"*
Eu não estou conseguindo viver em um mundo em que tudo está bem e um ser humano morreu. Isso se tornou natural. Não questiono o que aconteceu no sentido de que tudo realmente acabou merecidamente bem para a mulher grávida, graças a Deus ela foi poupada. É que para mim a morte de todo ser humano é uma perda...
Questiono a minha vida. Eu me revolto. Acho que sou uma "patricinha" que não tem feito nada...
Não consigo expressar minha indignação sem sentir-me intensamente fútil, vazia.
Palavras ao vento enquanto meu sentimento derrama lágrimas apáticas.
_________________________
*Atualização: Foi noticiado mais tarde que o homem atirou na própria cabeça.
Blog de estilo
Hoje de manhã fui abordada pela professora de moda do colégio, a estilosa e linda Juliana. Ela me contou que uma amiga indicou um blog e quando ela foi olhar era o meu. Agora ficou viciada.
Ju, obrigada pela visita! Fiquei feliz em saber. Continue acompanhando, viu!
Ju, obrigada pela visita! Fiquei feliz em saber. Continue acompanhando, viu!
Era uma vez...
Voltei do cinema quase agora, sem fôlego. Chorei tanto. Preciso pensar e escrever sobre o assunto com mais calma amanhã. Amei o filme "Era uma vez"!
Boa noite!
Boa noite!
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