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5 de mar de 2008

Minha amiga Renata da Rocha


Para resumir a história... Se minhas contas não estiverem erradas foi em agosto de 2002.
A Re dava aula de Direito no Progresso e um dia perguntou se eu gostaria de acompanha-la, como ouvinte, nas aulas de Filosofia do Direito no mestrado da PUC. Achou que eu ia me interessar porque o professor era Gabriel Chalita, na época Secretário de Estado da Educação. Com o tempo nos tornamos confidentes. O caminho de Guarulhos até Perdizes, em São Paulo, e depois a volta, eram o cenário para nossas longas conversas e para o início de nossa amizade, que dura, firme e forte, ainda que o contato não seja tão assíduo.
Nesse tempo a Re também era ouvinte, mas foi aprovada tranquilamente na entrevista para começar o mestrado no semestre seguinte. Ainda a acompanhei por mais um semestre na disciplina Teoria Geral do Direito ministrada pelo mesmo professor. Um tempo depois ela decidiu abandonar as aulas que dava no colégio para se dedicar totalmente à dissertação de mestrado. Um trabalho que originou esse belíssimo livro lançado com noite de autógrafos na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, dia 27 de fevereiro, semana passada. Nunca esqueço de epsódios que passamos juntas. Como uma vez em que a presenteei com um convite para uma palestra da Viviane Senna em um grande hotel no Morumbi. O lugar era suntuoso e Viviane foi felicíssima em seu pronunciamento, inclusive ao lembrar que só por estarmos ali era porque fazíamos parte de uma parcela muito pequena da população do Brasil. Ao final Renata me fitou com os olhos marejados e me disse, em suas palavras, algo que na minha memória ficou gravado assim: "Aline, este não é o meu mundo, eu não pertenço a esta parcela da população. Só pude estar aqui porque você me trouxe. Muito obrigada!"
Renata jamais se envergonhou da origem humilde, de ser filha de pai taxista e de uma mãe que sempre valorizou a melhor educação que pôde dar à filha. Não somente a de bons colégios, mas aquela dos olhos nos olhos e coração com coração que só o sentimento pode oferecer.
Hoje a moça de infância humilde que não acreditava fazer parte de uma parcela privilegiada de brasileiros prestigia a ciência com seu estudo, ministra aulas em faculdades, é entrevistada pela TV(Record News), internet (Globo.com) e continua o ser humano generoso e doce que me orgulha por ser alguém a quem continuo podendo chamar de amiga.
O livro da Re está disponível nas boas livrarias e sites, você pode comprar por aqui:
Esta foto peguei neste site: http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL336755-5603,00.html , lá também há explicações sobre o tema do livro.
Beijos de luz,
Aline***

Um comentário:

Anônimo disse...

Concordo com os comentários feitos no blog, até porque conheci pessoalmente a Renata na PUC e posso confirmar o que foi escrito por ela no blog, ainda que com menos detalhes, pelo fato de conhecê-la há pouco tempo e não ter a intimidade que tem com ela a autora do blog. O único problema, se é que pode ser dito assim, é se apaixonar pela Renata, o que é fácil de acontecer quando se encontra uma mulher com uma combinação rara de beleza e inteligência. Mas, enfim, isso passa, como tudo na vida, basta dar tempo ao tempo e ter a serenidade necessária para aceitar as coisas que não podemos modificar e serenidade para distingüi-las das outras da vida.

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