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3 de abr de 2008

1999


Em agosto de 1999 eu tinha acabado de voltar de uma viagem para a Flórida com minhas irmãs na casa da Paulah Gauss. Lá decidimos que montaríamos um quarteto musical e que gravaríamos um CD. A Paulah já fazia aula de canto (hoje ela é cantora em carreira solo: http://www.paulahgauss.com.br/ e o blog está na barra ao lado). Fomos treinar as cordas vocais com a mesma professora dela, a Nancy Miranda, uma senhora diabética e talentosa que já tinha cantado no Carnigie Hall em Nova York e inaugurado a TV brasileira, ao lado da Hebe, quando as duas eram jovens. O lugar era uma casa antiga na Al. Lorena (entre a Consolação e a Mello Alves, em São Paulo) do qual sinto saudade.

No primeiro dia que entramos na escola já era possível ouvir as vozes dos alunos. Em especial um grupo que ensaiva um número em italiano. Estilo ópera. Parecia um CD do Pavarotti ou Bocceli ligado no último volume. Logo imaginei que seriam alguns homens velhos e gordos cantando. Mas quando a porta se abriu para entrarmos na sala avistamos 3 rapazes adoráveis, jovenzinhos, estilosos e desleixados como a idade permitia: Ricardo Arantes (que hoje canta aos domingos na banda do Faustão), Alexandre e André (irmãos que se tornaram meus grandes amigos até hoje). O primeiro contato gerou uma paquera tímida. Afinal tínhamos praticamente a mesma idade, éramos 4 garotas que estávamos aprendendo a cantar imaginando estourar um CD nas rádios em poucos meses. Sonho, ou melhor, ilusão que se desfez em poucos segundos ao ouví-los. Claro que eles estourariam antes de nós. Nunca tínhamos ouvido vozes tão bonitas. Claro, que não tínhamos a mínima noção de afinação e sonoridade... (risos) Brincadeiras a parte, era nítido e fácil perceber o talento completamente explícito daqueles meninos.
Era época da novela Terra Nostra. Eles cantavam em italiano. Nosso raciocínio "vão entrar no CD da novela". Essa ilusão durou anos. Sempre a próxima temporada seria a deles estourarem. Jamais deixaram de se aprimorar e tentar. Cantaram no Raul Gil, no bar da esquina, nos meus aniversários... Em todos os lugares possíveis. Meus amigos, André e Alexandre, tinham abandonado a cidade natal (Belém do Pará) para dedicarem-se a carreira que não decolava por mais que o sonho crescesse e parecesse próximo.
Os obstáculos foram muitos.
Hoje André investe em uma carreira solo. Adotou "André DuA" como nome artístico. É ele que aparece na foto.
Vocês podem conferir as composições dele no site: http://www.andredua.com/

Beijos de luz,

Aline***

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