Sempre oscilo entre escrever literatura, poesia ou falar sobre a minha vida.
Sempre me pergunto o que de interessante posso acrescentar a quem vem aqui.
Mesmo quando escrevo literatura ou poesia e', de certa forma, da minha vida que falo.
Nao ha' como separar-me do que escrevo, porque e' o meu sentimento que caminha em minhas palavras, e nao outro. E' sempre o meu.
Esse ano ainda nao escrevi a mim mesma uma carta. Quero me propor (diferente de impor) novas metas. Preciso definir onde quero chegar. No amor e na vida. No sentir e no trabalho. No sonhar e no realizar. Organizacao e' bem-vinda!
Se esta é a sua primeira vez neste blog leia na coluna da direita as instruções!
11 de jan. de 2010
7 de jan. de 2010
Nao e' comigo
Eu teria dito se tivesse visto
E teria visto se tivessem dito
Mas como ninguem disse nem viu
Tampouco eu.
E teria visto se tivessem dito
Mas como ninguem disse nem viu
Tampouco eu.
Orfa de Pai
Muitas vezes esse blog foi um diario onde pousei meus dias. Outras vezes foi meu berco onde repousei minhas ideias, historia, alma. Voaram todas para ca, exceto as que ficam em mim. Sempre ha as que ficam.
Comecei esse blog como filha, hoje quase nao mais o sou. Sou orfa de pai. Neste momento me cabe a duvida. Posso ainda ser orfa? Para o dicionario orfao seria a "pessoa de menoridade privada de pai ou de mãe". Ja sou maior de idade. Mas tambem ha essa definicao: "que perdeu a quem estimava ou a quem o protegia". Nessa eu me situo.
Nada mudou e tanto mudou. Ate dessa forma e' positivamente que ele me atinge. Meu pai vive em mim. Pelo respeito a esse amor nao me permito sofrer.
Comecei esse blog como filha, hoje quase nao mais o sou. Sou orfa de pai. Neste momento me cabe a duvida. Posso ainda ser orfa? Para o dicionario orfao seria a "pessoa de menoridade privada de pai ou de mãe". Ja sou maior de idade. Mas tambem ha essa definicao: "que perdeu a quem estimava ou a quem o protegia". Nessa eu me situo.
Nada mudou e tanto mudou. Ate dessa forma e' positivamente que ele me atinge. Meu pai vive em mim. Pelo respeito a esse amor nao me permito sofrer.
Via Lactea
Ainda vou te levar para conhecer o ceu
Um ceu que eu mesma nao conheco.
Ainda vou te levar para ver o Sol
O Sol que nasce atras do planeta
Ainda vou te levar para dar uma volta
Viajar pela cauda de um cometa
Onde o ceu e o sol estiverem se despindo das cores
E onde forem um so corpo
Eu e voce tambem despidos
Confundidos com a lua
Eu e voce
Duas pessoas nuas
Sob o Universo
E nele tambem.
Um ceu que eu mesma nao conheco.
Ainda vou te levar para ver o Sol
O Sol que nasce atras do planeta
Ainda vou te levar para dar uma volta
Viajar pela cauda de um cometa
Onde o ceu e o sol estiverem se despindo das cores
E onde forem um so corpo
Eu e voce tambem despidos
Confundidos com a lua
Eu e voce
Duas pessoas nuas
Sob o Universo
E nele tambem.
Ano
O ano comecou como que trazendo a agua para molhar, o ar para secar, o fogo para arder e a terra para equilibrar.
O ano comecou sem grandes surpresas ou esperancas para mim, mas com tragedias que vao deixar vestigio na lembranca.
Para mim restou a docura de quem mantem os olhos abertos e atentos. Ha' sempre beleza querendo ser vista. Merece o pousar das pupilas.
O ano comecou sem grandes surpresas ou esperancas para mim, mas com tragedias que vao deixar vestigio na lembranca.
Para mim restou a docura de quem mantem os olhos abertos e atentos. Ha' sempre beleza querendo ser vista. Merece o pousar das pupilas.
31 de dez. de 2009
Livro da vida
O que foi é página virada que quando ressurge é lembrança.
O que virá é página em branco que espera por ser escrita.
O agora é o vácuo da linguagem, o silêncio da atitude,
O agora está preenchido de vida.
De novos desejos vive o instante.
Feliz Ano Novo!
O que virá é página em branco que espera por ser escrita.
O agora é o vácuo da linguagem, o silêncio da atitude,
O agora está preenchido de vida.
De novos desejos vive o instante.
Feliz Ano Novo!
30 de dez. de 2009
Quando leio, outro texto se escreve em mim
Quando leio, outro texto se escreve em mim, cuja as palavras me dizem coisas que antes eu não conhecia o desejo de dize-las.
Quando leio, outra história se conta em mim. A minha própria. Cujo teor antes se escondia.
Como fugir do que eu mesma quero me dizer, sem saber?
Quando leio, despertam no pensamento palavras que dormiam, adormecidas ficam enquanto não as escrevo. Não mortas, somente dormem esperando nova leitura que as permita dançar ao som de outras uniões de letras. Outros sentidos as fazem viver. Ainda que não tenham sentido algum são minhas. Cada palavra que escrevo também eu as sou. Inclusive estas.
Quando leio, outra história se conta em mim. A minha própria. Cujo teor antes se escondia.
Como fugir do que eu mesma quero me dizer, sem saber?
Quando leio, despertam no pensamento palavras que dormiam, adormecidas ficam enquanto não as escrevo. Não mortas, somente dormem esperando nova leitura que as permita dançar ao som de outras uniões de letras. Outros sentidos as fazem viver. Ainda que não tenham sentido algum são minhas. Cada palavra que escrevo também eu as sou. Inclusive estas.
Ansiedade de escrever
Sinto imensa ansiedade de me comunicar.
Minha voz interna nunca se cala e quando silencia,
Ainda assim quer falar.
Quero dizer coisas
Das quais um dia pretendo me orgulhar.
Pretendo escrever.
Pretendo ver...
Além do visto, além do lido.
Até não poder mais escrever.
Minha voz interna nunca se cala e quando silencia,
Ainda assim quer falar.
Quero dizer coisas
Das quais um dia pretendo me orgulhar.
Pretendo escrever.
Pretendo ver...
Além do visto, além do lido.
Até não poder mais escrever.
28 de dez. de 2009
As manhãs
Ele sempre gostava de nos acordar cedo, mesmo aos finais de semana. Eu e minhas irmãs ouvíamos sua voz anunciando o café-da-manhã que sempre trazia alguma novidade especial no sábado ou no domingo. Ou comprava pães de queijo, ou sonhos, e com sua alegria nos fazia levantar da cama para estarmos ao seu lado na mesa. Dizia:
- Pão quentinho, croissant de queijo, torta de frango...
Ele sempre descobria o que mais apetecia nosso paladar para tirar até o sono. Mal sabia que levantávamos mais para não perder um único minuto de sua companhia. Mesmo quando eu dormia tarde me assombrava a idéia de que o sono me privaria de viver bons momentos com ele e com a família. Valia a pena acordar mais cedo, cansada. Hoje é muito bom lembrar que vivi tudo isso com ele, por ele e por mim.
E eu continuo com a mesma mania. Se alguém que amo estiver acordado eu me esforço para não dormir. Não quero perder nem um instante ao lado da pessoa amada. Sempre parece que algo de especial pode acontecer quando eu estiver dormindo. Não gosto de perder nada! Quero vivenciar a vida de olhos e coração bem abertos e atentos.
- Pão quentinho, croissant de queijo, torta de frango...
Ele sempre descobria o que mais apetecia nosso paladar para tirar até o sono. Mal sabia que levantávamos mais para não perder um único minuto de sua companhia. Mesmo quando eu dormia tarde me assombrava a idéia de que o sono me privaria de viver bons momentos com ele e com a família. Valia a pena acordar mais cedo, cansada. Hoje é muito bom lembrar que vivi tudo isso com ele, por ele e por mim.
E eu continuo com a mesma mania. Se alguém que amo estiver acordado eu me esforço para não dormir. Não quero perder nem um instante ao lado da pessoa amada. Sempre parece que algo de especial pode acontecer quando eu estiver dormindo. Não gosto de perder nada! Quero vivenciar a vida de olhos e coração bem abertos e atentos.
24 de dez. de 2009
23 de dez. de 2009
Amor maior que a dor
Diante do falecimento do meu pai tenho sentido muito mais amor que dor.
Refletindo sobre isso pensei na seguinte provocacao, que vale para as ausencias fisicas de qualquer natureza:
"Se causa muita dor, desconfie do tamanho do seu amor".
O amor liberta. O amor e' a liberdade cuja a ausencia se mantem presa na gente.
Esse foi o aprendizado da ausencia dele. O meu amor o deixa livre para que viva, ate' mesmo a morte. E essa liberdade de que goza meu pai, que tanto amo, faz com que a ausencia dele seja uma presenca. Ele esta comigo. Eu sinto.
E' recente, mas ainda nao tive saudade, porque nao ha' como perceber a falta daquilo que existe e permanece. Sinto ele comigo. Aqui, por dentro, por fora, pelo sempre, pelo agora...
Agora meu pai nao e' mais carne, materia. A sua presenca se misturou com a minha de uma maneira que nunca antes tinha sentido. Agora somos inseparaveis. Eu nao preciso ouvir sua voz, sentir seu abraco, telefonar para saber como ele esta. Ele nao me faz mais falta, porque se misturou comigo. A voz dele se tornou minha propria voz interna. Nao tem timbre, so sabedoria.
Estou com ele como estou comigo, intrinsecamente, companhia inerente, alegria e seguranca que me faz melhor que antes.
Ele esta aqui como eu estou aqui, em tudo que sou, em tudo que me ensinou. Antes eu precisava ouvir o conselho dele, a opiniao dele, hoje o que ele diria faz parte de mim, nao e' palavra, e' carne, sangue e espirito. Indelevel.De tanto amor que sinto, nao ha espaco para a dor...
Refletindo sobre isso pensei na seguinte provocacao, que vale para as ausencias fisicas de qualquer natureza:
"Se causa muita dor, desconfie do tamanho do seu amor".
O amor liberta. O amor e' a liberdade cuja a ausencia se mantem presa na gente.
Esse foi o aprendizado da ausencia dele. O meu amor o deixa livre para que viva, ate' mesmo a morte. E essa liberdade de que goza meu pai, que tanto amo, faz com que a ausencia dele seja uma presenca. Ele esta comigo. Eu sinto.
E' recente, mas ainda nao tive saudade, porque nao ha' como perceber a falta daquilo que existe e permanece. Sinto ele comigo. Aqui, por dentro, por fora, pelo sempre, pelo agora...
Agora meu pai nao e' mais carne, materia. A sua presenca se misturou com a minha de uma maneira que nunca antes tinha sentido. Agora somos inseparaveis. Eu nao preciso ouvir sua voz, sentir seu abraco, telefonar para saber como ele esta. Ele nao me faz mais falta, porque se misturou comigo. A voz dele se tornou minha propria voz interna. Nao tem timbre, so sabedoria.
Estou com ele como estou comigo, intrinsecamente, companhia inerente, alegria e seguranca que me faz melhor que antes.
Ele esta aqui como eu estou aqui, em tudo que sou, em tudo que me ensinou. Antes eu precisava ouvir o conselho dele, a opiniao dele, hoje o que ele diria faz parte de mim, nao e' palavra, e' carne, sangue e espirito. Indelevel.De tanto amor que sinto, nao ha espaco para a dor...
22 de dez. de 2009
Último Depoimento de Nahim Ahmad
Copiei do blog da minha irmã, Adelita Ahmad, a transcrição da último depoimento escrito de meu pai. Nas palavras da minha irmã aconteceu assim:
Saindo da Casa Tomada, no segundo dia de performance, eu entro no quarto 912 do hospital 9 de julho. Ele me entrega o seu caderno de anotações e diz para mim: “Leia em voz alta”.
Eis o depoimento:
“Depoimento:
São 5 horas da manhã no hospital. Não cerrei os olhos essa noite. Experimento hoje a finitude do homem em todo o meu ser.
Respiro com um só pulmão e graças a Deus eu respiro.
Tusso a noite toda para me convencer que estou vivo e que jamais me deixarei levar pelo entreguismo, a maior tentação do homem doente.
Tenho repetido para mim mesmo que os homens não nasceram para morrer, mas para viver.
A morte será apenas a travessia de uma ponte.
Alguns minutos de inconsciência, porque do outro lado estará o espírito do tempo, da energia quântica e do infinito que a primavera criou dentro dos homens. Primavera de flores, frutos e imensidão incomparáveis porque o inverno, a estação da construção, já não existe mais.
Fascina-me cada vez mais a visão da luz, experiência que projeta os homens no tempo e no espaço de um mundo sem fronteiras e limitações, contornos e caras, moléculas e átomos.
Depois que recebemos a poeira das estrelas e o DNA das águias e beija flores não existe para os homens senão um caminho e um destino.
Voar em direção as constelações mais longínquas de todos os planetas. Porque é lá que mora o infinito dos homens, o conhecimento da terra, dos mares e de todo o universo”
Nahim Ibrahim Ahmad
Saindo da Casa Tomada, no segundo dia de performance, eu entro no quarto 912 do hospital 9 de julho. Ele me entrega o seu caderno de anotações e diz para mim: “Leia em voz alta”.
Eis o depoimento:
“Depoimento:
São 5 horas da manhã no hospital. Não cerrei os olhos essa noite. Experimento hoje a finitude do homem em todo o meu ser.
Respiro com um só pulmão e graças a Deus eu respiro.
Tusso a noite toda para me convencer que estou vivo e que jamais me deixarei levar pelo entreguismo, a maior tentação do homem doente.
Tenho repetido para mim mesmo que os homens não nasceram para morrer, mas para viver.
A morte será apenas a travessia de uma ponte.
Alguns minutos de inconsciência, porque do outro lado estará o espírito do tempo, da energia quântica e do infinito que a primavera criou dentro dos homens. Primavera de flores, frutos e imensidão incomparáveis porque o inverno, a estação da construção, já não existe mais.
Fascina-me cada vez mais a visão da luz, experiência que projeta os homens no tempo e no espaço de um mundo sem fronteiras e limitações, contornos e caras, moléculas e átomos.
Depois que recebemos a poeira das estrelas e o DNA das águias e beija flores não existe para os homens senão um caminho e um destino.
Voar em direção as constelações mais longínquas de todos os planetas. Porque é lá que mora o infinito dos homens, o conhecimento da terra, dos mares e de todo o universo”
Nahim Ibrahim Ahmad
Homenagens a Nahim Ibrahim Ahmad
Até hoje me surpreendo com homenagens ao meu pai. Como esta carta de uma mãe de alunos publicada no jornal Aqui:
PROFESSOR
Quando alguém muito especial parte, deixa uma lacuna que só o tempo e as lembranças ajudam a preencher. E o que hoje é saudade doída, se transforma em lembrança doce e suave. Assim, inicio esta minha homenagem ao Professor Nahim Ahmad, dizendo-me imensamente honrada por tê-lo conhecido há sete anos - quando buscava um colégio para matricular meus filhos. Um cidadão cuja paixão e crença no imenso poder transformador da educação, me contagiou imediatamente. Era uma manhã quente de primavera, em meados de novembro, quando pisei pela primeira vez na recepção do colégio. Os atendentes estavam todos muito ocupados e um jovem senhor, com as mangas da camisa dobradas, ofereceu-se para apresentar-me as instalações do colégio e, assim, iniciamos uma pequena ‘viagem' que jamais esquecerei. Impressionei-me com a enorme estrutura daquele estabelecimento. A proposta educacional me encantou, mas o que realmente me chamava a atenção era a erudição, o entusiasmo, a alegria e a crença inabalável no ser humano, que Nahim demonstrava sentir. Seus olhos brilhavam ao falar de seus sonhos de educador. Suas palavras saíam feito música, de fortes acordes, e retumbavam pelos corredores e recantos especiais do colégio. E foi ao afirmar, categoricamente que educação e amor jamais poderiam caminhar em separado, que compreendi que ali era o lugar para os meus filhos. Que naquele colégio eles iriam passar os 14 anos mais importantes de suas vidas e naquele dia, eu firmei comigo mesma o compromisso de mãe e de parceria com a educação de meus tesouros mais preciosos. Assim, nestes últimos sete anos, todas as minhas expectativas e de meus filhos têm sido alcançadas, por um esforço necessário e conjunto de um grupo de educadores e profissionais que, regidos por um grande maestro, declinam doces e intensos musicais. E hoje, entristecida por saber que não teremos mais as brilhantes palestras com as quais o professor Nahim nos brindava em todos os eventos do colégio. Sabendo que sua figura sempre cheia de vida e que seu semblante sempre cheio de brilho e sorrisos não mais nos acompanharam no dia a dia do colégio. Mesmo assim, não posso deixar de expressar toda minha satisfação por ter encontrado no Colégio Progresso o espaço precioso para o desenvolvimento dos talentos, das potencialidades e da felicidade de meus filhos. Assim, creio que a missão de professor Nahim apenas começou. Seu legado está aqui pulsante e presente em cada um de seus alunos, sementes plantadas e de seus colaboradores, zelosos cultivadores. Como mãe e educadora, rendo minhas mais emocionadas homenagens a esse ser humano sem igual.
JAQUELINE RUZA
Leia os comentários dessa matéria
PROFESSOR
Quando alguém muito especial parte, deixa uma lacuna que só o tempo e as lembranças ajudam a preencher. E o que hoje é saudade doída, se transforma em lembrança doce e suave. Assim, inicio esta minha homenagem ao Professor Nahim Ahmad, dizendo-me imensamente honrada por tê-lo conhecido há sete anos - quando buscava um colégio para matricular meus filhos. Um cidadão cuja paixão e crença no imenso poder transformador da educação, me contagiou imediatamente. Era uma manhã quente de primavera, em meados de novembro, quando pisei pela primeira vez na recepção do colégio. Os atendentes estavam todos muito ocupados e um jovem senhor, com as mangas da camisa dobradas, ofereceu-se para apresentar-me as instalações do colégio e, assim, iniciamos uma pequena ‘viagem' que jamais esquecerei. Impressionei-me com a enorme estrutura daquele estabelecimento. A proposta educacional me encantou, mas o que realmente me chamava a atenção era a erudição, o entusiasmo, a alegria e a crença inabalável no ser humano, que Nahim demonstrava sentir. Seus olhos brilhavam ao falar de seus sonhos de educador. Suas palavras saíam feito música, de fortes acordes, e retumbavam pelos corredores e recantos especiais do colégio. E foi ao afirmar, categoricamente que educação e amor jamais poderiam caminhar em separado, que compreendi que ali era o lugar para os meus filhos. Que naquele colégio eles iriam passar os 14 anos mais importantes de suas vidas e naquele dia, eu firmei comigo mesma o compromisso de mãe e de parceria com a educação de meus tesouros mais preciosos. Assim, nestes últimos sete anos, todas as minhas expectativas e de meus filhos têm sido alcançadas, por um esforço necessário e conjunto de um grupo de educadores e profissionais que, regidos por um grande maestro, declinam doces e intensos musicais. E hoje, entristecida por saber que não teremos mais as brilhantes palestras com as quais o professor Nahim nos brindava em todos os eventos do colégio. Sabendo que sua figura sempre cheia de vida e que seu semblante sempre cheio de brilho e sorrisos não mais nos acompanharam no dia a dia do colégio. Mesmo assim, não posso deixar de expressar toda minha satisfação por ter encontrado no Colégio Progresso o espaço precioso para o desenvolvimento dos talentos, das potencialidades e da felicidade de meus filhos. Assim, creio que a missão de professor Nahim apenas começou. Seu legado está aqui pulsante e presente em cada um de seus alunos, sementes plantadas e de seus colaboradores, zelosos cultivadores. Como mãe e educadora, rendo minhas mais emocionadas homenagens a esse ser humano sem igual.
JAQUELINE RUZA
Leia os comentários dessa matéria
16 de dez. de 2009
Quando disseram que ele morreu
Eu preciso lembrar
Por medo de esquecer
Ele esteve aqui há tão pouco tempo
Faz tão pouco que seus olhos se abriam e fechavam
E que havia dor e também vida
Faz tão pouco e mesmo assim temo esquecer
Mesmo sabendo que lembrarei para sempre
Das mãos quentes, presentes,
Voz de palavras certas
Para preencher silêncios
Onde se dissipava a esperança
O olhar sábio para mim
Mesmo quando eu ainda era criança
E o ouvido
Por onde minhas palavras soavam como profecias
E ele as ouvia
Mesmo quando eu tinha apenas seis...
Parece ainda que posso vê-lo outra vez
Parece ainda que está aqui
Ao alcance do abraço
Fazendo no peito esse laço
Minha alma está atada
Minha mente está ligada
E ele vivo comigo
Meu pai
Mas também meu melhor amigo.
Como pode ter ido
Se ficou aqui dentro vivo?
Por medo de esquecer
Ele esteve aqui há tão pouco tempo
Faz tão pouco que seus olhos se abriam e fechavam
E que havia dor e também vida
Faz tão pouco e mesmo assim temo esquecer
Mesmo sabendo que lembrarei para sempre
Das mãos quentes, presentes,
Voz de palavras certas
Para preencher silêncios
Onde se dissipava a esperança
O olhar sábio para mim
Mesmo quando eu ainda era criança
E o ouvido
Por onde minhas palavras soavam como profecias
E ele as ouvia
Mesmo quando eu tinha apenas seis...
Parece ainda que posso vê-lo outra vez
Parece ainda que está aqui
Ao alcance do abraço
Fazendo no peito esse laço
Minha alma está atada
Minha mente está ligada
E ele vivo comigo
Meu pai
Mas também meu melhor amigo.
Como pode ter ido
Se ficou aqui dentro vivo?
15 de dez. de 2009
Entre a saudade e a beleza
Eu não me pareço em nada com alguém que perdeu o pai.
Eu ganhei um pai, por trinta anos.
Lágrimas correm só de saudade, não de dor.
Só de emoção, não de sofrimento.
Impressiona-me notar o quanto ele é amado, admirado.
Entre a saudade e a beleza eu moro. Vivo feliz!
Eu ganhei um pai, por trinta anos.
Lágrimas correm só de saudade, não de dor.
Só de emoção, não de sofrimento.
Impressiona-me notar o quanto ele é amado, admirado.
Entre a saudade e a beleza eu moro. Vivo feliz!
14 de dez. de 2009
Obrigada!
Tantos e-mails, mensagens, comentários aqui no blog, no orkut, no facebook... Infelizmente não estou conseguindo responder a todos mas está tudo comigo, aqui dentro, me dando ternura para continuar e mais força para realizar o que me espera. Muitos sonhos pela frente! Obrigada!
12 de dez. de 2009
Aviso
Aviso: A missa de setimo dia do meu pai será amanhã (13/12/2009) às 20h na Igreja Matriz em Guarulhos.
11 de dez. de 2009
Meu pai foi, mas ainda está aqui...
Nahim Ibrahim Ahmad foi educador por mais de 50 anos. Nasceu no primeiro dia do ano 1936 em um lugarejo que não está no mapa, chamado Gurupá, que pertence ao município de Promissão, próximo de Lins, no interior de São Paulo. Ficou orfão de pai e mãe muito cedo e ainda adolescente iniciou seus estudos no seminário. Estudou Filosofia, Teologia na Universidade Gregoriana de Roma, fez estágio na Universidade de Louvain, na Bélgica e retornou ao Brasil após 5 anos de estudos na Europa. Ainda se formou em Direito e Pedagogia. Como padre sempre esteve ligado a educação, lecionando, mas também celebrou muitos casamentos. Com o tempo a vontade de constituir uma família se tornou cada vez mais latente e Nahim desistiu do sacerdócio para continuar sendo fiel a si mesmo e aos seus princípios. Nesta época recebeu o convite de uma amiga ex-freira, Zaira, para vir a Guarulhos onde juntos assumiriam a direção de uma escola. Foi em 1971. Da cidade Nahim nunca mais saiu. Uma vez viu uma moça passar e sentiu que se casaria com ela. Mas por anos não a viu mais. Quando conheceu sua esposa Avanil lembrou-se daquele instante ocorrido anos antes. Ela era a moça que vira passar. Meses depois se casaram e com ela Nahim realizou o tão profundo desejo de constituir uma família. Tiveram 3 filhas: Aline, Andreza e Adelita. Em Guarulhos Nahim edificou seus sonhos ligados a educação, ao esporte e a arte. Foi diretor-presidente do Colégio Progresso Centro, reitor da UNIFIG-UNIMESP e sempre se orgulhou do título de professor que carregou por toda a vida. Completaria 74 anos no próximo dia primeiro de janeiro. Foi um homem otimista, com uma contagiante vontade de viver que o fez surpreender a medicina e o destino que o câncer parecia escrever em sua vida. Desafiou a ciência e a história e provou que sua força, alegria e sabedoria eram capazes de fazerem nascer para ele novas manhãs. Era comum que trabalhasse após duras e longas sessões de quimioterapia, como se quisesse dizer ao seu organismo enfermo que o seu espírito estava saudável. E estava. A mente, a alma e o sentimento deste homem jamais se abalaram, eram motivo de exemplo e inspiração para todos de seu convívio. Seu pulmão parou de respirar, o coração parou de bater, mas de alguma forma indelével Nahim Ibrahim Ahmad continua vivo na memória e no intimo de todos que tiveram a felicidade de o conhecer.
Ele, de tão encantador que era, ficou encantado...
Ele, de tão encantador que era, ficou encantado...
3 de dez. de 2009
Entre a tristeza e a beleza
Meu pai, a pessoa que, ao lado da minha mãe, é a mais fundamental para que eu seja quem sou hoje, está hospitalizado... E eu, claro, estou triste.
Mesmo assim ainda encontro alegria em muitas coisas da vida, que é muito mais bela do que triste.
Meu pai continua sendo mestre e me ensinando a cada dia. Ainda agora acariciou meu rosto.
Acho que a minha ausência está justificada.
Orações sao bem-vindas!
Mesmo assim ainda encontro alegria em muitas coisas da vida, que é muito mais bela do que triste.
Meu pai continua sendo mestre e me ensinando a cada dia. Ainda agora acariciou meu rosto.
Acho que a minha ausência está justificada.
Orações sao bem-vindas!
26 de nov. de 2009
Reflexões sobre o amor
O mundo não funciona de acordo com a linguagem do amor. O mundo funciona pela linguagem do dinheiro, do consumo, da riqueza material, do sucesso profissional. Até porque quem lidera o mundo são os homens e é pela visão dos homens que estão submetidas a julgamentos todas as pessoas.
O que fica dessa vida são as experiências de amor. ( É o que penso!) São os momentos e vivências que temos em que nos aproximamos deste sentimento sublime. Provavelmente só isso ficará eterno depois que não existirmos mais... Patch Adams viaja o mundo fazendo palestras e em nenhum lugar alguém foi capaz de discordar de que o amor é o que há de mais importante no mundo. Entretanto ninguém está disposto ou aberto a dedicar mais parte do seu tempo ao amor. Mas todos estão sempre dedicando mais tempo ao trabalho e a conquistas financeiras...
Quando uma pessoa não tem uma carreira brilhante ou dinheiro suficiente para poder se equiparar a outras pessoas de seu convívio social ela é considerada fracassada, ou porque não se dedicou o quanto deveria, ou porque é incompetente, burra, pouco persistente, preguiçosa, o que for. Entretanto ninguém considera fracassado aquele que dedica sua vida a qualquer coisa (obviamente menos importante que o amor, sendo que este é o mais importante) e vive sua vida sem amar.
Eu ainda não realizei nada de muito admirável nessa vida. Contudo, tenho certeza que experimentei o amor com inteireza, com magnitude. Ao amor eu me entreguei. Sempre busquei minha realização amorosa em primeiro lugar, sobreposta a qualquer outra coisa. O amor sempre foi o que de mais importante poderia existir para mim. Amar é o que de mais belo pude realizar até hoje.
O que fica dessa vida são as experiências de amor. ( É o que penso!) São os momentos e vivências que temos em que nos aproximamos deste sentimento sublime. Provavelmente só isso ficará eterno depois que não existirmos mais... Patch Adams viaja o mundo fazendo palestras e em nenhum lugar alguém foi capaz de discordar de que o amor é o que há de mais importante no mundo. Entretanto ninguém está disposto ou aberto a dedicar mais parte do seu tempo ao amor. Mas todos estão sempre dedicando mais tempo ao trabalho e a conquistas financeiras...
Quando uma pessoa não tem uma carreira brilhante ou dinheiro suficiente para poder se equiparar a outras pessoas de seu convívio social ela é considerada fracassada, ou porque não se dedicou o quanto deveria, ou porque é incompetente, burra, pouco persistente, preguiçosa, o que for. Entretanto ninguém considera fracassado aquele que dedica sua vida a qualquer coisa (obviamente menos importante que o amor, sendo que este é o mais importante) e vive sua vida sem amar.
Eu ainda não realizei nada de muito admirável nessa vida. Contudo, tenho certeza que experimentei o amor com inteireza, com magnitude. Ao amor eu me entreguei. Sempre busquei minha realização amorosa em primeiro lugar, sobreposta a qualquer outra coisa. O amor sempre foi o que de mais importante poderia existir para mim. Amar é o que de mais belo pude realizar até hoje.
23 de nov. de 2009
Atualizando
Meus olhos vão fechando quando a noite chega... Por isso abrem mais cedo.
Tenho dois textos para escrever e mais outras coisas para fazer. Junto a isso a vontade de dizer: obrigada pela visita!
Beijos de luz,
Aline***
Tenho dois textos para escrever e mais outras coisas para fazer. Junto a isso a vontade de dizer: obrigada pela visita!
Beijos de luz,
Aline***
22 de nov. de 2009
Apenas
O horário é apenas um retrato por onde passam as horas.
O tempo é apenas um instante por onde ficam vivos os momentos.
A espera é apenas um momento por onde se cristaliza a demora.
A brisa é apenas um pedaço daquilo que se chama vento.
O tempo é apenas um instante por onde ficam vivos os momentos.
A espera é apenas um momento por onde se cristaliza a demora.
A brisa é apenas um pedaço daquilo que se chama vento.
21 de nov. de 2009
Fora de casa
Faz dias que não durmo em casa.
Pulando de galho em galho, de teto em teto.
Hoje descobri um afeto:
Nada preciso
Nada é muito certo.
Saí de casa com poucas mudas de roupa.
O que seria para dois dias
Uso por mais e mais...
Roupas não são mesmo necessárias.
Amor e afeto sim.
Pulando de galho em galho, de teto em teto.
Hoje descobri um afeto:
Nada preciso
Nada é muito certo.
Saí de casa com poucas mudas de roupa.
O que seria para dois dias
Uso por mais e mais...
Roupas não são mesmo necessárias.
Amor e afeto sim.
Dias
Dias ricos, belos, alegres e tristes.
Assim tenho vivido.
Muito mais alegres que tristes.
Tão ricos quanto belos.
Sorriso sempre.
Beleza e
Amor.
Assim tenho vivido.
Muito mais alegres que tristes.
Tão ricos quanto belos.
Sorriso sempre.
Beleza e
Amor.
Coincidência
Muito do que acontece é imprevisível.
É tanto que a gente nem vê.
Tanto tempo sem escrever aqui.
Com saudade do contato.
Hoje em uma peça de teatro encontrei, por coincidência, minha melhor amiga.
A gente tinha que se encontrar.
E o destino assim fez.
Ela e eu também lá.
No mesmo lugar...
É tanto que a gente nem vê.
Tanto tempo sem escrever aqui.
Com saudade do contato.
Hoje em uma peça de teatro encontrei, por coincidência, minha melhor amiga.
A gente tinha que se encontrar.
E o destino assim fez.
Ela e eu também lá.
No mesmo lugar...
17 de nov. de 2009
Sempre em frente
O amor passou pela minha vida. Depois voltou. Agora ficou.
Agora que o amor estacionou acho que outros aspectos da minha vida também estacionaram.
O amor vai ficar.
O restante logo mais andará, sempre em frente.
Agora que o amor estacionou acho que outros aspectos da minha vida também estacionaram.
O amor vai ficar.
O restante logo mais andará, sempre em frente.
12 de nov. de 2009
Formatura Infantil - roteiro 2009
Acabei de finalizar o roteiro da festa de formatura da Educação Infantil deste ano. Pode ser que passe por alterações mas a princípio será esse. O roteiro do ano passado é acessado muitas e muitas vezes por dia aqui no blog, através de buscas no google. Sei que deve estar sendo usado por muitas escolas. Esse poderá ser adaptado também. Apenas peço que citem a minha autoria. O tema da festa desse ano são as fases da vida humana.
(Vídeo sobre o nascimento)
Texto:
Tudo nasceu um dia
Uma flor, uma árvore, um amor, uma criança, a vida...
A vida nasce de um amor
Um amor que veio antes
Como um beija-flor que prova o néctar da natureza para fazer nascer pétala,
Como o brotar da flor e da árvore,
Para a vida também há semente
E a semente é o amor!
A vida germina no corpo da mãe por 9 meses
Depois vem a luz que antecede a colheita
Colhidos serão os dias do futuro
Como buquês de perfume que a vida concederá
O amanhã começa agora
Para cada ser há o início
O primeiro dia de uma longa história
A cada um cabe escrever
Depois de nascer
Os capítulos da sua própria vida.
Capítulo 1: Nascimento
(Coreografia do Nascimento)
Menino e Menina entram em cena vestidos de velhos, com bengala, óculos, xale, bigode, chapéu, andando curvados. Vão até o centro do palco.
Menino - (nome da menina), puxa, você se lembra daquele tempo quando começamos a estudar no Colégio Progresso Centro?
Menina - Como me lembro, (nome do menino), parece que foi ontem...
Menino - Também não exagera, (nome da menina)!
Menina - Mas parece mesmo! Lembro da Tia (nome da professora, ou professoras), lembro da Tia Lázara, Tia Adriana, Tia Mara...
Menino - E eu lembro do intervalo correndo, aliás elas cismavam em não deixar a gente correr no intervalo
Menina - E a aula de natação?
Menino - Bons tempos!
(os dois saem conversando em voz baixa)
Aparece no telão: Capítulo 2 - Infância
(coreografia da infância)
Menino e Menina entram em trajes normais de criança, o menino segurando uma bola e a menina uma boneca, podem ser outras crianças ou as mesmas que estavam caracterizadas como idosos.
Menino - Como vai ser quando a gente mudar para o "Progressão"?
Menina - Acho que vai ser bem legal!
Menino - Será que lá pode correr no intervalo?
Menina - Não sei, mas acho que nem vou querer ficar correndo.
Menino - Por que?
Menina - Ah, coisa de criança, a gente já vai ser adolescente!
Capítulo 3 - Adolescência (aparece no telão)
(coreografia adolescência)
Menina - Eu queria crescer logo, poder usar maquilagem à vontade
Menino - E eu queria poder dirigir, trabalhar.
Menina - Sério? Você gosta de trabalhar?
Menino - Deve ser mais legal que escola, lição de casa já é trabalho, não é?
Menina - É verdade, não tinha pensado por esse lado.
Menino - Deve ser bom ser adulto.
Menina - Casar, ter filhos, já pensou?
Menino - Também não tinha pensado por esse lado.
(Os dois riem e vão saindo do palco)
Capítulo 4 - Vida Adulta (aparece no telão)
(Coreografia vida adulta)
(Entram menino e menina caracterizados como velhos)
Menino - Você viu, (nome da menina), quanta coisa a gente viveu?
Menina - É verdade!
Menino - Quer saber? Eu viveria tudo de novo!
Menina - Eu também, não me arrependo de nada... E adoro continuar vivendo.
Menino - Mesmo agora? Porque de vez em quando a gente sente dor, fica doente mais fácil...
Menina - Mesmo agora, claro, amo viver! E gosto de viver ao seu lado depois de tanto tempo.
Menina - Também adoro viver ao seu lado!
(Os dois sorriem um para o outro, dão as mãos e saem do palco olhando nos olhos um do outro, como apaixonados)
Capítulo 5 - Velhice (aparece no telão)
(Coreografia da velhice)
Autora: Aline Ahmad
(Vídeo sobre o nascimento)
Texto:
Tudo nasceu um dia
Uma flor, uma árvore, um amor, uma criança, a vida...
A vida nasce de um amor
Um amor que veio antes
Como um beija-flor que prova o néctar da natureza para fazer nascer pétala,
Como o brotar da flor e da árvore,
Para a vida também há semente
E a semente é o amor!
A vida germina no corpo da mãe por 9 meses
Depois vem a luz que antecede a colheita
Colhidos serão os dias do futuro
Como buquês de perfume que a vida concederá
O amanhã começa agora
Para cada ser há o início
O primeiro dia de uma longa história
A cada um cabe escrever
Depois de nascer
Os capítulos da sua própria vida.
Capítulo 1: Nascimento
(Coreografia do Nascimento)
Menino e Menina entram em cena vestidos de velhos, com bengala, óculos, xale, bigode, chapéu, andando curvados. Vão até o centro do palco.
Menino - (nome da menina), puxa, você se lembra daquele tempo quando começamos a estudar no Colégio Progresso Centro?
Menina - Como me lembro, (nome do menino), parece que foi ontem...
Menino - Também não exagera, (nome da menina)!
Menina - Mas parece mesmo! Lembro da Tia (nome da professora, ou professoras), lembro da Tia Lázara, Tia Adriana, Tia Mara...
Menino - E eu lembro do intervalo correndo, aliás elas cismavam em não deixar a gente correr no intervalo
Menina - E a aula de natação?
Menino - Bons tempos!
(os dois saem conversando em voz baixa)
Aparece no telão: Capítulo 2 - Infância
(coreografia da infância)
Menino e Menina entram em trajes normais de criança, o menino segurando uma bola e a menina uma boneca, podem ser outras crianças ou as mesmas que estavam caracterizadas como idosos.
Menino - Como vai ser quando a gente mudar para o "Progressão"?
Menina - Acho que vai ser bem legal!
Menino - Será que lá pode correr no intervalo?
Menina - Não sei, mas acho que nem vou querer ficar correndo.
Menino - Por que?
Menina - Ah, coisa de criança, a gente já vai ser adolescente!
Capítulo 3 - Adolescência (aparece no telão)
(coreografia adolescência)
Menina - Eu queria crescer logo, poder usar maquilagem à vontade
Menino - E eu queria poder dirigir, trabalhar.
Menina - Sério? Você gosta de trabalhar?
Menino - Deve ser mais legal que escola, lição de casa já é trabalho, não é?
Menina - É verdade, não tinha pensado por esse lado.
Menino - Deve ser bom ser adulto.
Menina - Casar, ter filhos, já pensou?
Menino - Também não tinha pensado por esse lado.
(Os dois riem e vão saindo do palco)
Capítulo 4 - Vida Adulta (aparece no telão)
(Coreografia vida adulta)
(Entram menino e menina caracterizados como velhos)
Menino - Você viu, (nome da menina), quanta coisa a gente viveu?
Menina - É verdade!
Menino - Quer saber? Eu viveria tudo de novo!
Menina - Eu também, não me arrependo de nada... E adoro continuar vivendo.
Menino - Mesmo agora? Porque de vez em quando a gente sente dor, fica doente mais fácil...
Menina - Mesmo agora, claro, amo viver! E gosto de viver ao seu lado depois de tanto tempo.
Menina - Também adoro viver ao seu lado!
(Os dois sorriem um para o outro, dão as mãos e saem do palco olhando nos olhos um do outro, como apaixonados)
Capítulo 5 - Velhice (aparece no telão)
(Coreografia da velhice)
Autora: Aline Ahmad
Zelador
Sim, eu já estou com saudade
E já me sinto à vontade para declarar o que sinto
Sem precisar provar minhas verdades
Sim, já estou com saudades
De um abraço e de um beijinho
Do seu dizer devagarinho
De despertar minhas vontades
Sim, já estou com saudade
Sinto uma falta tão gostosa
Coçando a pele das minhas costas
Em cócegas que o seu afago vai fazer morrer
Sim, é com esse amor que quero viver
Amor de acordar sorrindo
Mil carinhos, mil beijinhos
Ter seu sono como vizinho
E sua boca como zelador.
E assim nós dois juntinhos
Tendo seu abraço como ninho
E, para aquecer-me, o seu amor
E já me sinto à vontade para declarar o que sinto
Sem precisar provar minhas verdades
Sim, já estou com saudades
De um abraço e de um beijinho
Do seu dizer devagarinho
De despertar minhas vontades
Sim, já estou com saudade
Sinto uma falta tão gostosa
Coçando a pele das minhas costas
Em cócegas que o seu afago vai fazer morrer
Sim, é com esse amor que quero viver
Amor de acordar sorrindo
Mil carinhos, mil beijinhos
Ter seu sono como vizinho
E sua boca como zelador.
E assim nós dois juntinhos
Tendo seu abraço como ninho
E, para aquecer-me, o seu amor
Se falta tempo não falta vontade
Puxa, como eu gosto de escrever. Como gosto de me comunicar em palavras! Até quando não tenho nada a dizer...
A falta de tempo tem sido um motivo para a minha escassa participação neste blog. Escassa em comparação com o usual. Costumo escrever diariamente mas há algum tempo isto não tem acontecido, tão pouco há previsão de que venha a acontecer. Entretanto, ainda é um objetivo e prazer compartilhar o que penso e sinto com você, leitor.
A falta de tempo tem sido um motivo para a minha escassa participação neste blog. Escassa em comparação com o usual. Costumo escrever diariamente mas há algum tempo isto não tem acontecido, tão pouco há previsão de que venha a acontecer. Entretanto, ainda é um objetivo e prazer compartilhar o que penso e sinto com você, leitor.
9 de nov. de 2009
De volta
De novo estou de volta ao Brasil,
À minha cidade,
À minha casa
Trago como novidade
Coisas raras
Dois sorrisos
A mesma cara
Se o mundo pudesse ser só isso
Eu nao precisava reclamar de nada...
À minha cidade,
À minha casa
Trago como novidade
Coisas raras
Dois sorrisos
A mesma cara
Se o mundo pudesse ser só isso
Eu nao precisava reclamar de nada...
2 de nov. de 2009
Fora
Eu nunca morei fora de mim, so aqui dentro.
Dentro do meu casulo, onde entram as coisas que eu permito passagem.
Alguns amores ficaram do lado de fora. Outros entraram e nunca mais sairam, ainda que escondidos ou empoeirados em gavetas esquecidas.
Eu nunca morei fora do meu proprio mundo. E' um mundo que levo comigo ate quando saio do pais. Nunca morei fora dele...
Tenho um pais particular que abriga o meu sentimento. E' nele que eu vivo, onde quer que esteja.
Dentro do meu casulo, onde entram as coisas que eu permito passagem.
Alguns amores ficaram do lado de fora. Outros entraram e nunca mais sairam, ainda que escondidos ou empoeirados em gavetas esquecidas.
Eu nunca morei fora do meu proprio mundo. E' um mundo que levo comigo ate quando saio do pais. Nunca morei fora dele...
Tenho um pais particular que abriga o meu sentimento. E' nele que eu vivo, onde quer que esteja.
1 de nov. de 2009
Dancando no Parque
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