Hoje é Dia dos Professores.
Meus pais foram professores, eu já fui professora, trabalho entre professores, então por menos que este dia específico signifique para mim a figura desta profissão me inspira muito. Não valorizo tanto estas datas a não ser pelo fato de provocarem uma ocasião para expressarmos o que não expressamos sempre... Aqueles que realmente amamos são amados todos os dias e não uma vez ao ano, mas se pudermos agregar ainda mais amor naquele dia, para mim, é válido.
Hoje, no colégio, comemoramos com um café da manhã especial para todos os professores, eles ganharam um presentinho e meu pai ofereceu algumas palavras: "Hoje não importa Piaget, Dewey ou qualquer outro pensador da educação, hoje quem faz a educação são VOCÊS, nas salas de aula, com os alunos... É a vocês que homenageio hoje!"
Se esta é a sua primeira vez neste blog leia na coluna da direita as instruções!
15 de out. de 2009
Jeito de amar
Cada um tem um jeito de amar.
O meu começa com o coração.
A alma, a mente e o corpo vem depois...
O meu começa com o coração.
A alma, a mente e o corpo vem depois...
14 de out. de 2009
A minha fama de leitora voraz
Não me julgue por um raso olhar.
Faz pouco tempo descobri que não gosto tanto assim de ler. O que me encanta é o saber. A leitura para mim é difícil. Demoro. Tenho dificuldade de me concentrar, de terminar, leio muito devagar e poucos livros conseguem prender a minha atenção. Foi só refletindo sobre isso que descobri.
Mas sempre amei os livros, livros sempre me inspiraram desejo. Tenho interesse, quero olhar, quero ler (nem sempre consigo!). Minha fantasia é, diante de uma prateleria de livraria - de poesia ou filosofia, de preferência - absorver tudo que está escrito com o toque dos dedos acariciando as brochuras. Seria maravilhoso! Por gostar tanto assim e de tantos assuntos já fui muito consumidora de livros. Não resistia, comprava vários e acumulava um em cima do outro, na fila para serem lidos. Até que me toquei que não dava conta. Desenvolvi outra técnica aproveitando os benefícios da tecnologia telefônica dos celulares com câmera. Agora fotografo os títulos que gosto e resisto firmemente o impulso da aquisição de mais uma obra. Antes eu achava que tinha que comprar, que depois jamais lembraria o autor, o título, e que ia perder uma jóia rara, informações valiosas para minha alma ou para o meu prazer. Continuo achando, mas ao invés de acumular os títulos em casa eu os deixo na livraria esperando um momento oportuno...
Mesmo assim tenho fama de leitora voraz. Confesso que contribuí com a fama, não foi maldade, é que meus amigos sempre me veem com livros em punho andando para cima e para baixo(às vezes mais de um, "quem sabe paro em uma sala de espera e, vai que precise diversificar"), se não os leio me fazem companhia, oras.
Adoro receber livros de presente, prefiro os de poesias, ou crônicas, infelizmente não aguento ler páginas e páginas sobre o mesmo assunto. É uma pena, eu sei. Tenho me esforçado. Quanta emoção deixarei de passar sem enfrentar as centenas de folhas de Garcia Marquez, Machado de Assis, Guimarães Rosa. Entretanto há algo que invejo mais do que a quem consegue ler tantas páginas: quem as escreveu. Ô, inveja! Gosto mesmo é de escrever.
Faz pouco tempo descobri que não gosto tanto assim de ler. O que me encanta é o saber. A leitura para mim é difícil. Demoro. Tenho dificuldade de me concentrar, de terminar, leio muito devagar e poucos livros conseguem prender a minha atenção. Foi só refletindo sobre isso que descobri.
Mas sempre amei os livros, livros sempre me inspiraram desejo. Tenho interesse, quero olhar, quero ler (nem sempre consigo!). Minha fantasia é, diante de uma prateleria de livraria - de poesia ou filosofia, de preferência - absorver tudo que está escrito com o toque dos dedos acariciando as brochuras. Seria maravilhoso! Por gostar tanto assim e de tantos assuntos já fui muito consumidora de livros. Não resistia, comprava vários e acumulava um em cima do outro, na fila para serem lidos. Até que me toquei que não dava conta. Desenvolvi outra técnica aproveitando os benefícios da tecnologia telefônica dos celulares com câmera. Agora fotografo os títulos que gosto e resisto firmemente o impulso da aquisição de mais uma obra. Antes eu achava que tinha que comprar, que depois jamais lembraria o autor, o título, e que ia perder uma jóia rara, informações valiosas para minha alma ou para o meu prazer. Continuo achando, mas ao invés de acumular os títulos em casa eu os deixo na livraria esperando um momento oportuno...
Mesmo assim tenho fama de leitora voraz. Confesso que contribuí com a fama, não foi maldade, é que meus amigos sempre me veem com livros em punho andando para cima e para baixo(às vezes mais de um, "quem sabe paro em uma sala de espera e, vai que precise diversificar"), se não os leio me fazem companhia, oras.
Adoro receber livros de presente, prefiro os de poesias, ou crônicas, infelizmente não aguento ler páginas e páginas sobre o mesmo assunto. É uma pena, eu sei. Tenho me esforçado. Quanta emoção deixarei de passar sem enfrentar as centenas de folhas de Garcia Marquez, Machado de Assis, Guimarães Rosa. Entretanto há algo que invejo mais do que a quem consegue ler tantas páginas: quem as escreveu. Ô, inveja! Gosto mesmo é de escrever.
Escrever me faz feliz
Ontem parece que escrevi tão pouco aqui no blog. Na verdade passei o dia todo escrevendo. Isso me fez tão bem. Passei a refletir que poderia ganhar a vida assim e seria muito feliz...
Hoje recebi um e-mail me notificando sobre um comentário no blog. Era de uma pessoa de Rondônia, responsável por uma escola que vai usar um texto meu na Formatura da Educação Infantil. Fiquei muito feliz e envaidecida. Minhas palavras vão viajar para uma terra em que ainda não estive. Um pedaço meu vai também!
Hoje recebi um e-mail me notificando sobre um comentário no blog. Era de uma pessoa de Rondônia, responsável por uma escola que vai usar um texto meu na Formatura da Educação Infantil. Fiquei muito feliz e envaidecida. Minhas palavras vão viajar para uma terra em que ainda não estive. Um pedaço meu vai também!
13 de out. de 2009
Feliz Aniversário, Paulo!
Hoje é aniversário dele!
Feliz aniversário, meu amor!
Mesmo longe estou com você e você está comigo!
Feliz aniversário, meu amor!
Mesmo longe estou com você e você está comigo!
Casamento aos 80
Minha família acabou de receber um convite de casamento de um senhor amigo nosso que já deve ter mais de 80 anos. Fofo!
A vida é sempre nova para quem tem alegria de viver (e amor) no coração.
A vida é sempre nova para quem tem alegria de viver (e amor) no coração.
12 de out. de 2009
De onde vem a inspiração
Como você pode duvidar da inspiração
Se ela vem fácil
Embora você tenha sido difícil?
Como você pode duvidar da inspiração
Se eu a encontro na sua voz
Que soa como canção?
Ela vem fácil
Porque depois você também veio.
É tão bom estar vivendo com você esse meio...
De um relacionamento que nem chegou perto da metade
Mas que de tanto sonho dentro dele
Faz pensar que chegou tarde.
Se ela vem fácil
Embora você tenha sido difícil?
Como você pode duvidar da inspiração
Se eu a encontro na sua voz
Que soa como canção?
Ela vem fácil
Porque depois você também veio.
É tão bom estar vivendo com você esse meio...
De um relacionamento que nem chegou perto da metade
Mas que de tanto sonho dentro dele
Faz pensar que chegou tarde.
Como devia ser o amor...
Uma única imagem atingiu meu olho
Era um sorriso
Era também um tiro
Era tão violento
Que pegou em cheio
Como seta bem no meio
Atingiu profundo o meu coração.
Naquele dia,
De um passado já distante
Roubou-me a alegria
E a esperança que eu guardava antes
Agora a alegria era só dele, só para ele,
E a esperança nem mais existia
O que ela esperava naquele "agora" acontecia
E mesmo tendo se preparado tanto
Nem mover-se conseguia
O controle dela fugia
Era a paixão chegando
Enquanto ele sorria...
Por dentro eu não entendia:
"Como é que podia?"
Sentimento assim devia acontecer
Só em duas vias
Pra não fazer sofrer.
Era assim que eu tinha sonhado
O sentimento como seta
Acertando os dois lados.
Nem imaginava tanto atraso...
O amor devia ser sempre assim
Crescendo em dois tempos
Conjuntos e compassados
Como música
Sem instrumentos desafinados.
O amor devia vir sem ferimento
Sem lamento
Sem dor
Devia vir só sorriso
Sem sofrimento,
Só amor...
Quem sabe no amanhã do amor
Que a gente nunca sabe qual é o dia
Pode ter sido ontem, daqui uma semana
Ou anos adiante...
Quem sabe no amanhecer deste futuro instante
Enfim se conceba a coincidência gestante
De que no olho atingido por um sorriso
Caiba a promessa que a boca não disse
Que era um convite ao acalento
Assim, que o outro olho também seja atingido
Os dois. Exatamente. No mesmo momento.
Era um sorriso
Era também um tiro
Era tão violento
Que pegou em cheio
Como seta bem no meio
Atingiu profundo o meu coração.
Naquele dia,
De um passado já distante
Roubou-me a alegria
E a esperança que eu guardava antes
Agora a alegria era só dele, só para ele,
E a esperança nem mais existia
O que ela esperava naquele "agora" acontecia
E mesmo tendo se preparado tanto
Nem mover-se conseguia
O controle dela fugia
Era a paixão chegando
Enquanto ele sorria...
Por dentro eu não entendia:
"Como é que podia?"
Sentimento assim devia acontecer
Só em duas vias
Pra não fazer sofrer.
Era assim que eu tinha sonhado
O sentimento como seta
Acertando os dois lados.
Nem imaginava tanto atraso...
O amor devia ser sempre assim
Crescendo em dois tempos
Conjuntos e compassados
Como música
Sem instrumentos desafinados.
O amor devia vir sem ferimento
Sem lamento
Sem dor
Devia vir só sorriso
Sem sofrimento,
Só amor...
Quem sabe no amanhã do amor
Que a gente nunca sabe qual é o dia
Pode ter sido ontem, daqui uma semana
Ou anos adiante...
Quem sabe no amanhecer deste futuro instante
Enfim se conceba a coincidência gestante
De que no olho atingido por um sorriso
Caiba a promessa que a boca não disse
Que era um convite ao acalento
Assim, que o outro olho também seja atingido
Os dois. Exatamente. No mesmo momento.
Comparação
Pablo Neruda escreveu uma centúria
Em versos de madeira
Compostos de 14 tábuas
Comparar-me ao mestre só me traz lamúria
Meu talento é de extrema penúria
Meu poemas são de água
Sobre minha palavras
Nenhuma idéia se sustenta
São mais leves que a terra que lavras
E que se levanta quando venta
Mas não importa a qualidade da poesia
Importa o sentimento que a inspira
Em grande quantidade neste dia
É o meu amor que aqui respira
Em versos de madeira
Compostos de 14 tábuas
Comparar-me ao mestre só me traz lamúria
Meu talento é de extrema penúria
Meu poemas são de água
Sobre minha palavras
Nenhuma idéia se sustenta
São mais leves que a terra que lavras
E que se levanta quando venta
Mas não importa a qualidade da poesia
Importa o sentimento que a inspira
Em grande quantidade neste dia
É o meu amor que aqui respira
Entre o coração e a razão
O coracao nao tem tempo
E se tem, nao e' o nosso
E' um outro...
O coracao nao tem razao
(Nao a razao da mente)
O coracao esta com a razao
Mas a razao nao esta com ele
O coracao nao pensa
O coracao so sente
Sentimento nao se julga
Quem julga e' a mente
Quem julga mente
O coracao e' a verdade
Ate' quando a razao desconhece
O coracao sabe
Sentindo sabe mais
Sentindo pensa menos
Escrito em Los Angeles, 'as 22:28, 08/08/2009
E se tem, nao e' o nosso
E' um outro...
O coracao nao tem razao
(Nao a razao da mente)
O coracao esta com a razao
Mas a razao nao esta com ele
O coracao nao pensa
O coracao so sente
Sentimento nao se julga
Quem julga e' a mente
Quem julga mente
O coracao e' a verdade
Ate' quando a razao desconhece
O coracao sabe
Sentindo sabe mais
Sentindo pensa menos
Escrito em Los Angeles, 'as 22:28, 08/08/2009
Quem é você? Não me deixe só!
Tenho muita vontade de saber quem é que me visita por aqui...
Se você gosta do blog e quiser deixar seu recado eu agradeço. Clique em "Sinais de Leitura" logo aqui abaixo e me fale seu nome, onde você mora e o que mais gosta no blog, você pode dar uma sugestão de tema para que eu escreva um texto ou poema sobre o assunto, se quiser.
Beijos de luz,
Aline***
Se você gosta do blog e quiser deixar seu recado eu agradeço. Clique em "Sinais de Leitura" logo aqui abaixo e me fale seu nome, onde você mora e o que mais gosta no blog, você pode dar uma sugestão de tema para que eu escreva um texto ou poema sobre o assunto, se quiser.
Beijos de luz,
Aline***
11 de out. de 2009
Notou?
Já notou que seguro você comigo?
Notou que invento conversas sem sentido?
Que não sei se vou ou se fico?
E que depois tudo que penso publico?
É a ansiedade de lhe ver um pouco mais.
De guardar o maior número de imagens
Que minha mente for capaz.
Não faço segredo do que sinto
E de você não percebo menos
Será enorme o afeto
Quando juntarmos tudo que temos
Notou que invento conversas sem sentido?
Que não sei se vou ou se fico?
E que depois tudo que penso publico?
É a ansiedade de lhe ver um pouco mais.
De guardar o maior número de imagens
Que minha mente for capaz.
Não faço segredo do que sinto
E de você não percebo menos
Será enorme o afeto
Quando juntarmos tudo que temos
Aniversário
Depois que o dia chegar,
Quando já não tiver números para contar
Depois de tantas horas acrescentadas
Depois de tantas histórias vividas e contadas
Ainda lhe faltará a maioria
O futuro está grávido de alegria!
É só isso que te espera
E uma borboleta como companhia...
Quando já não tiver números para contar
Depois de tantas horas acrescentadas
Depois de tantas histórias vividas e contadas
Ainda lhe faltará a maioria
O futuro está grávido de alegria!
É só isso que te espera
E uma borboleta como companhia...
Faltam 2 dias
Faltam 2 dias e eu aqui tão longe. Vai ser só um aniversário. Mais um.
Queria estar com você, cantar parabéns, te abraçar...
Queria estar com você, cantar parabéns, te abraçar...
O sol e o humor
Ontem tive um dia melancólico. Horas de instronspecção que combinavam com o frio que fazia lá fora.
Uma vez soube de uma pesquisa dizendo que o sol exerce influência no humor das pessoas. Gosto mais do dia que das noites e confesso que dias de sol me fazem mais alegre. Gosto do frio, mas quando o sol está presente. O céu nublado me desencoraja a sair de casa. Dias de sol me fazem imaginar pessoas sentadas em mesas na calçada, aproveitando o ar livre e a sombra das árvores. Essa imagem vem seguida por uma vontade de estar lá, compartilhando o prazer dessas pessoas.
Contudo, ontem foi um dia sem sol, também metaforicamente. Sem luz, até para mim mesma. Passei por situações um tanto quanto desconfortáveis, embora simples e corriqueiras como ficar sozinha e não sair de casa em pleno sábado. Os finais de semana me trazem essa obrigatoriedade implícita que eu mesma me imponho. A de aproveitar fazendo as coisas que mais gosto, das quais estar sozinha e não sair de casa nem de longe fazem parte. Entretanto a noite me traria uma novidade. Saí para jantar com meus pais e uns tios e primos que não via há anos. Uma família muito doce e delicada cuja companhia e o afeto fazem falta na distância, até quando não notamos. Voltei para casa alegre depois de ter me relacionado, ouvido, falado, conversado.
Assim como o sol as pessoas também exercem influência no humor de seus semelhantes.
Uma vez soube de uma pesquisa dizendo que o sol exerce influência no humor das pessoas. Gosto mais do dia que das noites e confesso que dias de sol me fazem mais alegre. Gosto do frio, mas quando o sol está presente. O céu nublado me desencoraja a sair de casa. Dias de sol me fazem imaginar pessoas sentadas em mesas na calçada, aproveitando o ar livre e a sombra das árvores. Essa imagem vem seguida por uma vontade de estar lá, compartilhando o prazer dessas pessoas.
Contudo, ontem foi um dia sem sol, também metaforicamente. Sem luz, até para mim mesma. Passei por situações um tanto quanto desconfortáveis, embora simples e corriqueiras como ficar sozinha e não sair de casa em pleno sábado. Os finais de semana me trazem essa obrigatoriedade implícita que eu mesma me imponho. A de aproveitar fazendo as coisas que mais gosto, das quais estar sozinha e não sair de casa nem de longe fazem parte. Entretanto a noite me traria uma novidade. Saí para jantar com meus pais e uns tios e primos que não via há anos. Uma família muito doce e delicada cuja companhia e o afeto fazem falta na distância, até quando não notamos. Voltei para casa alegre depois de ter me relacionado, ouvido, falado, conversado.
Assim como o sol as pessoas também exercem influência no humor de seus semelhantes.
10 de out. de 2009
Coragem de viver
Sou sensível.
Com as pessoas que amo eu simplesmente não sei controlar o choro.
Às vezes fico magoada com bobagens que não tem significado.
Mas o que posso fazer?
Também tenho dentro de mim uma vontade imensa de aprender.
A aprendizagem sempre me encanta na dor.
Busco sempre transformar dor em oportunidade de aprendizado.
Só que na maior parte das vezes eu me envergonho por me entristecer com bobagens.
Eu me envergonho por dores que não merecem lágrimas.
E, neste caso, tento aprender mesmo assim. Tento me perdoar por uma fragilidade que não julgo combinar comigo. Busco observar a força que guardo. Porque o que para uns é fraqueza, para outros é força.
O que para uns é medo, para outros é coragem.
A mesma atitude pode ter múltiplos significados. Pode ter variadas facetas.
Existe a coragem de enfrentar um desafio mortal. E a coragem de nào se arriscar para continuar vivendo. Ambos podem ser corajosos. Ambos podem ser medrosos.
Podemos considerar medo o que nos detem diante da eminência da morte. Ou medo da vida, daquele que não teme morrer. Pode ser que tema viver...
Sim, posso até ser frágil, ou fraca, mas também sou forte o bastante para assumir e expressar quem sou. Eu não gosto de expor minhas fraquezas mas já que acontece eu uso isso como força. Faço disso a minha coragem. Não chamo de arma porque não vivo armada, nem pela vida, nem por dentro de mim. Se tivesse algum objeto para segurar seria uma flor, uma rosa. É o máximo que trago na mão, quem sabe perfume o caminho ou a entregue a alguém. E que ela traga sorrisos aos que sentirem o exalar de sua beleza.
Com as pessoas que amo eu simplesmente não sei controlar o choro.
Às vezes fico magoada com bobagens que não tem significado.
Mas o que posso fazer?
Também tenho dentro de mim uma vontade imensa de aprender.
A aprendizagem sempre me encanta na dor.
Busco sempre transformar dor em oportunidade de aprendizado.
Só que na maior parte das vezes eu me envergonho por me entristecer com bobagens.
Eu me envergonho por dores que não merecem lágrimas.
E, neste caso, tento aprender mesmo assim. Tento me perdoar por uma fragilidade que não julgo combinar comigo. Busco observar a força que guardo. Porque o que para uns é fraqueza, para outros é força.
O que para uns é medo, para outros é coragem.
A mesma atitude pode ter múltiplos significados. Pode ter variadas facetas.
Existe a coragem de enfrentar um desafio mortal. E a coragem de nào se arriscar para continuar vivendo. Ambos podem ser corajosos. Ambos podem ser medrosos.
Podemos considerar medo o que nos detem diante da eminência da morte. Ou medo da vida, daquele que não teme morrer. Pode ser que tema viver...
Sim, posso até ser frágil, ou fraca, mas também sou forte o bastante para assumir e expressar quem sou. Eu não gosto de expor minhas fraquezas mas já que acontece eu uso isso como força. Faço disso a minha coragem. Não chamo de arma porque não vivo armada, nem pela vida, nem por dentro de mim. Se tivesse algum objeto para segurar seria uma flor, uma rosa. É o máximo que trago na mão, quem sabe perfume o caminho ou a entregue a alguém. E que ela traga sorrisos aos que sentirem o exalar de sua beleza.
Solidão
Eu não gosto muito de ficar sozinha.
Aliás não gosto nem um pouco.
Talvez escrever publicamente seja a minha forma de compartilhar o que não sei guardar para mim mesma.
Muitas vezes escrevo em momentos de solidão. Escrever é um ato solitário. E o simples fato de imaginar que alguém pode se debruçar em minhas palavras faz com que eu me sinta menos só. Adoro a companhia silenciosa dos olhares que me miram aqui.
Enquanto escrevo parte da solidão se desgruda do meu corpo.
Aliás não gosto nem um pouco.
Talvez escrever publicamente seja a minha forma de compartilhar o que não sei guardar para mim mesma.
Muitas vezes escrevo em momentos de solidão. Escrever é um ato solitário. E o simples fato de imaginar que alguém pode se debruçar em minhas palavras faz com que eu me sinta menos só. Adoro a companhia silenciosa dos olhares que me miram aqui.
Enquanto escrevo parte da solidão se desgruda do meu corpo.
9 de out. de 2009
Perigo
Qualquer hora eu conto e publico,
Algumas verdades que guardo comigo
De algumas pessoas é melhor ser só amigo
Dentro do amor muitas vezes mora o perigo.
Algumas verdades que guardo comigo
De algumas pessoas é melhor ser só amigo
Dentro do amor muitas vezes mora o perigo.
Mais importante que amar
De tanto amor que ofereço às vezes nem é merecedor
Há coisas mesmo mais importantes que o amor:
Ir ao trabalho
Estudar
Fazer os afazeres do lar
Tudo deve ser melhor que amar.
Só assim se justifica
Desatenção, ausência e indiferença
Que diferença faz?
Atenção, carinho, presença,
Acabam com qualquer carência.
Mas de longe é tudo mais difícil
De longe é tudo sacrifício
Resta somente esperar...
Há certeza de que tudo vai passar.
Há coisas mesmo mais importantes que o amor:
Ir ao trabalho
Estudar
Fazer os afazeres do lar
Tudo deve ser melhor que amar.
Só assim se justifica
Desatenção, ausência e indiferença
Que diferença faz?
Atenção, carinho, presença,
Acabam com qualquer carência.
Mas de longe é tudo mais difícil
De longe é tudo sacrifício
Resta somente esperar...
Há certeza de que tudo vai passar.
Um belo dia resolvi mudar...
As cores e o layout do blog refletem as mudanças que estão acontecendo aqui dentro.
Quando razão e emoção não conseguem conversar
Eu poderia ficar quieta, calada, e você nem ia saber. Mas o que faço com esse veículo em que escrevo, e me comunico, é também me comunicar com você. Entre desabafos e palavras que saem sem pensar ficam aquelas que meu coração não queria contar e mesmo assim diz: nem em todos os momentos eu sou feliz.
Minha razão entende coisas que meu sentimento não.
Não adianta saber se sinto diferente. O saber não controla o que sinto.
Seria tão mais fácil...
Minha razão entende coisas que meu sentimento não.
Não adianta saber se sinto diferente. O saber não controla o que sinto.
Seria tão mais fácil...
Sonhos
Há algum tempo tenho reparado em meus sonhos. Aqueles que tenho à noite, com os olhos fechados. Procuro anotar o que vejo, o que sinto, o que lembro. Tenho quem me ajuda a interpretá-los. Impressionante como algumas cenas são, de certa forma, recorrentes, só que sempre surgem com diferentes imagens. Minhas irmãs estão sempre presentes nas tramas que vivencio dormindo. Sei que elas representam apenas aspectos de mim mesma. Alguns sonhos já ficaram mais claros para mim, outros ainda estão com significados ocultos. Aqueles que se tornam pesadelos me deixam aterrorizada ao acordar... Preciso de coragem para voltar a eles. Mesmo sendo apenas sonhos são muito, muito reais. Preciso voltar para decifrar o enigma do que querem me dizer sobre mim mesma.
8 de out. de 2009
40 anos do Colégio Progresso Centro
No dia 15 de setembro, o Colégio Progresso Centro comemorou 40 anos de existência. Esta é uma história que se mistura com a história da minha vida e da minha família. Na festa a nossa Orquestra Sinfônica, com 100 violinos, em sua maioria crianças se apresentou. Nossa aluna Paula Eduarda, a Duda, cantou. Meu pai discursou. Nossa companhia acrobática fez evoluções, nossa banda marcial desfilou... No final fogos de artifício. Tudo em plena rua, aqui nesse vídeo:
7 de out. de 2009
Amor da natureza
Acabei de te escrever um poeminha
Ficou um tanto simples e de poucas linhas
Mas é um com doce alegria que te ofereço
E é talvez porque escrevo que te mereço
Porque se assim não fosse eu não te tinha
Se enxerga tanta beleza que nem é minha
É porque tens no olhar o mesmo encanto
Que transforma em riso o que era pranto
E nasce desse amor a própria aurora
Iluminando a fauna e também flora
Sem esquecer de ouvir o que há por dentro
Também nas florestas se ouve alguns lamentos
É porque ficam tristes e sem sentido
A natureza é morta sem pedido
Se no olhar para ela não houver
O encontro de um homem e uma mulher
Seremos desta história os personagens
Para fazer nascer a paisagem
Que a humanidade já não maias podia
Viver sem a beleza que lá havia
Nos verdes prados e árvores da floresta
Estavam as testemunhas de uma festa
Que sem dois personagens era triste
Porque guardavam neles toda luz que existe...
Às vezes a paixão é mesmo louca
Contudo é pior que seja pouca
Pois quando é criadora e há tanto sonho
É só para aproximar-se do que proponho
Um céu de outros princípios e outras estrelas
Para querermos olha-las e não ve-las
Porque ver não é melhor que rir
O melhor da natureza é o sentir!
Ficou um tanto simples e de poucas linhas
Mas é um com doce alegria que te ofereço
E é talvez porque escrevo que te mereço
Porque se assim não fosse eu não te tinha
Se enxerga tanta beleza que nem é minha
É porque tens no olhar o mesmo encanto
Que transforma em riso o que era pranto
E nasce desse amor a própria aurora
Iluminando a fauna e também flora
Sem esquecer de ouvir o que há por dentro
Também nas florestas se ouve alguns lamentos
É porque ficam tristes e sem sentido
A natureza é morta sem pedido
Se no olhar para ela não houver
O encontro de um homem e uma mulher
Seremos desta história os personagens
Para fazer nascer a paisagem
Que a humanidade já não maias podia
Viver sem a beleza que lá havia
Nos verdes prados e árvores da floresta
Estavam as testemunhas de uma festa
Que sem dois personagens era triste
Porque guardavam neles toda luz que existe...
Às vezes a paixão é mesmo louca
Contudo é pior que seja pouca
Pois quando é criadora e há tanto sonho
É só para aproximar-se do que proponho
Um céu de outros princípios e outras estrelas
Para querermos olha-las e não ve-las
Porque ver não é melhor que rir
O melhor da natureza é o sentir!
Quando você não está
Quando você não está eu sinto saudade
E uma forte vontade de ter você ao meu lado
Mas se você está a saudade não acaba
Em meu peito desaba a cor da verdade
De ter com você começado
o início do que não quer ter fim
Quero ter você para mim
Quero dormir e acordar
Quero seu sorriso a me iluminar
E sua voz em meu ouvido
Quero você como marido
E seu olhar na nossa vida
Sempre a dois para ser bonita
Sempre linda...
E uma forte vontade de ter você ao meu lado
Mas se você está a saudade não acaba
Em meu peito desaba a cor da verdade
De ter com você começado
o início do que não quer ter fim
Quero ter você para mim
Quero dormir e acordar
Quero seu sorriso a me iluminar
E sua voz em meu ouvido
Quero você como marido
E seu olhar na nossa vida
Sempre a dois para ser bonita
Sempre linda...
Florbela Espanca - Os versos que te fiz
Adoraria ter escrito esse poema da poetisa portuguesa Florbela Espanca. Quanta beleza e doçura!
Os versos que te fiz
Deixa dizer-te os lindos versos raros
Que a minha boca tem pra te dizer!
São talhados em mármore de Paros
Cinzelados por mim pra te oferecer.
Têm dolência de veludos caros,
São como sedas pálidas a arder...
Deixa dizer-te os lindos versos raros
Que foram feitos pra te endoidecer!
Mas, meu Amor, eu não tos digo ainda...
Que a boca da mulher é sempre linda
Se dentro guarda um verso que não diz!
Amo-te tanto! E nunca te beijei...
E nesse beijo, Amor, que eu te não dei
Guardo os versos mais lindos que te fiz!
Florbela Espanca
Os versos que te fiz
Deixa dizer-te os lindos versos raros
Que a minha boca tem pra te dizer!
São talhados em mármore de Paros
Cinzelados por mim pra te oferecer.
Têm dolência de veludos caros,
São como sedas pálidas a arder...
Deixa dizer-te os lindos versos raros
Que foram feitos pra te endoidecer!
Mas, meu Amor, eu não tos digo ainda...
Que a boca da mulher é sempre linda
Se dentro guarda um verso que não diz!
Amo-te tanto! E nunca te beijei...
E nesse beijo, Amor, que eu te não dei
Guardo os versos mais lindos que te fiz!
Florbela Espanca
Feliz
Estou feliz.
A felicidade é irracional, complexa, ao mesmo tempo simples.
Só que se a gente for explicar... Complica!
A felicidade é irracional, complexa, ao mesmo tempo simples.
Só que se a gente for explicar... Complica!
6 de out. de 2009
Leve como pluma
Uso um e-mail há mais de 7 anos. Era um e-mail profissional, mas eu o usava também de forma bastante pessoal. Tinha guardado nele históricos de conversas com algumas das pessoas mais especiais que passaram em minha vida. Tinha arquivos de escritos meus, de poesias, de textos longos, de fotos... Muita memória misturada a coisas menos importantes também. Muita beleza em meio ao lixo. Ah, mas meu coração ficou cortado hoje... Já há algum tempo todos do trabalho foram transferidos para uma outra conta de e-mail e cancelaram esse sem me avisar. Ainda tentei ligar a empresa responsável para tentar recuperar minhas mensagens mas foi inútil. Já estava tudo deletado. Um tesouro que guardava não existe mais. Um tesouro de palavras...
Entendo isso como algo que tinha que acontecer. Não existe mais memória. Agora só há uma folha em branco para que eu reescreva toda a história. Porque lá estava parte da história da minha vida, do meu passado. Por adorar escrever, o que se perdeu tinha um valor muito especial, carregado de significado para mim. Agora se foi.
Um brinde a esse recomeço, às novas palavras que virão, às novas inspirações. Agora sou uma pessoa sem bagagem. Foi contra a minha vontade, mas de repente fiquei leve, suave. Agora sou pluma! Sou toda presente, com o futuro a frente.
Entendo isso como algo que tinha que acontecer. Não existe mais memória. Agora só há uma folha em branco para que eu reescreva toda a história. Porque lá estava parte da história da minha vida, do meu passado. Por adorar escrever, o que se perdeu tinha um valor muito especial, carregado de significado para mim. Agora se foi.
Um brinde a esse recomeço, às novas palavras que virão, às novas inspirações. Agora sou uma pessoa sem bagagem. Foi contra a minha vontade, mas de repente fiquei leve, suave. Agora sou pluma! Sou toda presente, com o futuro a frente.
5 de out. de 2009
Viva a Marmita!
Hoje a Rosana Hermann publicou um post sobre a marmita. Achei interessantíssimo comentar aqui também porque notei que fora do país levar marmita para o trabalho não tem nada demais, é sinal de preocupação com a procedência do que será ingerido, e se for economia também ninguém acha feio. Aqui no Brasil parece que não é muito nobre comer marmita. Tem gente que sofre para pagar contas de restaurante para não sofrer o constrangimento de levar o marmitex para o trabalho. A proximidade do lugar onde trabalho me permite almoçar em casa mas confesso que estou muito atraída a levar minha marmitinha e, quem sabe assim, provocar uma reflexão nas pessoas. O certo é ser livre! Alimentação saudável e economia não fazem mal, fazem bem e libertam a gente de padrões irracionais.
4 de out. de 2009
Disciplina com alma
"A vida é feita com a disciplina de um atleta e a alma de um poeta".
(João Carlos Martins)
(João Carlos Martins)
3 de out. de 2009
Torre de Babel
Às vezes a gente tem que ficar quieta, se calar, se recolher,
Porque nem sempre o que a pessoa vai ouvir é o que a gente quer dizer.
Às vezes tenho um ímpeto de comunicar um amor, uma dor, um afeto, um ódio,
Mas o fato é que o que vão receber será transmutado por uma interpretação
poucas vezes fiel ao que eu queria dizer.
Não adianta a intenção ser boa
A ternura ser grande
Pode ser até que a confusão more aí.
Homens e mulheres tem jeitos diferentes de expressar sentimentos.
As pessoas em geral são diferentes.
Cada um lê a expressão do outro de acordo com a sua própria linguagem.
Seria o mesmo que ouvir o inglês e tentar entender o som sem traduzir para o português. Como a palavra "can" que é o verbo "poder" em inglês e que tem som de "quem". No campo das emoções tem gente que ouve "can" e entende "quem". Algumas vezes os significados podem ser opostos, no mínimo são sempre muito diferentes. É a linguagem de cada um. A gente sempre pensa que o outro fala a mesma língua. Mas cada um fala a sua, sobretudo na esfera dos sentimentos.
As palavras até podem ser objetivas, mas as interpretações são subjetivas. As atitudes, gestos, expressões faciais e entonações de voz não estão no dicionário. Cada um entende o que quer, com o próprio vocabulário acumulado na vida...
Porque nem sempre o que a pessoa vai ouvir é o que a gente quer dizer.
Às vezes tenho um ímpeto de comunicar um amor, uma dor, um afeto, um ódio,
Mas o fato é que o que vão receber será transmutado por uma interpretação
poucas vezes fiel ao que eu queria dizer.
Não adianta a intenção ser boa
A ternura ser grande
Pode ser até que a confusão more aí.
Homens e mulheres tem jeitos diferentes de expressar sentimentos.
As pessoas em geral são diferentes.
Cada um lê a expressão do outro de acordo com a sua própria linguagem.
Seria o mesmo que ouvir o inglês e tentar entender o som sem traduzir para o português. Como a palavra "can" que é o verbo "poder" em inglês e que tem som de "quem". No campo das emoções tem gente que ouve "can" e entende "quem". Algumas vezes os significados podem ser opostos, no mínimo são sempre muito diferentes. É a linguagem de cada um. A gente sempre pensa que o outro fala a mesma língua. Mas cada um fala a sua, sobretudo na esfera dos sentimentos.
As palavras até podem ser objetivas, mas as interpretações são subjetivas. As atitudes, gestos, expressões faciais e entonações de voz não estão no dicionário. Cada um entende o que quer, com o próprio vocabulário acumulado na vida...
2 de out. de 2009
Harold Bloom
Estava ssistindo o "Provocações" na TV Cultura e Antonio Abujamra terminou o programa com esse texto de Harold Bloom:
"Cheguei ao limite de minhas capacidades intelectuais. Percebo que poderei perdê-las a qualquer momento. Além disso, perdi muita gente querida, amigos e parentes. Eu, que tive uma atividade de reflexão, estudo e ensino, rodeado de pessoas que amava, me vejo cada vez mais solitário. Quando vivemos uma crise assim, a sabedoria vai embora e perdemos o rumo de nossas reflexões.
De que valeram os 31 livros que publiquei? O que sobra de tudo o que a gente aprendeu, num momento-limite? Saí à procura de um tipo de sabedoria que me ajudasse a suportar a velhice e compreendê-la com serenidade. Só encontro consolo quando recito baixinho, para mim mesmo, os poemas que sei de cor. A repetição é uma forma arcáica de conhecimento,mas eficaz, quando se vive num momento de domínio da tecnologia e do consumismo. É repetindo esses poemas que aprendo coisas importantes sobre mim próprio."
(Harold Bloom)
"Cheguei ao limite de minhas capacidades intelectuais. Percebo que poderei perdê-las a qualquer momento. Além disso, perdi muita gente querida, amigos e parentes. Eu, que tive uma atividade de reflexão, estudo e ensino, rodeado de pessoas que amava, me vejo cada vez mais solitário. Quando vivemos uma crise assim, a sabedoria vai embora e perdemos o rumo de nossas reflexões.
De que valeram os 31 livros que publiquei? O que sobra de tudo o que a gente aprendeu, num momento-limite? Saí à procura de um tipo de sabedoria que me ajudasse a suportar a velhice e compreendê-la com serenidade. Só encontro consolo quando recito baixinho, para mim mesmo, os poemas que sei de cor. A repetição é uma forma arcáica de conhecimento,mas eficaz, quando se vive num momento de domínio da tecnologia e do consumismo. É repetindo esses poemas que aprendo coisas importantes sobre mim próprio."
(Harold Bloom)
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