De repente passei a acreditar que posso,
Meu querer é um poder que tenho.
De repente passei a acreditar
Que fazer possível depende do empenho
De repente...
Se esta é a sua primeira vez neste blog leia na coluna da direita as instruções!
25 de jun. de 2010
24 de jun. de 2010
Ibrahim
Ontem quis atualizar o blog e não consegui...
Tudo bem, vou falar de hoje.
Eu trabalho em dois prédios separados por uma rua, portanto tenho que atravessa-la para me locomover de um para outro.
Hoje andando rápido, na calçada, encontrei o poeta Ibrahim Khouri, autor de vários livros e um querido.
Ele disse que visitou o blog recentemente e gostou do que encontrou.
Ibrahim está escrevendo um romance que tem o Líbano como pano de fundo e me disse que haverá uma homenagem ao meu pai. Que o nome dele, Nahim, é o nome de um rio, no Líbano, que será citado no livro.
Tudo bem, vou falar de hoje.
Eu trabalho em dois prédios separados por uma rua, portanto tenho que atravessa-la para me locomover de um para outro.
Hoje andando rápido, na calçada, encontrei o poeta Ibrahim Khouri, autor de vários livros e um querido.
Ele disse que visitou o blog recentemente e gostou do que encontrou.
Ibrahim está escrevendo um romance que tem o Líbano como pano de fundo e me disse que haverá uma homenagem ao meu pai. Que o nome dele, Nahim, é o nome de um rio, no Líbano, que será citado no livro.
21 de jun. de 2010
Saramago II
Esta palavra esperança, com maiúscula ou sem ela, o melhor é riscá-la do nosso vocabulário. Só os exilados e os desterrados que se conformaram com o desterro e o exílio a devem usar, à falta de melhor. Dá-lhes consolo e alívio.
Os não conformados têm outra palavra mais enérgica: VONTADE.
J. Saramago
“Esta palavra esperança”, in Deste Mundo e do Outro,
Editorial Caminho, 7.ª ed., P. 153
Fonte
Os não conformados têm outra palavra mais enérgica: VONTADE.
J. Saramago
“Esta palavra esperança”, in Deste Mundo e do Outro,
Editorial Caminho, 7.ª ed., P. 153
Fonte
19 de jun. de 2010
Sinais
A todo momento recebemos sinais de que por mais que a vida seja vasta o tempo é sempre curto. As distrações são variadas e é muito comum e fácil ser seduzido pelo irrelevante.
Tenho me preocupado em ser plena, em estar presente, em abrir meus sentidos para receber todos os estímulos disponíveis. O mundo é tão rico, de gente, de naturezas, de sentimentos, de sensações... Que sejamos capazes de "apreender" cada coisa para levarmos conosco, sem que sejamos antes levados.
Tenho me preocupado em ser plena, em estar presente, em abrir meus sentidos para receber todos os estímulos disponíveis. O mundo é tão rico, de gente, de naturezas, de sentimentos, de sensações... Que sejamos capazes de "apreender" cada coisa para levarmos conosco, sem que sejamos antes levados.
18 de jun. de 2010
Saramago
Saramago se foi sem deixar paradeiro, só palavra...
Quando o soube dele era um recente ganhador do Nobel de Literatura. Minha mãe recortou a foto do jornal e colocou em um porta-retrato porque ele lembrava demais meu avô falecido, pai dela. Por muitos anos vi a foto dele na estante até que alguém colocou uma outra foto no lugar.
Eu não o conheci pessoalmente, nem era leitora assídua de seus livros, mas era encantada pela figura dele, pelas declarações em entrevistas, e assim fui seguindo sua genialidade. Era gostoso saber que vivíamos no mesmo planeta. É muito bom compartilhar o mesmo mundo com pessoas tão brilhantes... O mundo continua. Só que sem ele dentro.
Quando o soube dele era um recente ganhador do Nobel de Literatura. Minha mãe recortou a foto do jornal e colocou em um porta-retrato porque ele lembrava demais meu avô falecido, pai dela. Por muitos anos vi a foto dele na estante até que alguém colocou uma outra foto no lugar.
Eu não o conheci pessoalmente, nem era leitora assídua de seus livros, mas era encantada pela figura dele, pelas declarações em entrevistas, e assim fui seguindo sua genialidade. Era gostoso saber que vivíamos no mesmo planeta. É muito bom compartilhar o mesmo mundo com pessoas tão brilhantes... O mundo continua. Só que sem ele dentro.
17 de jun. de 2010
A existência que esrevo
Escrever me toma um bocado de tempo.
Mesmo assim sei que me lembrarei do que escrevo como o que, de mais valioso, fica da minha existência.
Eu posso até virar pó, mas de palavras vivas continuarei revivendo.
Mesmo assim sei que me lembrarei do que escrevo como o que, de mais valioso, fica da minha existência.
Eu posso até virar pó, mas de palavras vivas continuarei revivendo.
16 de jun. de 2010
Idéias são como peixes
Desde que meu pai faleceu tive que assumir responsabilidades que antes não me preocupavam.
Isso foi como uma chuva de problemas que tento resolver com passinhos de formiga, porque vejo muito ao fundo o fim, e mesmo me movendo é como se continuasse distante.
Eu sempre gostei demais de grandes idéias. E hoje em uma reunião conversávamos sobre livros e me contaram uma história sobre observar a vida e descobrir oportunidades. Meu pensamento encontra mais afeto na poesia que no mundo dos negócios, mesmo assim as boas idéias, também nos negócios, soam aos meus olhos e ouvidos como rimas raras.
Jamais imaginei que alguém poderia fazer dinheiro com lixo, pois foi isso que aconteceu com o desiner de embalagens e artista Justin Gignac.

Ele vende por 50 dólares esses cubos de acrílico com lixo de Nova York dentro. Cada cubo é único, numerado e com conteúdo que não se repete. A idéia me pareceu tão fantástica e genial que fiquei com vontade de ter um... Seria para me lembrar que as oportunidades estão no mundo disponíveis e prontas, como peixes - para repetir uma analogia de David Lynch, autor do livro que estou lendo - para serem pescadas.
David Lynch, o cineasta e entusiasta de meditação transcedental, também diz que as idéias são como peixes. Nas águas rasas só se pesca os peixes pequenos. Se quisermos os peixes grandes teremos que buscá-los em águas mais profundas.
Fonte
Isso foi como uma chuva de problemas que tento resolver com passinhos de formiga, porque vejo muito ao fundo o fim, e mesmo me movendo é como se continuasse distante.
Eu sempre gostei demais de grandes idéias. E hoje em uma reunião conversávamos sobre livros e me contaram uma história sobre observar a vida e descobrir oportunidades. Meu pensamento encontra mais afeto na poesia que no mundo dos negócios, mesmo assim as boas idéias, também nos negócios, soam aos meus olhos e ouvidos como rimas raras.
Jamais imaginei que alguém poderia fazer dinheiro com lixo, pois foi isso que aconteceu com o desiner de embalagens e artista Justin Gignac.

Ele vende por 50 dólares esses cubos de acrílico com lixo de Nova York dentro. Cada cubo é único, numerado e com conteúdo que não se repete. A idéia me pareceu tão fantástica e genial que fiquei com vontade de ter um... Seria para me lembrar que as oportunidades estão no mundo disponíveis e prontas, como peixes - para repetir uma analogia de David Lynch, autor do livro que estou lendo - para serem pescadas.
David Lynch, o cineasta e entusiasta de meditação transcedental, também diz que as idéias são como peixes. Nas águas rasas só se pesca os peixes pequenos. Se quisermos os peixes grandes teremos que buscá-los em águas mais profundas.
Fonte
15 de jun. de 2010
Novidades
Quero voltar a escrever com maior frequência no blog.
Hoje respondi a alguns comentários feitos na própria janela de comentários, que chamo carinhosamente de "sinais de leitura". Se você deixou algum comentário recente talvez eu tenha conseguido responder, dê uma procurada.
Quero adotar essa pratica de responder às pessoas que me escrevem e enviam tanto afeto.
Beijos de luz Aline***
Hoje respondi a alguns comentários feitos na própria janela de comentários, que chamo carinhosamente de "sinais de leitura". Se você deixou algum comentário recente talvez eu tenha conseguido responder, dê uma procurada.
Quero adotar essa pratica de responder às pessoas que me escrevem e enviam tanto afeto.
Beijos de luz Aline***
Noite
Assim é a noite: fria e solitária,
Quando o amor se esconde nela.
Poderia ser quente e doce,
Mas só é quando o amor se revela.
Quando o amor se esconde nela.
Poderia ser quente e doce,
Mas só é quando o amor se revela.
9 de jun. de 2010
Sou
Eu não sou qualquer pessoa.
Também não sou a pessoa.
Tampouco sei me definir em palavras.
Sou um alegre contador da vida
Contando estrelas, nuvens, horas
E tudo que possa ser matematicamente contado.
Sou um tristonho explorador do sentimento
Explorando coração, sangue, espírito
E tudo que possa ser sentido.
Sou um sentido sem sentir-se
Um jovem, sem velhice
Um grito, um mudo...
Sou um nada, um tudo.
Também não sou a pessoa.
Tampouco sei me definir em palavras.
Sou um alegre contador da vida
Contando estrelas, nuvens, horas
E tudo que possa ser matematicamente contado.
Sou um tristonho explorador do sentimento
Explorando coração, sangue, espírito
E tudo que possa ser sentido.
Sou um sentido sem sentir-se
Um jovem, sem velhice
Um grito, um mudo...
Sou um nada, um tudo.
28 de mai. de 2010
27 de mai. de 2010
Continuidade permanente
Como é que eu posso viver, sorrir, amar, se ele não existe mais?
Talvez seja porque ele existe.
Meu pai continua em mim.
Talvez seja porque ele existe.
Meu pai continua em mim.
26 de mai. de 2010
20 de mai. de 2010
Não é bem assim...
Confiança é coisa rara.
Eu não sei se algum dia deixou de ser...
Todo mundo conta nos dedos as pessoas com quem pode contar, em quem confiar.
E parece que o tempo faz a lista diminuir.
É como se envelhecer fosse comprovar que não era bem assim como a gente tinha pensado antes. Aquela pessoa da lista não é assim tão confiável, ou não merece o crédito que a gente tinha dado. Nessas horas a gente se sente muito só. Não há no que se apegar. Quem entenderia, não nos entende mais. Quem nos "atenderia", não nos atende mais. E viver é mesmo uma solidão profunda, ainda que exista tanta gente em volta. A mais verdadeira constatação é que mesmo bem acompanhado a gente vive só.
Pode ser muito triste, mas ser só também implica a liberdade de ser inteiro, completo.
Ver o outro e saber que ele também está sozinho é descoberta sábia. As diferenças podem até segregar, mas no fim das contas somos todos semelhantes. Mesmo sozinhos, entre iguais, igualmente sozinhos, é como se a própria solidão nos unisse. Ninguém é só, porque se vive o que o outro vive, cada um à sua maneira.
Eu não sei se algum dia deixou de ser...
Todo mundo conta nos dedos as pessoas com quem pode contar, em quem confiar.
E parece que o tempo faz a lista diminuir.
É como se envelhecer fosse comprovar que não era bem assim como a gente tinha pensado antes. Aquela pessoa da lista não é assim tão confiável, ou não merece o crédito que a gente tinha dado. Nessas horas a gente se sente muito só. Não há no que se apegar. Quem entenderia, não nos entende mais. Quem nos "atenderia", não nos atende mais. E viver é mesmo uma solidão profunda, ainda que exista tanta gente em volta. A mais verdadeira constatação é que mesmo bem acompanhado a gente vive só.
Pode ser muito triste, mas ser só também implica a liberdade de ser inteiro, completo.
Ver o outro e saber que ele também está sozinho é descoberta sábia. As diferenças podem até segregar, mas no fim das contas somos todos semelhantes. Mesmo sozinhos, entre iguais, igualmente sozinhos, é como se a própria solidão nos unisse. Ninguém é só, porque se vive o que o outro vive, cada um à sua maneira.
19 de mai. de 2010
Ânsia de palavras
Sempre tive muito a dizer.
Uma ânsia imensa de ser explicada em palavras.
Sempre tive muito a ouvir, a ler, pegar o significado expresso de qualquer sentimento.
Sempre quis ouvir: "Eu te amo!", "Quer ser minha namorada?" e rejeitei silêncios belos que a mim soaram como ausências do que dizer.
Queria os silêncios preenchidos com as palavras certas.
Queria os silêncios enriquecidos pelo som de palavras.
Pela música delas.
No expressar dos sentimentos que me eram ausentes.
Depois percebi, que quando estão presentes eles, os sentimentos, elas, as palavras pouco importam...
Uma ânsia imensa de ser explicada em palavras.
Sempre tive muito a ouvir, a ler, pegar o significado expresso de qualquer sentimento.
Sempre quis ouvir: "Eu te amo!", "Quer ser minha namorada?" e rejeitei silêncios belos que a mim soaram como ausências do que dizer.
Queria os silêncios preenchidos com as palavras certas.
Queria os silêncios enriquecidos pelo som de palavras.
Pela música delas.
No expressar dos sentimentos que me eram ausentes.
Depois percebi, que quando estão presentes eles, os sentimentos, elas, as palavras pouco importam...
14 de mai. de 2010
Vida
O final de semana vem chegando. Mais um.
Mais uma semana que passou voando.
Eu tenho escrito muito menos do que gostaria, muito menos do que deveria.
Escrever é fazer viver fora de mim o que vive dentro de mim.
Mais uma semana que passou voando.
Eu tenho escrito muito menos do que gostaria, muito menos do que deveria.
Escrever é fazer viver fora de mim o que vive dentro de mim.
12 de mai. de 2010
Tem vezes que não escrevo aqui mas consigo postar frases no twitter.
Isso é um convite: www.twitter.com/byaline
Se preferir acompanhe pelo blog no canto direito superior ou clique no link abaixo da foto.
Isso é um convite: www.twitter.com/byaline
Se preferir acompanhe pelo blog no canto direito superior ou clique no link abaixo da foto.
11 de mai. de 2010
Presente
Estar presente, marcar presença, é o que pretendo.
Estou aqui, sempre estou.
Deve ter sido meu maior intervalo desde o inicio do blog, muito porque sou mais exigente comigo. Eu me cobro declarações que mereçam a menção. Cobrança pode ser uma prisão para as palavras...
Por isso quero me permitir ser livre para compartilhar tudo, sem critério.
Acompanhe-me também no twitter: www.twitter.com/byaline
Estou aqui, sempre estou.
Deve ter sido meu maior intervalo desde o inicio do blog, muito porque sou mais exigente comigo. Eu me cobro declarações que mereçam a menção. Cobrança pode ser uma prisão para as palavras...
Por isso quero me permitir ser livre para compartilhar tudo, sem critério.
Acompanhe-me também no twitter: www.twitter.com/byaline
24 de abr. de 2010
Como pedras...
Amo você como duas pedras que se encaixam sem nunca terem vivido próximas,
Amo pelas rachaduras que marcaram as pedras
E por onde a mesma água pode banhar ambas superfícies
Escorrendo de uma pedra para outra.
Pela água que tocou outra pedra sente-se a pele amada,
Temperatura, densidade, doçura...
Amo você como uma pedra que bebe sua água e sente você inteiro.
São pelas rusgas que é possível penetrar o âmago da pedra com o líquido quente
Que liga o meu âmago ao seu.
Se eu fosse perfeita, lisa, sem sofrimento, marca ou ferida
Em mim nada penetraria, e nem eu em você.
Rachaduras, como furos secretos,
Como amantes discretos
Como ferimentos abertos
Que só a água do amor pode preencher.
Amo pelas rachaduras que marcaram as pedras
E por onde a mesma água pode banhar ambas superfícies
Escorrendo de uma pedra para outra.
Pela água que tocou outra pedra sente-se a pele amada,
Temperatura, densidade, doçura...
Amo você como uma pedra que bebe sua água e sente você inteiro.
São pelas rusgas que é possível penetrar o âmago da pedra com o líquido quente
Que liga o meu âmago ao seu.
Se eu fosse perfeita, lisa, sem sofrimento, marca ou ferida
Em mim nada penetraria, e nem eu em você.
Rachaduras, como furos secretos,
Como amantes discretos
Como ferimentos abertos
Que só a água do amor pode preencher.
Leito dos meus lábios
Sim, eu respeito você
Respeito porque sua boca é o leito
Dos meus lábios
Porque nela eles dormem como crianças nuas
Porque por ela se enamoram e se sentem suas
As crianças que são meu lábios
Amam adormecer em sua boca
Porque adormecem
E acordam loucas
E depois esquecem do sonho que tiveram
Mas mesmo assim passam o dia roucas
Do amor que sentem
Pela sua boca.
Respeito porque sua boca é o leito
Dos meus lábios
Porque nela eles dormem como crianças nuas
Porque por ela se enamoram e se sentem suas
As crianças que são meu lábios
Amam adormecer em sua boca
Porque adormecem
E acordam loucas
E depois esquecem do sonho que tiveram
Mas mesmo assim passam o dia roucas
Do amor que sentem
Pela sua boca.
Vigorosa
Vigora em mim aquela que escreve
Sobre um papel em branco, sobre uma tela em cor
Vigora a que doa em palavras, dizeres,
Que, ainda que digam sobre o mundo, expressam mais sobre ela mesma
Vigora aquela que se esgota em buscar-se
Que se machuca em pensar no que ainda nem existe
Vigora em mim a vigorosa que não há
E que somente vive porque dela digo enquanto escrevo.
Sobre um papel em branco, sobre uma tela em cor
Vigora a que doa em palavras, dizeres,
Que, ainda que digam sobre o mundo, expressam mais sobre ela mesma
Vigora aquela que se esgota em buscar-se
Que se machuca em pensar no que ainda nem existe
Vigora em mim a vigorosa que não há
E que somente vive porque dela digo enquanto escrevo.
Doação
Eu tenho ânsia de compartilhar minha vida em palavras e pedacinhos que só se fazem vivos quando os digo...
14 de abr. de 2010
Sob o céu da Índia um deserto e muitos sorrisos
Meu namorado, Paulo Campregher, voltou de uma viagem pela Índia. O relato completo está no blog Sob o céu da Índia (inclusive o post final que, para mim, é emocionante), mas aqui tem esse vídeo que ele editou com trechos de gravações que contam um pouco da história que ele viveu:
9 de abr. de 2010
Performances Idênticas
Há algumas semanas os jornais noticiaram o lançamento de um livro da autora Paula Parisot por conta de uma performance em que ela permaneceu na livraria em um cubo de vidro por 8 dias. Tudo bem, só que achei inúmeras semelhanças com a performance apresentada por minha irmã, Adelita Ahmad (atriz e artista plástica) duas vezes anos antes. Uma das vezes na FAAP e outra na Galeria Vermelho, em São Paulo, durante uma Mostra Internacional de Performances:
Semelhanças:
Ambas vestidas de branco, cenário branco, cubo de vidro, sem comunicação, ficaram dias "em exposição", a comunicação acontecia só pelo olhar, cada uma anotou suas impressões durante a performance.
Aqui matéria sobre a pessoa que fez performance idêntica a da minha irmã. Será coincidência?
Semelhanças:
Ambas vestidas de branco, cenário branco, cubo de vidro, sem comunicação, ficaram dias "em exposição", a comunicação acontecia só pelo olhar, cada uma anotou suas impressões durante a performance.
Aqui matéria sobre a pessoa que fez performance idêntica a da minha irmã. Será coincidência?
7 de abr. de 2010
Tenho recebido lindos comentários no blog que ainda não pude responder... Tenho me cobrado escrever mais (mesmo quando me falta tempo) porque sou muito grata aos olhos sempre imaculados que lêem minhas palavras e escutam minha voz, ainda que silenciosa.
Neste momento escrevo da fila do banco e reflito nesta metáfora da vida. A fila (e a vida) passa mais rápido para os mais velhos.
Neste momento escrevo da fila do banco e reflito nesta metáfora da vida. A fila (e a vida) passa mais rápido para os mais velhos.
31 de mar. de 2010
Vapor do amor
Eu não amo publicamente,
Eu amo pelos cantos,
Porque o amor vive para mim solteiro.
Eu não amo gritando
Porque o amor ecoa em mim mudo, calado.
Eu não amo na intensidade completa, inteira.
Amo nas partes pequenas, estreitas,
Que só um amor cuidadoso demais se permite estar.
Eu amo pelas extremidades,
Não amo no equilíbrio preciso, no meio
Preciso estar fora do amor
Para percebê-lo sempre cheio.
É por isso que algumas vezes por ano
Eu simplesmente não amo.
Eu amo pelos cantos,
Porque o amor vive para mim solteiro.
Eu não amo gritando
Porque o amor ecoa em mim mudo, calado.
Eu não amo na intensidade completa, inteira.
Amo nas partes pequenas, estreitas,
Que só um amor cuidadoso demais se permite estar.
Eu amo pelas extremidades,
Não amo no equilíbrio preciso, no meio
Preciso estar fora do amor
Para percebê-lo sempre cheio.
É por isso que algumas vezes por ano
Eu simplesmente não amo.
30 de mar. de 2010
29 de mar. de 2010
Mais que uma lembrança
Por que me repito ao recontar nossa história?
Por que tanta redundância para descrever o que vive na memória?
Simplesmente para dizer que cada cena ainda me toca.
Por que tanta redundância para descrever o que vive na memória?
Simplesmente para dizer que cada cena ainda me toca.
Nosso Encontro
Seu sorriso movimentou meus cílios
Resolveu chamar de frutos o futuro com filhos?
Pensei em ficar de luto ao me perceber sem estilo
Mas foi um pensamento diminuto, um pensamento andarilho...
Assim te conheci.
Resolveu chamar de frutos o futuro com filhos?
Pensei em ficar de luto ao me perceber sem estilo
Mas foi um pensamento diminuto, um pensamento andarilho...
Assim te conheci.
28 de mar. de 2010
27 de mar. de 2010
Saudade é um bichinho
A saudade é um bichinho,
Vem me picar logo cedo, ao acordar.
Abro os olhos e lembro,
Sem sossego, porque ele longe está...
Logo mais ele chega
Vai trazer brilho no olhar
Talvez um pedaço de seda
Ou uma canção de ninar.
Logo mais ele vem
E hoje já sinto chegar
O sorriso do meu bem
Vem p'ra me visitar
Vem me picar logo cedo, ao acordar.
Abro os olhos e lembro,
Sem sossego, porque ele longe está...
Logo mais ele chega
Vai trazer brilho no olhar
Talvez um pedaço de seda
Ou uma canção de ninar.
Logo mais ele vem
E hoje já sinto chegar
O sorriso do meu bem
Vem p'ra me visitar
26 de mar. de 2010
Acontece no que escrevo
Eu não tenho muito a dizer, a não ser que os dias continuam passando, os ponteiros giram no relógio e cada instante é um tempo que se perde, ou se ganha. Depende do que se faz com ele.
Eu escrevo mesmo sem ter o que dizer. Eu não me envergonho de ser quem sou. Deixo as palavras se formarem sem pensar. Não há problema se vão ler e não gostar.
O que eu não gosto é não escrever nada, não gosto quando me calo, porque o silêncio poucos podem ler.
Escrevo porque no meu imaginário crio leitores para minhas palavras. Eles moram em lugares distantes e precisam delas nem que seja só para passar os olhos. Às vezes, em devaneios, penso que posso mudar alguma coisa na vida deles. E que a mudança pode ser para melhor. Encantador pensar que alguém pode sorrir ou ficar mais feliz por passear o olhar em uma frase minha.
É muito sedutora a idéia de que algo do que escrevo pode ser especial para alguém que nem conheço. Mágico!
Às vezes recebo provas. Recados, comentários, e-mails. Existem mesmo essas pessoas. Eu não as vejo, pouco sei sobre elas mas as sinto.
Existe mesmo quem lê, se comove e até reflita quando passa a vista sobre o que penso.
Quem sabe à noite eu viaje por mundos que desconheço para roubar o que mora nessas pessoas. Apenas escrevo o que vive dentro delas, pode estar aí o segredo da identificação que criamos...
Eu escrevo mesmo sem ter o que dizer. Eu não me envergonho de ser quem sou. Deixo as palavras se formarem sem pensar. Não há problema se vão ler e não gostar.
O que eu não gosto é não escrever nada, não gosto quando me calo, porque o silêncio poucos podem ler.
Escrevo porque no meu imaginário crio leitores para minhas palavras. Eles moram em lugares distantes e precisam delas nem que seja só para passar os olhos. Às vezes, em devaneios, penso que posso mudar alguma coisa na vida deles. E que a mudança pode ser para melhor. Encantador pensar que alguém pode sorrir ou ficar mais feliz por passear o olhar em uma frase minha.
É muito sedutora a idéia de que algo do que escrevo pode ser especial para alguém que nem conheço. Mágico!
Às vezes recebo provas. Recados, comentários, e-mails. Existem mesmo essas pessoas. Eu não as vejo, pouco sei sobre elas mas as sinto.
Existe mesmo quem lê, se comove e até reflita quando passa a vista sobre o que penso.
Quem sabe à noite eu viaje por mundos que desconheço para roubar o que mora nessas pessoas. Apenas escrevo o que vive dentro delas, pode estar aí o segredo da identificação que criamos...
25 de mar. de 2010
O que somos
Alguns pensamentos enchem os olhos de brilho, outros sugam a energia...
Há fatos que nos deixam de ombros caídos, como se o fracasso já estivesse chegando e há outros com gosto de vitória...
A vida não tem só altos e baixos, não há só bipolaridade.
Viver é o que acontece entre uma coisa e outra, entre um ponto e outro...
E ainda que tudo influencie tanto quem somos e o que sentimos, a maior influência é exercida por quem somos e sentimos sobre o que vivemos.
Há fatos que nos deixam de ombros caídos, como se o fracasso já estivesse chegando e há outros com gosto de vitória...
A vida não tem só altos e baixos, não há só bipolaridade.
Viver é o que acontece entre uma coisa e outra, entre um ponto e outro...
E ainda que tudo influencie tanto quem somos e o que sentimos, a maior influência é exercida por quem somos e sentimos sobre o que vivemos.
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