Se esta é a sua primeira vez neste blog leia na coluna da direita as instruções!

30 de jun de 2010

Dia dos Pais - Ao pai sempre presente

Este foi o texto que escrevi em meu nome e de minhas irmãs, para ser publicado em homenagem ao meu pai em uma revista da cidade em uma matéria de Dia dos Pais:

Poderíamos enxergar a morte de nosso pai como uma separação dolorosa daquele que amávamos, mas isto seria diminuir o que vivemos. Não faltou nada. Cada instante foi pleno e inteiro. Um homem como ele merecia viver mil anos, entretanto um único dia do seu amor e da sua sabedoria já seria suficiente para preencher nossa vida toda. Fomos preenchidas pelo seu sorriso, pelo afago de sua mão, pelas palavras sempre certas que povoavam nossos silêncios mais tristes, pelo olhar que revelava uma alma muito terna e muito antiga, conhecedora de todas nossas vontades e de todos nossos medos... Fomos surpreendidas com a delicadeza romântica com que homenageava nossa mãe em cada oportunidade que tinha, para nos ensinar que o amor precisa, e deve, ser expressado, para que não seja desperdiçado na passagem das horas. Contou-nos seus segredos para nos ensinar que os homens também têm fraquezas. Mesmo nosso maior herói não era perfeito, isso fazia parte da generosidade dele em nos permitir não nos envergonhar por nossos defeitos, mas reconhecê-los até para poder mudar. Acreditou intimamente na nossa genialidade escondida mesmo quando estava distante de se concretizar e sua confiança velada foi sempre combustível para nos fazer crescer. Valorizou cada conversa, cada almoço de família, para que soubéssemos que aqueles momentos não voltam, portanto é preciso mantê-los vivos no sentimento. Falou-nos dos sonhos mais altos que se posicionam sempre ao alcance das mãos mais corajosas e de maior fé. Rompeu nossas crenças nas pequenezas mundanas que só enfraquecem o espírito humano para que mirássemos nossos olhos e anseios nas estrelas. O seu amor e respeito pela vida era tão grande que superou todas as expectativas da medicina. Hoje o temos como referência. Quando rimos, é ele a nossa alegria, quando sonhamos, é ele o nosso pensamento, quando vencemos, é ele a nossa força, cada vez que existimos na vida é ele o nosso pai. Para sempre presente em tudo que somos.

Aline, Andreza e Adelita Ahmad

26 de jun de 2010

Perdi meus leitores

Este blog recebia quase cem visitas diárias.
Não é nada que se chame muito a atenção.
Fiquei um tempo sem escrever e agora tem alguns dias que não chego a receber nem quarenta visitações... Aliás acho que esta tem sido a média. Metade da média de visitação do passado.
Claro que muitos chegam aqui não por minhas palavras mas buscando assuntos que comentei e que aparecem no google dependendo do que a pessoa estiver buscando.
Eu não sei onde se esconderam meus leitores, esses mais de quarenta que não me visitam mais. Perderam o hábito, podem nem saber mais que continuo escrevendo...
Eu não sei onde estão. Sei que para eles, e também por eles, continuo escrevendo. E sonho com o dia em que nos encontraremos de novo.

25 de jun de 2010

De repente

De repente passei a acreditar que posso,
Meu querer é um poder que tenho.
De repente passei a acreditar
Que fazer possível depende do empenho
De repente...

24 de jun de 2010

Ibrahim

Ontem quis atualizar o blog e não consegui...
Tudo bem, vou falar de hoje.
Eu trabalho em dois prédios separados por uma rua, portanto tenho que atravessa-la para me locomover de um para outro.
Hoje andando rápido, na calçada, encontrei o poeta Ibrahim Khouri, autor de vários livros e um querido.
Ele disse que visitou o blog recentemente e gostou do que encontrou.
Ibrahim está escrevendo um romance que tem o Líbano como pano de fundo e me disse que haverá uma homenagem ao meu pai. Que o nome dele, Nahim, é o nome de um rio, no Líbano, que será citado no livro.

21 de jun de 2010

Saramago II

Esta palavra esperança, com maiúscula ou sem ela, o melhor é riscá-la do nosso vocabulário. Só os exilados e os desterrados que se conformaram com o desterro e o exílio a devem usar, à falta de melhor. Dá-lhes consolo e alívio.
Os não conformados têm outra palavra mais enérgica: VONTADE.


J. Saramago
“Esta palavra esperança”, in Deste Mundo e do Outro,
Editorial Caminho, 7.ª ed., P. 153

Fonte

19 de jun de 2010

Sinais

A todo momento recebemos sinais de que por mais que a vida seja vasta o tempo é sempre curto. As distrações são variadas e é muito comum e fácil ser seduzido pelo irrelevante.

Tenho me preocupado em ser plena, em estar presente, em abrir meus sentidos para receber todos os estímulos disponíveis. O mundo é tão rico, de gente, de naturezas, de sentimentos, de sensações... Que sejamos capazes de "apreender" cada coisa para levarmos conosco, sem que sejamos antes levados.

18 de jun de 2010

Saramago

Saramago se foi sem deixar paradeiro, só palavra...
Quando o soube dele era um recente ganhador do Nobel de Literatura. Minha mãe recortou a foto do jornal e colocou em um porta-retrato porque ele lembrava demais meu avô falecido, pai dela. Por muitos anos vi a foto dele na estante até que alguém colocou uma outra foto no lugar.
Eu não o conheci pessoalmente, nem era leitora assídua de seus livros, mas era encantada pela figura dele, pelas declarações em entrevistas, e assim fui seguindo sua genialidade. Era gostoso saber que vivíamos no mesmo planeta. É muito bom compartilhar o mesmo mundo com pessoas tão brilhantes... O mundo continua. Só que sem ele dentro.

17 de jun de 2010

A existência que esrevo

Escrever me toma um bocado de tempo.
Mesmo assim sei que me lembrarei do que escrevo como o que, de mais valioso, fica da minha existência.
Eu posso até virar pó, mas de palavras vivas continuarei revivendo.

16 de jun de 2010

Idéias são como peixes

Desde que meu pai faleceu tive que assumir responsabilidades que antes não me preocupavam.
Isso foi como uma chuva de problemas que tento resolver com passinhos de formiga, porque vejo muito ao fundo o fim, e mesmo me movendo é como se continuasse distante.

Eu sempre gostei demais de grandes idéias. E hoje em uma reunião conversávamos sobre livros e me contaram uma história sobre observar a vida e descobrir oportunidades. Meu pensamento encontra mais afeto na poesia que no mundo dos negócios, mesmo assim as boas idéias, também nos negócios, soam aos meus olhos e ouvidos como rimas raras.

Jamais imaginei que alguém poderia fazer dinheiro com lixo, pois foi isso que aconteceu com o desiner de embalagens e artista Justin Gignac.



Ele vende por 50 dólares esses cubos de acrílico com lixo de Nova York dentro. Cada cubo é único, numerado e com conteúdo que não se repete. A idéia me pareceu tão fantástica e genial que fiquei com vontade de ter um... Seria para me lembrar que as oportunidades estão no mundo disponíveis e prontas, como peixes - para repetir uma analogia de David Lynch, autor do livro que estou lendo - para serem pescadas.

David Lynch, o cineasta e entusiasta de meditação transcedental, também diz que as idéias são como peixes. Nas águas rasas só se pesca os peixes pequenos. Se quisermos os peixes grandes teremos que buscá-los em águas mais profundas.

Fonte

15 de jun de 2010

Novidades

Quero voltar a escrever com maior frequência no blog.
Hoje respondi a alguns comentários feitos na própria janela de comentários, que chamo carinhosamente de "sinais de leitura". Se você deixou algum comentário recente talvez eu tenha conseguido responder, dê uma procurada.
Quero adotar essa pratica de responder às pessoas que me escrevem e enviam tanto afeto.

Beijos de luz Aline***

Noite

Assim é a noite: fria e solitária,
Quando o amor se esconde nela.
Poderia ser quente e doce,
Mas só é quando o amor se revela.

9 de jun de 2010

Sou

Eu não sou qualquer pessoa.
Também não sou a pessoa.
Tampouco sei me definir em palavras.

Sou um alegre contador da vida
Contando estrelas, nuvens, horas
E tudo que possa ser matematicamente contado.

Sou um tristonho explorador do sentimento
Explorando coração, sangue, espírito
E tudo que possa ser sentido.

Sou um sentido sem sentir-se
Um jovem, sem velhice
Um grito, um mudo...

Sou um nada, um tudo.
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