03/12/2009

Entre a tristeza e a beleza

Meu pai, a pessoa que, ao lado da minha mãe, é a mais fundamental para que eu seja quem sou hoje, está hospitalizado... E eu, claro, estou triste.
Mesmo assim ainda encontro alegria em muitas coisas da vida, que é muito mais bela do que triste.
Meu pai continua sendo mestre e me ensinando a cada dia. Ainda agora acariciou meu rosto.
Acho que a minha ausência está justificada.
Orações sao bem-vindas!

26/11/2009

Reflexões sobre o amor

O mundo não funciona de acordo com a linguagem do amor. O mundo funciona pela linguagem do dinheiro, do consumo, da riqueza material, do sucesso profissional. Até porque quem lidera o mundo são os homens e é pela visão dos homens que estão submetidas a julgamentos todas as pessoas.

O que fica dessa vida são as experiências de amor. ( É o que penso!) São os momentos e vivências que temos em que nos aproximamos deste sentimento sublime. Provavelmente só isso ficará eterno depois que não existirmos mais... Patch Adams viaja o mundo fazendo palestras e em nenhum lugar alguém foi capaz de discordar de que o amor é o que há de mais importante no mundo. Entretanto ninguém está disposto ou aberto a dedicar mais parte do seu tempo ao amor. Mas todos estão sempre dedicando mais tempo ao trabalho e a conquistas financeiras...

Quando uma pessoa não tem uma carreira brilhante ou dinheiro suficiente para poder se equiparar a outras pessoas de seu convívio social ela é considerada fracassada, ou porque não se dedicou o quanto deveria, ou porque é incompetente, burra, pouco persistente, preguiçosa, o que for. Entretanto ninguém considera fracassado aquele que dedica sua vida a qualquer coisa (obviamente menos importante que o amor, sendo que este é o mais importante) e vive sua vida sem amar.

Eu ainda não realizei nada de muito admirável nessa vida. Contudo, tenho certeza que experimentei o amor com inteireza, com magnitude. Ao amor eu me entreguei. Sempre busquei minha realização amorosa em primeiro lugar, sobreposta a qualquer outra coisa. O amor sempre foi o que de mais importante poderia existir para mim. Amar é o que de mais belo pude realizar até hoje.

Sono

Tanto sono.
Hoje fui conhecer um casal de amigos do meu namorado e acabei cochilando no sofa...

23/11/2009

Atualizando

Meus olhos vão fechando quando a noite chega... Por isso abrem mais cedo.

Tenho dois textos para escrever e mais outras coisas para fazer. Junto a isso a vontade de dizer: obrigada pela visita!

Beijos de luz,

Aline***

22/11/2009

Apenas

O horário é apenas um retrato por onde passam as horas.
O tempo é apenas um instante por onde ficam vivos os momentos.
A espera é apenas um momento por onde se cristaliza a demora.
A brisa é apenas um pedaço daquilo que se chama vento.

21/11/2009

Fora de casa

Faz dias que não durmo em casa.
Pulando de galho em galho, de teto em teto.
Hoje descobri um afeto:
Nada preciso
Nada é muito certo.

Saí de casa com poucas mudas de roupa.
O que seria para dois dias
Uso por mais e mais...
Roupas não são mesmo necessárias.
Amor e afeto sim.

Dias

Dias ricos, belos, alegres e tristes.
Assim tenho vivido.
Muito mais alegres que tristes.
Tão ricos quanto belos.
Sorriso sempre.
Beleza e
Amor.

Coincidência

Muito do que acontece é imprevisível.
É tanto que a gente nem vê.
Tanto tempo sem escrever aqui.
Com saudade do contato.
Hoje em uma peça de teatro encontrei, por coincidência, minha melhor amiga.
A gente tinha que se encontrar.
E o destino assim fez.
Ela e eu também lá.
No mesmo lugar...

17/11/2009

Sempre em frente

O amor passou pela minha vida. Depois voltou. Agora ficou.
Agora que o amor estacionou acho que outros aspectos da minha vida também estacionaram.
O amor vai ficar.
O restante logo mais andará, sempre em frente.

12/11/2009

Formatura Infantil - roteiro 2009

Acabei de finalizar o roteiro da festa de formatura da Educação Infantil deste ano. Pode ser que passe por alterações mas a princípio será esse. O roteiro do ano passado é acessado muitas e muitas vezes por dia aqui no blog, através de buscas no google. Sei que deve estar sendo usado por muitas escolas. Esse poderá ser adaptado também. Apenas peço que citem a minha autoria. O tema da festa desse ano são as fases da vida humana.

(Vídeo sobre o nascimento)
Texto:
Tudo nasceu um dia
Uma flor, uma árvore, um amor, uma criança, a vida...
A vida nasce de um amor
Um amor que veio antes
Como um beija-flor que prova o néctar da natureza para fazer nascer pétala,
Como o brotar da flor e da árvore,
Para a vida também há semente
E a semente é o amor!

A vida germina no corpo da mãe por 9 meses
Depois vem a luz que antecede a colheita
Colhidos serão os dias do futuro
Como buquês de perfume que a vida concederá
O amanhã começa agora
Para cada ser há o início
O primeiro dia de uma longa história
A cada um cabe escrever
Depois de nascer
Os capítulos da sua própria vida.

Capítulo 1: Nascimento

(Coreografia do Nascimento)

Menino e Menina entram em cena vestidos de velhos, com bengala, óculos, xale, bigode, chapéu, andando curvados. Vão até o centro do palco.

Menino - (nome da menina), puxa, você se lembra daquele tempo quando começamos a estudar no Colégio Progresso Centro?
Menina - Como me lembro, (nome do menino), parece que foi ontem...
Menino - Também não exagera, (nome da menina)!
Menina - Mas parece mesmo! Lembro da Tia (nome da professora, ou professoras), lembro da Tia Lázara, Tia Adriana, Tia Mara...
Menino - E eu lembro do intervalo correndo, aliás elas cismavam em não deixar a gente correr no intervalo
Menina - E a aula de natação?
Menino - Bons tempos!
(os dois saem conversando em voz baixa)

Aparece no telão: Capítulo 2 - Infância
(coreografia da infância)

Menino e Menina entram em trajes normais de criança, o menino segurando uma bola e a menina uma boneca, podem ser outras crianças ou as mesmas que estavam caracterizadas como idosos.

Menino - Como vai ser quando a gente mudar para o "Progressão"?
Menina - Acho que vai ser bem legal!
Menino - Será que lá pode correr no intervalo?
Menina - Não sei, mas acho que nem vou querer ficar correndo.
Menino - Por que?
Menina - Ah, coisa de criança, a gente já vai ser adolescente!

Capítulo 3 - Adolescência (aparece no telão)
(coreografia adolescência)

Menina - Eu queria crescer logo, poder usar maquilagem à vontade
Menino - E eu queria poder dirigir, trabalhar.
Menina - Sério? Você gosta de trabalhar?
Menino - Deve ser mais legal que escola, lição de casa já é trabalho, não é?
Menina - É verdade, não tinha pensado por esse lado.
Menino - Deve ser bom ser adulto.
Menina - Casar, ter filhos, já pensou?
Menino - Também não tinha pensado por esse lado.
(Os dois riem e vão saindo do palco)

Capítulo 4 - Vida Adulta (aparece no telão)
(Coreografia vida adulta)

(Entram menino e menina caracterizados como velhos)
Menino - Você viu, (nome da menina), quanta coisa a gente viveu?
Menina - É verdade!
Menino - Quer saber? Eu viveria tudo de novo!
Menina - Eu também, não me arrependo de nada... E adoro continuar vivendo.
Menino - Mesmo agora? Porque de vez em quando a gente sente dor, fica doente mais fácil...
Menina - Mesmo agora, claro, amo viver! E gosto de viver ao seu lado depois de tanto tempo.
Menina - Também adoro viver ao seu lado!
(Os dois sorriem um para o outro, dão as mãos e saem do palco olhando nos olhos um do outro, como apaixonados)

Capítulo 5 - Velhice (aparece no telão)
(Coreografia da velhice)

Autora: Aline Ahmad

Zelador

Sim, eu já estou com saudade
E já me sinto à vontade para declarar o que sinto
Sem precisar provar minhas verdades

Sim, já estou com saudades
De um abraço e de um beijinho
Do seu dizer devagarinho
De despertar minhas vontades

Sim, já estou com saudade
Sinto uma falta tão gostosa
Coçando a pele das minhas costas
Em cócegas que o seu afago vai fazer morrer

Sim, é com esse amor que quero viver
Amor de acordar sorrindo
Mil carinhos, mil beijinhos
Ter seu sono como vizinho
E sua boca como zelador.

E assim nós dois juntinhos
Tendo seu abraço como ninho
E, para aquecer-me, o seu amor

Se falta tempo não falta vontade

Puxa, como eu gosto de escrever. Como gosto de me comunicar em palavras! Até quando não tenho nada a dizer...
A falta de tempo tem sido um motivo para a minha escassa participação neste blog. Escassa em comparação com o usual. Costumo escrever diariamente mas há algum tempo isto não tem acontecido, tão pouco há previsão de que venha a acontecer. Entretanto, ainda é um objetivo e prazer compartilhar o que penso e sinto com você, leitor.

09/11/2009

De volta

De novo estou de volta ao Brasil,
À minha cidade,
À minha casa
Trago como novidade
Coisas raras
Dois sorrisos
A mesma cara
Se o mundo pudesse ser só isso
Eu nao precisava reclamar de nada...

02/11/2009

Fora

Eu nunca morei fora de mim, so aqui dentro.
Dentro do meu casulo, onde entram as coisas que eu permito passagem.
Alguns amores ficaram do lado de fora. Outros entraram e nunca mais sairam, ainda que escondidos ou empoeirados em gavetas esquecidas.
Eu nunca morei fora do meu proprio mundo. E' um mundo que levo comigo ate quando saio do pais. Nunca morei fora dele...
Tenho um pais particular que abriga o meu sentimento. E' nele que eu vivo, onde quer que esteja.

Morar Fora

Eu nunca morei fora de mim, so aqui dentro.

01/11/2009

Dancando no Parque









Tiradas no dia em que dancei em um parque de Seattle.

Essas sao para voce, mae! (Minha mae quer ver fotos)

29/10/2009

Por outros caminhos

Nas estrelas em que seus olhos repousaram
Depois de caminhos distantes
Que meus pes nao ousaram caminhar
Estavam elucidados meus recados
De palavras que nao pude pronunciar
`Aquele tempo...

27/10/2009

Passa

`A primeira vista a vida parece longa, mas passa tao rapido...

Outono em Seattle

Estou em Seattle preparando uma surpresa para o blog... So' conto depois!
Finalmente estou sentindo a cidade como ela costume ser durante a maior parte do ano. Muito frio, chuva, ainda assim beleza. O outuno deixa as inumeras arvores preenchidas por cores diversas que variam entre o verde mais claro, o amarelo-ouro, ate' o vermelho-cereja e os tons intermediarios.

25/10/2009

Viver o amor

Vamos viver o amor!
Um amor que todo mundo tenha vontade de viver.
Vamos ser felizes no amor!
De um jeito que todo mundo ja sonhou...
Vamos beijar, abracar, fazer carinho,
Como cada, e todo, ser humano merece!
E se, por um acaso, algu'em sentir-se sozinho
E' por deixar de olhar par esse amor que nos pertence.

Ate' daqui a pouco

Claudia, minha querida, do blog Cacarinas, quero agradecer aqui, publicamente a docura de seus comentarios!
Estou novamente em Seattle e com menos tempo para escrever. Vou compensar assim que possivel.
A todos que me visitam um caloroso abraco e beijos de luz,
Aline***

21/10/2009

Eu

Eu não tenho início
Nem começo
E no meio eu sempre me esqueço
De chegar ao fim

Eu não tenho história
Nem memória
Tudo que sou e faço
É o que dizem de mim

Eu não sou mentira,
Nem verdade,
Eu não faço alarde
Nem chamo atenção

Eu não tenho alma
Nem penso demais
Hoje o que me faz
É o meu coração.

20/10/2009

Versos de Brasa

De versos quentes como brasa
Intensamente tuas palavras vem
E voam mesmo não tendo asas
E trazem a ti também

Na música que jamais ouvi
Na poesia que não pude tocar
Nos beijos que a vida privou de ti
Mas todos, ainda quero te dar

És como o sopro da vida
Preenchendo a cura e a ferida
Com a alegria que sempre renasce

És o desmedir e a medida
O chegar e a despedida
E a esperança, de que nunca passe.

Sonetos de quem compõem versos

Escritos hoje, 20/10/2009, às 8:50
Faço versos como quem canta
E sinto que o universo destes carece
Faço versos porque me encanta
E porque é ainda mais mágico do que parece

Faço versos sobre as tardes
silenciosos e sem alarde
Faço versos sobre a noite, e sobre amanhã
E meus versos soam como avelã

Faço versos na chuva, sob trovoadas
Versos de uva, de limonada
Faço versos e nunca me canso

Ora são belos, ora são feios
Mas não me desencorajo de parti-los ao meio
E porque não recuo que sempre avanço

_________________________

Faço versos como quem canta
E sinto que o universo me escuta
Faço versos como quem brinca
Poesia não é labuta

Faço versos com sentimento
Versos para quem ouve e para quem fala
Ainda mais leves que o vento
Há verso que grita, há verso que cala

Faço rimas como quem joga
Medito rimas
Não pratico yoga

Faço rimas de fino trato
Para escrever bonito
É preciso tato

19/10/2009

Cecília Meireles - Cânticos

Encontrei uma jóia escrita por Cecília Meireles neste blog.

Extraído de “Cânticos”, Cecícila Meireles, Editora Moderna, 3ª edição, 1983.

I

Não queiras ter Pátria.
Não dividas a Terra.
Não dividas o Céu.
Não arranques pedaços ao mar.
Não queiras ter.
Nasce bem alto,
Que as coisas todas serão tuas.
Que alcançarás todos os horizontes.
Que o teu olhar, estando em toda parte
Te ponha em tudo,
Como Deus.


II

Não sejas o de hoje.
Não suspires por ontens . . .
Não queiras ser o de amanhã.
Faze te sem limites no tempo.
Vê a tua vida em todas as origens.
Em todas as existências.
Em todas as mortes.
E sabe que serás assim para sempre.
Não queiras marcar a tua passagem.
Ela prossegue:
É a passagem que se continua.
É a tua eternidade...
É a eternidade.
És tu.


III

Não digas onde acaba o dia.
Onde começa a noite.
Não fales palavras vãs.
As palavras do mundo.
Não digas onde começa a Terra,
Onde termina o céu.
Não digas até onde és tu.
Não digas desde onde é Deus.
Não fales palavras vãs.
Desfaze te da vaidade triste de falar.
Pensa, completamente silencioso.
Até a glória de ficar silencioso,
Sem pensar.


IV

Adormece o teu corpo com a música da vida.
Encanta te.
Esquece te.
Tem por volúpia a dispersão.
Não queiras ser tu.
Quere ser a alma infinita de tudo.
Troca o teu curto sonho humano
Pelo sonho imortal.
O único.
Vence a miséria de ter medo.
Troca te pelo Desconhecido.
Não vês, então, que ele é maior?
Não vês que ele não tem fim?
Não vês que ele és tu mesmo?
Tu que andas esquecido de ti?


V

Esse teu corpo é um fardo.
É uma grande montanha abafando te.
Não te deixando sentir o vento livre
Do Infinito.
Quebra o teu corpo em cavernas
Para dentro de ti rugir
A força livre do ar.
Destrói mais essa prisão de pedra.
Faze te recepo.
Âmbito.
Espaço.
Amplia te.
Sê o grande sopro
Que circula...


VI

Tu tens um medo:
Acabar.
Não vês que acabas todo o dia.
Que morres no amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que te renovas todo o dia.
No amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que és sempre outro.
Que és sempre o mesmo.
Que morrerás por idades imensas.
Até não teres medo de morrer.

E então serás eterno.


VII

Não ames como os homens amam.
Não ames com amor.
Ama sem amor.
Ama sem querer.
Ama sem sentir.
Ama como se fosses outro.
Como se fosses amar.
Sem esperar.
Por não esperar.
Tão separado do que ama, em ti,
Que não te inquiete
Se o amor leva à felicidade,
Se leva à morte,
Se leva a algum destino.
Se te leva.
E se vai, ele mesmo...


VIII

Não digas. "o mundo é belo”.
Quando foi que viste o mundo?
Não digas: "o amor é triste”.
Que é que tu conheces do amor?
Não digas: "a vida é rápida".
Como foi que mediste a vida?
Não digas: "eu sofro".
Que é que dentro de ti és tu?
Que foi que te ensinaram
Que era sofrer?


IX

Os teus ouvidos estão enganados.
E os teus olhos.
E as tuas mãos.
E a tua boca anda mentindo
Enganada pelos teus sentidos.
Faze silêncio no teu corpo.
E escuta te.
Há uma verdade silenciosa dentro de ti.
A verdade sem palavras.
Que procuras inutilmente,
Há tanto tempo,
Pelo teu corpo, que enlouqueceu.



X

Este é o caminho de todos que virão.
Para te louvarem.
Para não te verem.
Para te cobrirem de maldição.
Os teus braços são muito curtos.
E é larguíssimo este caminho.
Com eles não poderás impedir
Que passem, os que terão de passar,
Nem que fiques de pé,
Na mais alta montanha,
Com os teus braços em cruz.


XI

Vê formaram se sobre todas as águas
Todas as nuvens.
Os ventos virão de todos os nortes.
Os dilúvios cairão sobre os mundos.
Tu não morrerás.
Não há nuvens que te escureçam.
Não há ventos que te desfaçam.
Não há águas que te afoguem.
Tu és a própria nuvem.
O próprio vento.
A própria chuva sem fim...


XII

Não fales as palavras dos homens.
Palavras com vida humana.
Que nascem, que crescem, que morrem.
Faze a tua palavra perfeita.
Dize somente coisas eternas.
Vive em todos os tempos
Pela tua voz.
Sê o que o ouvido nunca esquece.
Repete te para sempre.
Em todos os corações.
Em todos os mundos.


XIII

Renova te.
Renasce em ti mesmo.
Multiplica os teus olhos, para verem mais.
Multiplica os teus braços para semeares tudo.
Destrói os olhos que tiverem visto.
Cria outros, para as visões novas.
Destrói os braços que tiverem semeado,
Para se esquecerem de colher.
Sê sempre o mesmo.
Sempre outro.
Mas sempre alto.
Sempre longe.
E dentro de tudo.


XIV

Eles te virão oferecer o ouro da Terra.
E tu dirás que não.
A beleza.
E tu dirás que não.
O amor.
E tu dirás que não, para sempre.
Eles te oferecerão o ouro d'além da Terra.
E tu dirás sempre o mesmo.
Porque tens o segredo de tudo.
E sabes que o único bem é o teu.


XV

Não queiras ser.
Não ambiciones.
Não marques limites ao teu caminho.
A Eternidade é muito longa.
E dentro dela tu te moves, eterno.
Sê o que vem e o que vai.
Sem forma.
Sem termo.
Como uma grande luz difusa.
Filha de nenhum sol.


XVI

Tu ouvirás esta linguagem,
Simples,
Serena,
Difícil.
Terás um encanto triste.
Como os que vão morrer,
Sabendo o dia...
Mas intimamente
Quererás esta morte,
Sentindo a maior que a vida.


XVII

Perguntarão pela tua alma.
A alma que é ternura,
Bondade,
Tristeza,
Amor.
Mas tu mostrarás a curva do teu vôo
Livre, por entre os mundos...
E eles compreenderão que a alma pesa.
Que é um segundo corpo,
E mais amargo,
Porque não se pode mostrar,
Porque ninguém pode ver...



XVIII

Quando os homens na terra sofrerem
Sofrimento do corpo,
Sofrimento da alma,
Tu não sofrerás.
Quando os olhos chorarem
E as mãos se quebrarem de angústia
E a voz se acabar no rogo e na ameaça,
Quando os homens viverem,
Quando os homens morrerem na vida,
Quando os homens nascerem na morte,
Na vida e na morte nunca mais
Nunca mais tu não morrerás.


XIX

Não tem mais lar o que mora em tudo.
Não há mais dádivas
Para o que não tem mãos.
Não há mundos nem caminhos
Para o que é maior que os caminhos
E os mundos.
Não há mais nada além de ti.
Porque te dispersaste...
Circulas em todas as vidas
Pairas sobre todas as coisas
E todos te sentem
Sentem te como a si mesmos
E não sabem falar de ti.


XX

Não digas que és dono.
Sempre que disseres
Roubas te a ti mesmo.
Tu, que és senhor de tudo...
Deixa os escravos rugirem,
Querendo.
Inutiliza o gesto possuidor das mãos.
Sê a árvore que floresce
Que frutifica
E se dispersa no chão.
Deixa os famintos despojarem te.
Nos teus ramos serenos
Há florações eternas
E todas as bocas se fartarão.


XXI

O teu começo vem de muito longe.
O teu fim termina no teu começo.
Contempla te em redor.
Compara.
Tudo é o mesmo.
Tudo é sem mudança.
Só as cores e as linhas mudaram.
Que importa as cores, para o Senhor da luz?
Dentro das cores a luz é a mesma.
- Que importa as linhas, para o Senhor do Ritmo?
- Dentro das linhas o ritmo é igual.
Os outros vêem com os olhos ensombrados.
Que o mundo perturbou,
Com as novas formas.
Com as novas tintas.
Tu verás com os seus olhos.
Em Sabedoria.
E verás muito além.


XXII

Não busques para lá.
O que é, és tu.
Está em ti.
Em tudo.
A gota esteve na nuvem.
Na seiva.
No sangue.
Na terra.
E no rio que se abriu no mar.
E no mar que se coalhou em mundo.
Tu tiveste um destino assim.
Faze te à imagem do mar.
Dá te à sede das praias
Dá te à boca azul do céu
Mas foge de novo à terra.
Mas não toques nas estrelas.
Volve de novo a ti.
Retoma te.


XXIII

Não faças de ti
Um sonho a realizar.
Vai.
Sem caminho marcado.
Tu és o de todos os caminhos.
Sê apenas uma presença.
Invisível presença silenciosa.
Todas as coisas esperam a luz,
Sem dizerem que a esperam.
Sem saberem que existe.
Todas as coisas esperarão por ti,
Sem te falarem.
Sem lhes falares.


XXIV

Não digas. Este que me deu corpo é meu Pai.
Esta que me deu corpo é minha Mãe.
Muito mais teu Pai e tua Mãe são os que te fizeram
Em espírito.
E esses foram sem número.
Sem nome.
De todos os tempos.
Deixaram o rastro pelos caminhos de hoje.
Todos os que já viveram.
E andam fazendo te dia a dia
Os de hoje, os de amanhã.
E os homens, e as coisas todas silenciosas.
A tua extensão prolonga se em todos os sentidos.
O teu mundo não tem pólos.
E tu és o próprio mundo.


XXV

Sê o que renuncia
Altamente:
Sem tristeza da tua renúncia!
Sem orgulho da tua renúncia!
Abre a tua alma nas tuas mãos
E abre as tuas mãos sobre o infinito.
E não deixes ficar de ti
Nem esse último gesto!


XXVI

O que tu viste amargo,
Doloroso,
Difícil,
O que tu viste breve,
O que tu viste inútil
Foi o que viram os teus olhos humanos,
Esquecidos...
Enganados...
No momento da tua renúncia
Estende sobre a vida
Os teus olhos
E tu verás o que vias:
Mas tu verás melhor...

18/10/2009

Café Filosófico

Adoro o programa Café Filosófico, da TV Cultura. O de ontem foi especial, com a poetisa e filosófa Viviane Mosé e a bailarina Dani Lima. Destaquei aqui alguns trechos:

"A exclusão social não é mais a roupa é a ruga". (Viviane Mosé)

"Todos querem seguir, ninguém tem mais coragem de dizer qual o rumo e a direção". (Viviane Mosé, sobre liderança)

"O que sai da escola nao é uma pessoa, são restos colados (...)O curriculo escolar se chama grade[!], as matérias se chamam disciplinas[!]." (Viviane Mosé)

"Viver no mundo contemporâneo é ter atitude". (Viviane Mosé)

"Uma vida não basta apenas ser vivida, precisa ser sonhada". (Mario Quintana)

"A vida é uma invenção nossa junto com a invenção dos outros". (Viviane Mosé)

"Nós não habitamos o nosso corpo nós somos o nosso corpo". (Dani Lima)

"Valorização do corpo não é o exercício, valorizar o corpo é a porção da vida que eu trago em mim". (Viviane Mosé)

"Somos um pensamento obeso em um corpo raquítico".(Viviane Mosé)

"Tudo é corpo e nada mais, a alma é qualquer coisa do corpo". (Nietzsche)

"Espaço é o que a nossa experiência faz dele". (Dani Lima)

"Sou do tamanho do que vejo". (Fernando Pessoa)

"O corpo não é um suporte para outras coisas , é tudo". (Dani Lima)

"O cérebro é um mero processador, como o Pentium, que processa e encaminha as informações captadas".(Viviane Mosé)

Através dos comentários recebi a dica deste adorável blog sobre o Café Filosófico.

17/10/2009

Sobre um tesouro

Pensei ter encontrado um tesouro
Achei que a vida tivesse me dado de presente
Enxerguei brilho, esmeralda, diamante e ouro
Por onde olhava, bem na minha frente

Por algum tempo fiquei enfeitiçada
E de tão feliz o tesouro era tudo que via
Mas o tempo passou, e quando acordada
Percebi que o tesouro não mais existia

Procurei-o dormindo, sonhando e sorrindo
Procurei-o como se soubesse que iria encontrá-lo
Mas de mim percebi o tesouro fugindo
Para um outro tempo em que pudesse ganhá-lo

E de longe ele brilhou
Mais que de perto
Só então me mostrou
Que não era assim tão certo...

Era um tesouro falso e sem valor
Assim é o amor
Se mostra primeiro como paixão
Cega o coração
Depois se vê como realmente é
Cabe a cada um escolher
O amor que se quer

Cabe a cada um escolher, perceber e notar
O que se quer para sempre, o que não se quer jamais
E, quem sabe, a uma conclusão chegar
Que mesmo pouco valioso o tesouro pode brilhar mais...
...Ainda mais

Decomposição

Preciso me decompor
Preciso me examinar por dentro
Preciso buscar a origem
Deste breve sentimento

Preciso porque incomoda
Preciso porque me molda
Preciso porque me machuca
Preciso para encontrar cura

O que brota por dentro não tem antídoto
Não tem remédio
O que brota e é ruim
Pode ser tristeza, pode ser tédio

Investigo o que sinto
Para curar-me do que me faço
A omissão que não minto
Impede o primeiro passo.

Ainda me incomoda,
Mesmo escrevendo...
Às vezes se resolve por si só,
Às vezes não.

Escrava do que não encontro

Sou escrava de rimas
Que procuro para enfeitar o que escrevo
Sou escrava de palavras que busco para colocar no que descrevo
Minhas idéias ficam fracas
Se tiverem que respeitar tamanho e linhas
Procuro o que não encontro
E fica pobre o que sinto...

Escrevo. II

Escrevo sem inspiração
Escrevo sem rumo
Sem história
Escrevo sem explicação
Sem explicar-me
Sem memória
Escrevo sem medida
Só dizer-me
Só contar-me
Sem exatidão
Sem regra
Escrevo porque meu corpo pede
Escrevo porque minh'alma obedece
Escrevo porque meus dedos coçam
Porque meus pensamentos roçam
Escrevo porque escrever quase me basta
Quando viver me afasta
Do que escrever me mostra
Escrevo como quem escreve o próprio nome
Escrevo como quem de escrever tem fome
Escrevo como quem não tem o que fazer
Escrevo como quem desiste de viver
Escrevo porque escrever me consome
Escrevo porque a dor de mim some
Escrevo.

Escrevo.

Se o dia está triste... Escrevo.
Se o dia está feliz... Vivo.
Se não tenho nada a dizer... Escrevo.
Se tenho algo a dizer... Esqueço.
Não posso ser diferente do que sou.
Mas e se penso que sou o que não sou?
Posso ser diferente do que penso que sou.
O que penso que sou... Escrevo.

Sobre o aviso do amor

Um dia ouvi um aviso aqui dentro
Era tão claro, e ao mesmo tempo tão baixo
Que para ouvi-lo com atenção
O aviso falou-me direto ao coração

Veio, devagar quase sem destino
Se olhasse para o aviso diria que era um menino
Trazia um recado do futuro
Do qual tinha certeza
Mas mesmo assim estava inseguro
Embora suas palavras fossem de total beleza

Dizia o aviso que o amor estava presente
Interpretei que dissesse sobre aquele momento corrente
Agora com as lições do tempo
Percebo que fui precipitada
O amanhã ainda estava se formando
Corria o risco de tornar-se nada.

Eu devia guarda-lo como jóia rara
Sem ater-me a sua mensagem clara
De dúbias interpretações e duplos sentidos
Acabou por confundir-me o coração e os ouvidos

O canto do amor não é para nele pensar
O canto do amor é um aviso para amar
Traz promessas de encanto e candura
Traz profecias de pontual lisura
Mas é preciso que não se tenha medo
E eu não tive, porém ainda era cedo
Para o amor que só hoje vive.

Se pudesse um muro esconder o amor

Viu, amor, eu não te disse?
Fechou-te em muros para que ninguém visse
Era a ti mesmo que escondia
E mesmo assim meu olho te via

Se pudesse um muro esconder o amor
Não existiria tijolos, nem concreto
Se pudesse um muro esconder o amor
O amor era de tijolos e não de afeto.

Do amor ninguém foge, mesmo que queira
Do amor ninguém foge, mesmo que tente
Se o amor só nasce na lua cheia
É porque cresce como lua crescente

Quando estou só

Quando estou só
Na minha carne não sinto textura
Quando estou só
Sinto na pele minha própria clausura
Que me repele de num breve amanhã
Sobre o teu corpo estar nua...

Continuo só...

Diwali - Festa Religiosa Hindu

Feliz Diwali!
Hoje é um dia muito especial para os hindus. É o dia de uma festa sagrada chamada Diwali, conhecida também como festival das luzes. Eles estréiam roupas novas e comemoraram com fogos de artifício e rojões a vitória do bem sobre o mal.
Para saber mais clique aqui.
Diwali é comemorado no primeiro dia do mês lunar Kartika.
Mais detalhes aqui, em inglês.

Para cumprir minha obra prometida

Veja só amor,
Já é seu dia!

Percebo que vou ter que recorrer
A antigas poesias
Para cumprir minha obra prometida
Porque temo perder-me em palavras vazias
Ainda que estejam preenchidas
Da inspiração que há pouco lhe dizia

Sempre são pequenas e singelas
Ainda que as escreva em demasia
E se olhar para mim e para elas
Verá que são água da mesma maresia...
(00:30 - 13/10/2009)

Lampejo de esperança

Sinto sua falta e ela é doce e gelada
E quente e súbita

Sinto uma pedra repousando em meu coração
E espero o tempo certo para que crie asas
E voe ao seu encontro.

Sinto um lampejo de esperança
Que revê o futuro sem as lágrimas do ontem

Você encanta meu riso
E faz cantar meu sentimento
E este canto soa como guizos
Que preenchem de alegria este momento

Ainda espero como esperei tanto
E tanto tempo
Ainda estou aqui contida em minha própria espera
Desprovida do espanto
E do contentamento...

Hei de buscar cada memória ensolarada
E construir com tijolos, cimento e amor
Uma nova morada para o que sinto

Porque o que sinto não cabe mais em mim.

9:23 AM - 3/5/2009

Carinho que une amor distante

Quando te faço gestos de carinho
Meus olhos sucumbem em pequenas gotas de emoção
Só de ouvir tua voz agora senti os olhos úmidos
E um compasso diferente no coração...
Só de imaginar-te receber meu doce presente
Para retribuir a doçura que minh'alma sente
Tudo em mim se fez sorrir
E ao seu encontro, amor,
Num breve instante eu pude ir...
(13/10/2009 - 15:07)

Com os beijos que enviei...

Nosso amor que é sempre lindo
Há de chegar a ti sorrindo
Com os doces beijos que enviei

E no beijos, amor, que ainda não dei
Guardo o que está me consumindo
E que por mim, a ti, sempre darei

Se o que estava fechado está abrindo...
Imagina o que está vindo!
O que jamais fui, ao seu lado serei!

(inspirado em Florbela Espanca, "Os versos que te fiz", 16:27 - 13/10/2009)

Na primavera floresce o amor...

Quero florir agora o teu recanto
Com flores da primavera
Que o teu amor trouxera

"E de repente do pranto fez-se o riso"
És tudo, tudo que preciso
E ainda mais do que eu quisera!

Amo-te tanto que meu coração dispara
Que a fresta obscura fez-se clara
Quando 'inda não sabia quem era...

Eras tu mesmo atrás da porta?
Antes de abri-la minh'esperança morta
Nem visualizava os sonhos que tivera

Como num sonho, tua imagem me apareceu
Trazia na face o teu sorriso
Lá estava 'inda conciso
Tudo que desejava era que fosse meu

Surgis-te a mim como um aviso
E pela surpresa do imprevisto
Nem teu próprio olho o leu

Anos depois como improviso
Sucedeu-se o só previsto
Por esta única pessoa: eu

O atraso sei porque era
Naquele dia por mais que quisera
Ainda não era... Primavera!
(13/10/2009 - 18:18)
Na primavera o amor floresce!

Sempre esteve aqui e eu não vi...

Na luz do ontem
Na promessa do amanhã
Na vida do presente
Sempre te encontro

Você sempre esteve aqui, amor, e eu não te vi?
Você sempre esteve aqui, amor, e eu não te vi...

Enquanto ele não vem...

Ele teria que sorrir baixinho
Chegar de mansinho
Sem que pudesse perceber

Teria luz no olhar,
Silêncio ao falar
Voz ao calar
E o que eu não podia ver...

Algo mágico escondido,
Um mistério velado.

Algo como um livro não lido
Ou um sonho inacabado.

Tocaria minha mão
Onde o tempo pára e permanece
De seu sentimento, uma canção
De seu amor, o que me aquece.

Guardado tudo que dissesse,
Como se gravado estivesse
Cada palavra, cada vírgula.

Desde o céu em que amanhece
Até a última estrela que anoitece
Seria sua.

Sem deixar que soubesse,
Que minh’ alma já era nua
Diante da presença que entorpece.

Meu dizer sem querer tocar você,
Tocou meu próprio coração
Seu dizer sem querer tocar o meu
Não lhe tocou então.

Doeu por dentro da minha tristeza
A sua recusa ao que nem havia pedido
Mas nela também mora a beleza
Grávida do mundo, e do que estivera escondido...

Será você, seremos nós? Quem habita meu ninho?
Ainda espero que chegue de mansinho... (8/06/2004)

Versos para o amor que ainda não há

Um poema para você?
Dez mil versos pelo seu amor,
Dez mil mundos entre nós?
Dez mil viagens que faria...

E você, seja onde estivesse,
Onde estaria,
em meu coração não teria saído jamais.

Em meu pensamento moraria seu nome
E em minha alma seu lugar...
Na minha música
Seu canto
E no meu cantar nossa história,
(Mesmo que ainda não tenha sequer acontecido.)(7/6/2004)

Para o amor vindouro

Mesmo quando vou dormir parece que você me acompanha,
e quando acordo também você está.
E na sua ausência eu encontro um pedaço do que sonho,
um projeto incerto de futuro, no qual obviamente você está.
Mesmo que não esteja comigo agora... (31/05/2004)

16/10/2009

Como as cores do crepúsculo

Penso em ti o dia todo
Com mágica doçura teu rosto aterrissa em meu pensamento
Com teu sorriso que brilha
E que motiva tudo que sinto

Amei-te antes do teu sorriso
Mas foi depois dele
Que você morou comigo

Sonhei-te sem saber-te
Como quem aguarda as cores da aurora
Sem notar o crepúsculo chegar
E tingir o céu com as mesmas cores

Busquei-te insaciavelmente
Como a noite busca a luz
Por horas, antes do amanhecer

E muitas noites preencheram o vazio da tua ausência
Quando as estrelas eram lágrimas que suplicavam nossso encontro.

Muitas luas encheram e minguaram no infinito do horizonte,
Vênus deu 4 voltas ao redor do Sol
E foi o suficiente para que meu sentimento ficasse esquecido
Era como se dormisse solitário e calmo...
Só que na velocidade de um sussurro
Que rompe o silêncio
Você me reapareceu
E a mesma força abrupta e rara
Com que teu sorriso havia golpeado
(e depois) abraçado a minha alma
Atropelou as minhas horas
Edificou uma nova história
Em que a sua e a minha se misturam
Entrelaçadas pela vontade
Renovadas pela saudade

Embora ainda respirem o ideal
Anseiam por expirar o real
Quando ideal e real forem uma coisa só,
Uma vida só, um corpo só... Eu e você! (5/5/2009)

15/10/2009

Feliz Dia dos Professores

Hoje é Dia dos Professores.
Meus pais foram professores, eu já fui professora, trabalho entre professores, então por menos que este dia específico signifique para mim a figura desta profissão me inspira muito. Não valorizo tanto estas datas a não ser pelo fato de provocarem uma ocasião para expressarmos o que não expressamos sempre... Aqueles que realmente amamos são amados todos os dias e não uma vez ao ano, mas se pudermos agregar ainda mais amor naquele dia, para mim, é válido.

Hoje, no colégio, comemoramos com um café da manhã especial para todos os professores, eles ganharam um presentinho e meu pai ofereceu algumas palavras: "Hoje não importa Piaget, Dewey ou qualquer outro pensador da educação, hoje quem faz a educação são VOCÊS, nas salas de aula, com os alunos... É a vocês que homenageio hoje!"

Jeito de amar

Cada um tem um jeito de amar.
O meu começa com o coração.
A alma, a mente e o corpo vem depois...

14/10/2009

Make a wish - Faça um pedido!

Sou encantada por este projeto!

A minha fama de leitora voraz

Não me julgue por um raso olhar.
Faz pouco tempo descobri que não gosto tanto assim de ler. O que me encanta é o saber. A leitura para mim é difícil. Demoro. Tenho dificuldade de me concentrar, de terminar, leio muito devagar e poucos livros conseguem prender a minha atenção. Foi só refletindo sobre isso que descobri.
Mas sempre amei os livros, livros sempre me inspiraram desejo. Tenho interesse, quero olhar, quero ler (nem sempre consigo!). Minha fantasia é, diante de uma prateleria de livraria - de poesia ou filosofia, de preferência - absorver tudo que está escrito com o toque dos dedos acariciando as brochuras. Seria maravilhoso! Por gostar tanto assim e de tantos assuntos já fui muito consumidora de livros. Não resistia, comprava vários e acumulava um em cima do outro, na fila para serem lidos. Até que me toquei que não dava conta. Desenvolvi outra técnica aproveitando os benefícios da tecnologia telefônica dos celulares com câmera. Agora fotografo os títulos que gosto e resisto firmemente o impulso da aquisição de mais uma obra. Antes eu achava que tinha que comprar, que depois jamais lembraria o autor, o título, e que ia perder uma jóia rara, informações valiosas para minha alma ou para o meu prazer. Continuo achando, mas ao invés de acumular os títulos em casa eu os deixo na livraria esperando um momento oportuno...
Mesmo assim tenho fama de leitora voraz. Confesso que contribuí com a fama, não foi maldade, é que meus amigos sempre me veem com livros em punho andando para cima e para baixo(às vezes mais de um, "quem sabe paro em uma sala de espera e, vai que precise diversificar"), se não os leio me fazem companhia, oras.
Adoro receber livros de presente, prefiro os de poesias, ou crônicas, infelizmente não aguento ler páginas e páginas sobre o mesmo assunto. É uma pena, eu sei. Tenho me esforçado. Quanta emoção deixarei de passar sem enfrentar as centenas de folhas de Garcia Marquez, Machado de Assis, Guimarães Rosa. Entretanto há algo que invejo mais do que a quem consegue ler tantas páginas: quem as escreveu. Ô, inveja! Gosto mesmo é de escrever.

Escrever me faz feliz

Ontem parece que escrevi tão pouco aqui no blog. Na verdade passei o dia todo escrevendo. Isso me fez tão bem. Passei a refletir que poderia ganhar a vida assim e seria muito feliz...

Hoje recebi um e-mail me notificando sobre um comentário no blog. Era de uma pessoa de Rondônia, responsável por uma escola que vai usar um texto meu na Formatura da Educação Infantil. Fiquei muito feliz e envaidecida. Minhas palavras vão viajar para uma terra em que ainda não estive. Um pedaço meu vai também!