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5 de ago de 2010

O circo da felicidade

Para completar o texto que acabei de escrever sobre felicidade, e que está logo abaixo, quero acrescentar algo que ouvi uma vez em uma palestra do Contardo Calligaris. Não me lembro extamente se era um paciente dele ou se alguém que ele conhecia, mas era uma pessoa que tomava remédio contra depressão e que, um dia, por deicsão própria quis viver a vida da forma que a vida fosse. Até porque não é só a felicidade que faz parte da vida. A vida é tão rica e nos cabe vive-la toda. Existe uma idealização da felicidade, que além de ser quase inalcançável na sua forma plena, pode não ser racionalmente indesejável. A felicidade plena pode ser chata.

Em um momento em que a mídia e a sociedade valorizam a felicidade, ser infeliz parece ser o mesmo que não pertencer a um grupo. À infelicidade se reserva, socialmente, a mazela da solidão. Até porque hoje em dia ninguém quer ser companhia de gente infeliz. Por isso as amizades acabam sendo superficiais, relacionamentos de mentira. É preciso ser simpático, agradável e não ter sentimentos para ter amigos.

Neste cenário terrível, a internet, tão vista como o paraíso das inverdades, é o paraíso das transparências, onde mais do que ocultar desadequações físicas, as pessoas podem desabafar o que anda tão reprimido, aquilo que realmente são.

2 comentários:

Jéssica Villela disse...

Aline, bem interessante seu texto, pura verdade.
Parabéns pelos pensamentos, o mundo necessita de mais.
Beijos =*

Aline Ahmad disse...

Olá, Jéssica!

Muito obrigada por seu comentário. É muito gostoso receber o carinho de palavras como as suas.

Beijos de luz,

Aline***

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