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5 de nov de 2011

Amo você

Amo você como uma criança que brinca com uma folha seca que acabou de cair da árvore.

Amo você como as folhas das árvores amam a luz do sol que lhes dá a vida.

Amo você como a luz do sol ama a lua que a recebe.

Amo você como a lua ama as estrelas que lhes fazem companhia.

Amo você como as estrelas amam os viajantes que as admiram.

Amo você como os viajantes amam o mundo que os acolhe.

Amo você como o mundo ama os seres humanos que nele vivem.

Amo você como os humanos amam as crianças que deles nascem.

Só que de um jeito ainda maior.

(Aline Ahmad)

Um comentário:

Fanzine Episódio Cultural disse...

Donzelas do Apocalipse

Sem pai, sem mãe,
Sem leite materno...

Seu estômago vazio
Pediu por comida:
Com uma arma carregada
Roubou uma vida.

Escondia-se na escuridão,
Disfarçava-se na luz.
Foi a uma igreja...
Rezar, pedir perdão?
Não! Para roubar um pedaço de pão.

O mundo o condenou.
Amor e carinho
Jamais encontrou.

A sociedade o execrou,
A margem da vida o adotou.
Foi condenado a percorrer
Um longo e tortuoso caminho:
O seu exílio.

Mas, não estava só!
De ambos os lados,
Lindas e afrodisíacas donzelas
O seguiam:

A angústia e a fome
A solidão e a morte.

Do livro (O ANJO E A TEMPESTADE) de Agamenon Troyan.

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