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16 de dez de 2009

Quando disseram que ele morreu

Eu preciso lembrar
Por medo de esquecer
Ele esteve aqui há tão pouco tempo
Faz tão pouco que seus olhos se abriam e fechavam
E que havia dor e também vida
Faz tão pouco e mesmo assim temo esquecer
Mesmo sabendo que lembrarei para sempre
Das mãos quentes, presentes,
Voz de palavras certas
Para preencher silêncios
Onde se dissipava a esperança
O olhar sábio para mim
Mesmo quando eu ainda era criança
E o ouvido
Por onde minhas palavras soavam como profecias
E ele as ouvia
Mesmo quando eu tinha apenas seis...
Parece ainda que posso vê-lo outra vez
Parece ainda que está aqui
Ao alcance do abraço
Fazendo no peito esse laço
Minha alma está atada
Minha mente está ligada
E ele vivo comigo
Meu pai
Mas também meu melhor amigo.
Como pode ter ido
Se ficou aqui dentro vivo?

6 comentários:

Cacarina disse...

Fez cair uma lágrima!
Tenho pensado em vocês!
Não sei como pode, a morte
gerar vida também aqui...
Um abraço terno!
Claudia

Salvador d'Almeida disse...

bonitas palavras, viverá sempre e enquanto tiveres lugar no coração

railer disse...

ei aline,
somente hoje entrei aqui e li a triste notícia. sinto muito. desejo a você e toda família muita força neste momento e que vocês mantenham vivas todas as lembranças boas dele.
beijo grande.
railer

Anônimo disse...

Não esperava nada além desse texto/poema maravilhosamente bem escrito.
Beijinhos, lúcia elena

Helen disse...

Lindo, lindo, lindo, assim como vc e ele!! Helen Carvalho.

Carol disse...

Lindas palavras, Aline. Seu pai SEMPRE estará presente!

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