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9 de fev de 2010

Para se relacionar melhor:

Homens e mulheres são tão diferentes...
O homem gosta de apontar, de julgar, de dizer, qualquer verdade dura. Foi sempre assim que fizeram com ele. A mulher gosta de poupar, de amenizar, de omitir, qualquer verdade dura. Foi sempre assim que fizeram com ela.
Mas então chega um homem e diz a esta mulher uma verdade dura e isso soa como desamor. Porque ela omite dele as verdades duras, como uma forma de amor.
Se acaso ele souber que ela omite verdades duras sobre a personalidade dele, ele pode considerar desamor. Para o homem os defeitos devem ser apontados, ditos, mesmo em tom de brincadeira. Não são agressão, são oportunidade de mudança, de evolução.
Para a mulher qualquer coisa que não seja afeto e ternura pode soar como agressão. Pode sentir-se injustiçada por preservar tanto o outro e sentir-se tão pouco preservada e poupada de críticas que não levam a nada.

Ambas atitudes acabam não sendo eficazes. Quero dizer que a omissão ou exposição de uma falha não causa, necessariamente, aprendizado e crescimento. O esperado de um companheiro é uma mão, um horizonte, algo que indique ou leve a um caminho a seguir. Algumas pessoas chegam a isso através da crítica. A força propulsora que as move é a da revolta. Outras alcançam objetivos porque são elogiadas, acreditadas - creio ser a maioria. Olhar para um espelho cujo reflexo é uma imagem indesejada paraliza, além de ferir.

O que leva a um outro lugar, mais adiante, é o estímulo, a motivação e a esperança de que nas nossas fraquezas ou falhas, quando desistirmos de acreditar que somos capazes, alguém, ainda assim, acreditará em nós.
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Às vezes eu não acredito em mim. Pode ser raramente mas, como qualquer ser humano, eu me sinto incapaz, fraca, incompetente em diversas situações. Isso acontece, por exemplo, enquanto passo por problemas, ou quando penetra sobre mim o olhar de descrédito de alguém que eu amo.

Há pouco tempo decidi que minhas inseguranças seriam minha maior força. É por confessá-las - como faço agora - por sabê-las, por assumi-las, que elas diminuem. Pela coragem de dize-las, de expor essas verdades é que cresço.

Cada um vive do seu jeito e quanto mais reconhecermos que não devemos esperar do outro o que ele não pode nos dar, justamente por não ser perfeito, tal qual não somos também, e quanto mais se olhar para a própria vida com o amor que só nós mesmos podemos depositar nela, mais as dificuldades vão sumir para fazerem reverberar as soluções.

Um comentário:

Bruno Maiello disse...

Amei seu texto, seu ponto de vista e a perspectiva de ter no outro, uma parte de si mesmo. Um pedaço que deve ser suficientemente livre e revisto a cada momento.
Grande beijo!

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