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5 de mar de 2009

Por que gostamos tanto de Ronaldo?

Hoje pela manhã, no caminho de consulta médica com meu pai, fiz um comentário enquanto relembrava a noite de ontem (a volta de Ronaldo "Fenômeno" aos gramados:

"Nossa pai, o Ronaldo é muuuuito carismático! Depois de tudo que aconteceu o povo ainda torce por ele."

Obviamente eu estava me incluindo na palavra "povo". Nem sou lá muito fã de futebol e justamente por isso me intriga a atração que sinto por assistir uma partida dele. Não ligo para times, não ligo para resultados, mas ontem estive atenta, queria ver Ronaldo jogar. E pela minha deficiência em compreender "Por que gostamos tanto de Ronaldo?" que me identifiquei tanto com a resposta do jornalista Mauricio Styler:

Por que gostamos tanto de Ronaldo?

Difícil não ficar alegre ao ver Ronaldo em campo. Aqui no meu bairro, em São Paulo, estouraram rojões, como que a comemorar um gol, quando ele pisou no gramado, na noite de quarta-feira. Apesar das besteiras que já fez fora de campo (ou por causa delas, também), a sua saga como jogador é tão fascinante, tão repleta de altos e baixos, que é preciso ser um freezer para não se emocionar com as cenas do seu retorno.

Ronaldo, por um lado, parece um personagem épico – o herói que enfrenta todos os desafios e armadilhas da vida (as inúmeras contusões) para cumprir o seu destino. Ao mesmo tempo, na sua desorientação pessoal, expõe as fraquezas mais terrenas do ser humano e provoca um misto de desalento e compaixão em seus admiradores.

A rigor, Ronaldo não fez nada em campo. Acertou os onze passes que deu, ok. Pedalou um pouquinho. Posicionou-se corretamente para receber uma bola na cara do gol (mas não a recebeu de Douglas). Driblou dois zagueiros… Só não se livrou do repórter que lhe acertou um microfone na cara (outra imagem literal, sem metáforas, do que é a vida de um craque-celebridade como ele).

Enfim, foram 27 minutos de pouco futebol, mas carregados de simbolismo – a volta, a enésima volta de Ronaldo. Há 13 meses, ao deixar os gramados urrando de dor e chorando de desespero, estava mais uma vez condenado a nunca mais jogar futebol. E mais uma vez desmentiu a profecia.

Por tudo que já fez no futebol (e fora dele), Ronaldo é realmente um fenômeno. Redondo como está, longe da forma (irrecuperável?), talvez nunca mais nos encante como jogador. Mas há algo no seu esforço para voltar, na sua alegria e no cansaço estampados no seu rosto que humanizam a história – e nos emociona.

Um comentário:

by Cacarina disse...

Aí! Uma leitura que mostrou um ângulo sobre o qual eu não tinha pensado! Como é bom dialogar... Ou melhor, blogar! rsrsr
Beijos.

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