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7 de abr de 2008

O que eu ainda não disse

Sabe, gente!? Tem coisas que eu não disse ontem, tem coisas que eu nunca disse e, sobretudo, tem coisas que todo mundo devia dizer. É nossa obrigação como ser humano, como cidadão, como pessoa!

Ontem assisti à magnífica Elisa Lucinda no teatro, na peça "Parem de falar mal da rotina".
Informações neste post: http://beijosdeluz.blogspot.com/2008/03/elisa-lucinda.html

Estou em êxtase. Costumo ficar assim. A peça provoca isso. Foi a sétima vez que assisti, mas foi a primeira em quase três anos de intervalo. O espetáculo é repleto de humor, é leve, interativo, gostoso. Ninguém pense que vai chegar lá e encontrar um discurso chato ou cansativo, mas saiba que vai ouvir coisas que precisamos ouvir, precisamos falar, precisamos lembrar... Não dá pra ser omisso. Elisa fala por nós. É dela o conhecido poema "Só de sacanagem" que ficou conhecido na voz da cantora Ana Carolina. Fala da corrupção, fala dos meninos de rua, fala da vida, dos nossos conflitos, dos cárceres, cujo quais nós mesmos nos condenamos; da rotina (culpada de tudo !? !? ), fala sobre a educação, o preconceito, as crianças, etc. Olha, é imperdível! Elisa merecia um horário na TV, um programa para expor esse pensamento tão brilhante. Essa arte tão indispensável.

Comecei o texto falando sobre o que eu ainda não disse. Sobre a Elisa eu já tinha falado, mas ainda não tinha falado sobre a Isabela. O que foi isso gente? Esse crime, essa criança... Os vizinhos ouviram, não fizeram nada. E não adianta pensar que são "aqueles vizinhos-daquele prédio-naquele horário que não fizeram nada", não! Não são só eles, não são os outros (quando apontamos um dedo, três se voltam para nós), somos NÓS. Chegou a hora de fazer melhor a nossa parte. De dizer: "a partir de hoje nenhuma criança será injustiçada no meu campo de visão", "a partir de hoje ninguém vai passar fome perto de mim". O que mais falta dizer? Já que tanto nos falta fazer... Não é porque Isabela morreu que podemos esquecer a menina torturada, acorrentada. Caramba, quanto horror o ser humano é capaz de produzir. Vamos contrabalancear (no mínimo) oferecendo mais amor a quem a gente ama, mais afeto, mais doçura. Não sei, vamos criar um movimento, "ninguém sairá de minha presença sem dar um sorriso a mais, sem ser um segundo mais feliz". Você vem comigo?

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