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25 de mai de 2009

Escrava da Palavra

Adoro quando o blog assume forma de diário e tenho a oportunidade de ser quase "íntima" de quem lê. Mesmo assim tenho escrito muito pouco sobre minha vida, sobre o que acontece. Eu reluto em compartilhar experiências que expõem a minha vida. Costumo escrever em códigos. Os poemas estão repletos de simbologia. Só é preciso um olhar mais apurado e outro bocado de imaginação para compreender onde quero chegar com cada palavra estampada em minha escrita.

Nem sempre a escrita me serve, na maior parte das vezes sou eu quem a sirvo. Como servidora respeito a velocidade em que as palavras me chegam e a falta de sentido que por ora me fazem. A inspiração vem, normalmente estimulada por um fato real. Só que depois ela se torna origem de outra inspiração que leva a outro fim. Essa cadeia de inspirações se engancham uma a outra. São links, sinapses do pensamento, nem sempre o produto corresponde ao que se esperava no início... Até porque não sou servidora de minhas metas ou mensagens, sou servidora da palavra. Por ela renuncio meu significado, sou escrava, obedeço o que ela quer, para onde ela vai e para onde ela me leva.

2 comentários:

Bernardo Miranda disse...

é isso aí!
acontece parecido comigo também...
e assim vamos indo.
o segredo é deixar uma palavra puxar a outra, e a outra, e a outra...
é um pouco do que eu faço... e tento não me prender, tento ser o mais sincero possível.
vejo que você tb é muito!
Parabéns.
Forte abraço.

Nilson Barcelli disse...

Não procuro fazer um diário, mas as palavras empurram-me para saídas que não pensei antes...
No fundo elas é que são as donas da escrita e nós somos os escravos, conforme a Aline muito bem diz. Enfim, acontecem-nos coisas parecidas...
Gostei do teu post, por isso.
Querida amiga, uma boa semana.
Beijo.

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