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16 de jul de 2009

Surpresas

Eu sou humana. Ser humana implica contentar-se com o que se e'. Sem as perfeicoes que o sonho almeja.
Como sou humana, as vezes a inseguranca pousa em mim e deixa rastros de tristeza.
Tem tristezas que transbordam em lagrimas.
A vida e' muito imprecisa.
Como sou humana, as vezes me vejo tentando controlar o incontrolavel, prever o imprevisivel... E' tudo como uma caixa de surpresas. A surpresa so pode ser vista quando a caixa abre.
Ha' caixas embrulhadas com papel brilhante, colorido, nem sempre sao profundas, nem sempre sao belas por dentro. Existe tambem o contrario. Caixas empoeiradas pelo tempo, que estavam deixadas de lado, esquecidas, e que ainda guardam surpresas especiais.
Ha' surpresas belas em caixas rasas, sem profundidade, acabam logo. Neste caso, a gente tambem esquece logo.
Interessante que so' o tempo, relogio dos acontecimento e senhor de todas as horas, tem o poder de dar o devido valor a cada coisa. Como se colocasse um preco compativel, como se soubesse quanto custa. Embora o preco apareca sempre tarde. Isso causa confusoes porque as surpresas sao vendidas em leiloes, pela vida, sem parametros. Enganam os olhares consumistas que as desejam. Sem saber o conteudo muitas custam caro demais, custam mais do que valem, outras sao tao baratas que podem ficar na prateleira sem que ninguem reconheca quanto valor ha ali.
Nao sei que tipo de supresa sou eu, tampouco sei que tipo de surpresa hoje existe em minha vida...
Ja aprendi as surpresas que gosto. Quero as caixas profundas de material duradouro, com conteudo doce de efemeridade eterna. Algo que as vezes me pareca fugaz mas que em essencia nao seja transitorio. Que seja calido e forte, sem ser aspero. Que seja leve e fresco, sem ser manso. E que me surpreenda com o bom, assim como eu me surpreendo... Ate' comigo mesma.

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